Rui C. Pimenta: “Brizola era um político do nacionalismo burguês”

Pedofilia

Escândalo na Igreja francesa é apenas a ponta da ponta do iceberg

A hipocrisia do "delectum gravius"

Manifestantes seguram faixa com os dizeres “Vítimas de violência sexual na Igreja Católica exigem: reconhecimento, responsabilidade, reparação, reforma” no pátio da basílica de Notre-Dame-du-Rosaire , em Lourdes, sudoeste da França, em 6 de novembro de 2021. – AFP/Valentine Chapuis

A igreja católica francesa irá vender bens móveis e imóveis das dioceses para pagar vitimas de abuso sexual, realizados por  padres e religiosos que trabalhavam nas instituições desde 1950. São mais de 216 mil vitimas, e cerca de três mil pedófilos. As dioceses também irão recorrer a empréstimos para indenizar as vítimas, descartando assim o uso de doações dos fiéis… mas se algum fiel quiser colaborar, não será impedido!

No dia 5 de outubro, após a conferência episcopal no centro de peregrinação Mariana de Lourdes, um relatório do Ciase – Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja divulgou que o número de menores de idade vitimas de abuso sexual chegam a 330.000 casos.  Isso só na França. A Ciase foi criada em 2018 para investigar abusos sexuais cometidos por lideranças religiosas na Igreja Católica. Foram analisados cerca de 115 mil casos de padres e religiosos franceses.

Curioso que no dia seguinte a essa revelação, o arcebispo da Arquidiocese de Reims, Eric de Moulins-Beaufort,  presidente da CEF – Conferência Episcopal Francesa, afirmou à emissora de televisão France Info que, “o segredo do confessionário é mais forte do que as leis”. Essa colocação fez o assunto tornar-se centro de discussão no país, pois essa posição demonstra como a pedofilia é institucionalizada e sistêmica dentro da igreja católica no mundo todo. 

Em 2020, a fim de proteger os padres pedófilos, um manual do Vaticano usado para essas questões, afirma que “uma informação de ‘delectum gravius’ (delito grave), mencionada em uma confissão, está sob sigilo sacramental mais rígido”. Apesar de o Papa Francisco propagar sua vergonha pelas descobertas de abusos sexuais às crianças francesas, sempre colocou, como linha demarcatória para as ações de combate, o segredo de confissão… No entanto, o Ciase recomendou, a fim de evitar novos casos,  que a Igreja deixe claro que o sigilo da confissão não cobre estes crimes, que devem ser denunciados à Justiça, entre outras propostas.

O porta voz da presidência do governo francês, Gabriel Attal colocou que: “nada é mais forte que as leis da República em nosso país”, e, em 12 de outubro, o arcebispo Moulins-Beaufort, após reunião com o ministro do interior da França, Gérald Darmanin, voltou atrás na sua posição. Posteriormente, reiterou o compromisso da igreja católica francesa na reestruturação da igreja.

O próprio monsenhor havia usado palavras contundentes ao anunciar o resultado do encontro: “Compreendemos que precisávamos ir até o fundo para consertar um sistema eclesiástico pervertido, que permitiu que fatos dessa gravidade não fossem nem vistos nem ouvidos. Estamos prontos para assumir todas as consequências”, um tanto hipócritas. 

Será formada uma instância nacional independente de reconhecimento dos maus feitos e de reparação, responsável por instruir as ações, e será comandada pela jurista francesa defensora de menores, Marie Derain de Vaucresson. 

Este novo escândalo só vem demonstrar mais uma vez que a história de pedofilia e todo tipo de exploração sexual por parte de padres, bispos, papas etc. é milenar. O que mostra que não passa de pura demagogia  o uso do cristianismo por parte da Igreja. Não estamos criticando os católicos da base, o povo católico, mas sim a Igreja em si, o clero, que utiliza a religião para enganar e explorar o povo, fingindo-se de enviados de Deus enquanto fazem o contrário do que pregam.  Durante muito tempo e ainda hoje, a Igreja mandou na política, e depois esteve sempre, até hoje, associada aos poderosos, aos grandes interesses econômicos, aos capitalistas e imperialistas. 

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