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Globo, mãe de Bolsonaro

PCO bolsonarista? Globo mente para defender Ciro Gomes e a 3ª via

Imprensa golpista parte para a ofensiva contra o partido da luta contra o golpe, aquele que agora denuncia a farsa da terceira via.

Ciro “Abutre” Gomes fazendo média com industriais durante as eleições de 2018, onde desempenhou o papel de rachar o voto da esquerda. – Foto: André Carvalho/CNI/Fotos Públicas.

Mais um ato da esquerda pelo Fora Bolsonaro e mais uma série de ataques contra o partido que mais combate e denuncia as manobras da direita golpista. Ninguém menos que O Globo, jornal de um dos setores mais poderosos do monopólio das comunicações no Brasil, dedicou uma matéria para tentar confundir seus leitores a respeito das posições políticas do PCO.

Sob o título de “Considerado de extrema-esquerda, PCO tem agenda próxima do bolsonarismo”, a matéria reproduz um paradoxo com o qual já nos acostumamos. Por um lado, aponta que o partido é pequeno e inexpressivo e pelo outro, que tem o poder de definir os rumos das manifestações. Parte da esquerda carreirista, antenada com os monopólios da comunicação, repete o mesmo paradoxo a respeito do PCO sem se dar conta de que uma avaliação contradiz diametralmente a outra.

Fosse um partido inexpressivo, sem poder de influência na luta política, bastaria ignorar. No entanto, o protagonismo do PCO para impulsionar os setores mais combativos da esquerda tem incomodado demais a burguesia e seus micos amestrados da política parlamentar.

Os argumentos para menosprezar o partido

A matéria dedicou apenas um parágrafo para caracterizar o PCO como um partido pouco representativo. Primeiro cita o número de filiados junto ao TSE e o fato do partido não contar com parlamentares com o objetivo implícito de delimitar a luta política às instituições burguesas.

Nesse terreno onde nada que beneficie o povo pode se desenvolver, de fato o partido não tem peso. Uma coisa que os crackeiros eleitorais fazem questão de ignorar é que o PCO recusa eleição atrás de eleição as propostas de aluguel da legenda, prática comum na esquerda e na direita. Por isso, o partido conta apenas com um ínfimo recurso público e com as arrecadações entre os próprios militantes, o que inviabiliza participar do jogo eleitoral em igualdade de condições.

O PCO participa das eleições para impulsionar a mesma política que impulsiona fora do período eleitoral, aproveitando um momento onde o debate político está mais presente no cotidiano da população. Sem camuflar suas posições históricas e sem se adaptar aos direcionamentos impostos pela direita. Um exemplo muito típico disso é a capitulação da esquerda eleitoreira às pautas repressivas.

“Partido de homens brancos”

Um pseudo-argumento, neste caso. Demonstrando a sintonia da imprensa burguesa com o identitarismo, O Globo decreta que o PCO é pouco representativo por ser composto “majoritariamente por homens brancos”. Nem nós do partido temos tal levantamento estatístico, mas vale questionar quais seriam esses partidos onde homens brancos seriam minoritários. PSDB, PDT, PSOL?

Contrastando com o veredito da imprensa golpista, o PCO foi por exemplo o partido que mais lançou mulheres para concorrer a prefeituras em 2020, incluindo três capitais. Tivemos ainda dois candidatos negros em outras duas prefeituras. E vale lembrar, todos militantes do partido, não carreiristas enxertados para o vale tudo eleitoral.

De resto, basta acompanhar o trabalho dos nossos coletivos de mulheres (Coletivo Rosa Luxemburgo) e de negros (Coletivo João Cândido) para avaliar se o partido representa ou não a luta desses enormes grupos e suas pautas centrais. Enquanto isso, a direita elege mulheres e negros para apoiar todos os ataques à população que a burguesia pautar no parlamento.

PCO “bolsonarista”?

Em referência ao ponto principal da matéria, cabe explicar brevemente as tais “convergências” entre o PCO e o bolsonarismo. Vale de início colocar aqui que a matéria cita como fonte ninguém menos do que Olavo de Carvalho, então preparem-se.

Segundo a dupla Olavo de Carvalho/O Globo, o PCO não concorda “com a vacinação obrigatória ou com as agendas gays e feministas” e isso seria um ponto em comum com o bolsonarismo. Em relação à obrigatoriedade da vacina, de fato, somos contrários porque defendemos as liberdades individuais. O que defendemos é que o estado deve realizar campanhas de convencimento não aplicar leis repressivas para impulsionar a vacinação.

