A CIA e golpe militar de 2016

Alckmin vice de Lula?

Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade

A Folha utiliza contra a candidatura de Lula métodos de propaganda da Alemanha nazista para tentar salvar o regime golpista

Lula e Alckmin – Foto: Sérgio Lima

No inicio do mês de novembro, uma colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, implantou um boato em relação à candidatura do ex-presidente Lula para 2022. Toda a imprensa golpista brasileira captou a mensagem da porta-voz da burguesia e saiu polemizando, comentando e opinando que o líder nas pesquisas em intenções de votos para as próximas eleições, estaria flertando com a possibilidade de ter como vice em sua chapa, um velho inimigo do povo, especialmente da população paulistana, Geraldo Alckmin, do PSDB.

Repare que estamos diante de uma antiga forma de manipulação, utilizada pela imprensa por muitos anos e que por incrível que pareça ainda faz vítimas entre aqueles que se dizem de esquerda e aqueles que querem ser enganados por pura conveniência. “Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade” frase célebre de ninguém menos que Joseph Goebbels, ministro de propaganda na Alemanha nazista, tem tomado forma prática nos grandes meios de comunicação da burguesia e replicada pelos canais de informação ditos progressistas.

O boato da colunista da Folha sobre o vice de Lula ser um tucano odiado pelo povo como qualquer outro representante do PSDB, não foi afirmada nem pela ala mais direitista do PT. Ou seja, Bergamo não citou fontes do PT, nenhum dirigente da sigla, nada, apenas soltou ao vento o que talvez seria interessante ou polêmico, para as próximas eleições presidências do país, de acordo com a vontade de seus patrões. Mostrando que o que vem do esgoto que é a imprensa ligada ao imperialismo não deve ser levado a sério, ou deve ser no mínimo ridicularizado.

Na última terça-feira (15), Bergamo assoprou mais uma vez na imprensa venal, que a falsa aliança “estaria gerando temor em certas lideranças do PT”. Na mesma coluna, novamente sem fontes ela aponta, “Já lideranças que apoiam a chapa Lula/Alckmin afirmam que, para cair, é preciso estar em pé. Ou seja, para enfrentar ameaça de impeachment, o petista primeiro precisa se eleger, e a aliança ajudaria a liquidar a fatura até mesmo no primeiro turno.” A manobra é clara, o texto é cínico, mentiroso e chantagista. Somente os incautos e os que querem ser enganados se deixam levar.

Para se entender melhor esse tipo de artimanha baixa é preciso ampliar os objetivos da Folha. A calúnia foi ironizada pelo próprio Lula em seu Twitter – “Já tenho 22 vices… Enquanto ainda nem decidi se sou candidato” – a ainda afirmou – “Tem que ser alguém que some, e não que tenha divergência”. Mesmo assim os frente amplistas foram ao delírio, a notícia fraudulenta tenta gerar um clima de aceitação entre aqueles que preferem de tudo, até mesmo um governo de direitista, para supostamente superar o espantalho de Bolsonaro. Mas que não estão dispostos a lutar por um governo Lula mais esquerda, mais radical e realmente ligado a população e classe trabalhadora.

Essa mentira também serve para ataques da extrema-direita e da terceira via – lado preferido da imprensa referida – contra o mais sólido concorrente pela esquerda. Um vice da categoria de Alckmin não impulsiona e nunca vai aumentar a votação de Lula, muito pelo contrário, afunda como uma ancora a candidatura e a campanha junto as massas populares. A esquerda pequeno burguesa a reboque da terceira via, em busca de benefícios particulares, se prestam ao papelão de papagaios da imprensa golpista e criticam o ex-presidente, por conta da mentira que está sendo difundida por uma instituição privada, que deu apoio e cobertura a ditadura militar de 64.

Toda a especulação em torno do assunto imaginado reflete bem a posição da burguesia. Tentar empurrar a candidatura de Lula para a direita, “virar a página do golpe de Estado de 2016”. Pois Lula, representa nesse momento o maior perigo para todo regime golpista. Diante de toda essa falcatrua e as que ainda virão até as eleições de 2022 é preciso mobilizar a população, organizar os trabalhadores nas ruas, pressionar para que o vice de Lula seja alguém ligado ao povo mais esmagado e oprimido pelo imperialismo e os capitalistas. As palavras de ordem devem ser Lula presidente, por um governo dos trabalhadores.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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