Defendemos ainda a quebra das patentes das vacinas, para que os países atrasados tenham condições de oferecer de fato as vacinas às suas populações. Bolsonaro, por outro lado, faz demagogia se aproveitando da reação de setores da população ao autoritarismo da direita “civilizada” e se exime da parcela de responsabilidade que lhe cabe pelo atraso na vacinação no país.

Sobre as “agendas gays e feministas” só podemos inferir que se tratem das pautas identitárias, as quais não apenas não concordamos como denunciamos consistentemente. Nossa defesa intransigente dos direitos democráticos para toda a população nos coloca diretamente em oposição daqueles que defendem leis repressivas, aumento de penas e censura, para citar três pontos centrais da política identitária.

Agora, em favor da maioria das mulheres, homossexuais e negros, o partido tem um programa real de luta. Em primeiro lugar, cabe lembrar que a defesa radical dos direitos democráticos é uma defesa direta dos grupos oprimidos na sociedade capitalista. Inclusive a luta pela superação da sociedade de classes atua no mesmo sentido, pois a destruição da burguesia é um pré-requisito para o fim das opressões individuais.

Ainda em relação aos três grupos sociais mais explorados pela política identitária, o PCO defende e impulsiona a organização para a autodefesa, única possibilidade real de defesa para os grupos marginalizados na sociedade. Ao mesmo tempo, nosso programa defende o fim das polícias, aparelhos da opressão de classe da burguesia incapazes por sua própria função social de proteger a vida dos oprimidos. Somos ainda o único partido que defende abertamente o direito ao aborto seguro, um direito democrático básico que é negado às mulheres ao custo de milhares de vidas todos os anos.

Outra questão citada para “igualar” PCO e bolsonaristas foi o repúdio do partido, representado pela candidatura do camarada Henrique Áreas à prefeitura de São Paulo, à excessiva carga de multas de trânsito turbinada com a redução da velocidade das Marginais. Basta uma simples consulta em qualquer bairro popular para descobrir que quem mais sofre com esse arsenal de radares e multas são os trabalhadores, a maioria sem qualquer condição para agregar mais cobranças do Detran às suas despesas mensais.

Para fechar o bloco de pautas supostamente comuns com o bolsonarismo, temos a questão do direito ao livre armamento dos cidadãos. De começo vale a pena esclarecer que Bolsonaro não defende que cada cidadão pobre tenha uma arma ou que o MST e a CUT treinem e equipem sua militância, isso fica claro nas suas propostas de lei, que limitam esse direito a um determinado dote econômico.

Nossa posição neste tema é novamente a defesa dos direitos democráticos, por que um PM pode entrar armado numa favela e os moradores de lá não podem ter armas para evitar que seus jovens sejam executados? Por que os capangas dos latifundiários podem abrir fogo contra camponeses e indígenas e estes não podem se defender com os mesmos recursos?

Ciro Gomes e a terceira via

Todo esse ataque da imprensa golpista, desta vez, foi centrado na repulsa popular ao canalha golpista Ciro Gomes. A matéria inclusive começa citando uma fala do companheiro Antônio Carlos, que denunciou os ataques de Ciro a Lula e classificou o oligarca como o canalha que ele de fato é. Esse trecho da sua fala, não por acaso, foi sonoramente aplaudido pela maioria dos que estavam na frente do carro de som.

As vaias e protestos durante a fala do abutre Ciro foram puxados pelo PCO e acompanhados pela esmagadora maioria dos presentes no ato. Assim como a palavra de ordem “Brasil, urgente, Lula presidente!” e a canção “Olê, olê, olê, olá.. Lula, Lula..”. Os protestos verbais dos nossos militantes foram equiparados a agressões físicas, tal o nível de desespero da burguesia. Cabe pontuar que nem participamos das tentativas de agressão ao canalha nem da retirada das bandeiras do PDT que estavam nas mãos de pessoas contratadas para isso. E muito menos condenamos tais atos.

Uma coisa fica cada vez mais clara, não dá mais pra ignorar o PCO. Por isso, a burguesia com sua imprensa e seus carreiristas ataca com maior frequência o partido mais combativo da esquerda. Aquele que iniciou a campanha Fora Bolsonaro ainda durante as eleições de 2018 e realizou uma verdadeira maratona de manifestações com essa pauta enquanto o resto da esquerda se lamentava. Nossa faixa gigante Fora Bolsonaro, por exemplo, foi inaugurada num ato em Curitiba em defesa da liberdade de Lula em 2019.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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