STF é “fica Bolsonaro”!

Imperialismo

Direita não gosta de estadistas, gosta de capachos

Colunista da Folha de S. Paulo publica matéria endossando políticas do imperialismo.

Vladimir Putin – Foto: Reprodução

Recentemente, o colunista Vicente Ferraro publicou uma matéria de opinião no jornal membro do PIG (Partido da Imprensa Golpista), a Folha de S. Paulo lançou uma matéria intitulada “Vladiminions acadêmicos condenam imperialismo norte-americano, mas veem Putin como Messias”, o colunista afirma que: “avaliações maniqueístas e inconsistentes proliferam sobre a invasão russa à Ucrânia, como tentativa de justificar os atos de Putin manipulando os fatos sobre a atuação da OTAN e a política no leste europeu, por parcelas do meio acadêmico.”

Posteriormente no artigo, o jornalista afirma que a ameaça da Ucrânia se juntar à OTAN nem sequer teria a possibilidade de ser real, já que os países integrantes não iriam consentir com a adesão, pois as beligerâncias – indiretas até pouco tempo atrás – entre Ucrânia e Rússia forçariam os países imperialistas à adentrarem no conflito com uma potência nuclear. Bem, os imperialistas da OTAN poderiam até ter medo de entrar em tal guerra, mas isso não os impediu de utilizar o próprio povo ucraniano e seus militares nazistas para realizar ataques, além de terem influenciado diretamente na política ucraniana colocando um governo ultra reacionário e golpista. 

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“​​[…]dificilmente os 30 países da OTAN consentiriam em admitir a adesão de um Estado envolvido em um conflito indireto com a Rússia, já que, pelas regras da aliança, um eventual ataque contra a Ucrânia forçaria todos os países a entrar em guerra contra uma potência nuclear.”, afirma Vicente Ferraro.

O colunista acusa Putin de estar assassinando civis desde a crise na Chechênia, porém ele sequer menciona o genocídio de caráter completamente nazista que os ucranianos vêm realizando na região de Donbass desde 2014, com cerca de 14.000 mortos em decorrência de agressões ucranianas contra pessoas de etnia russa na região. 

Porém, as justificativas dos russos de seus ataques à Ucrânia para o colunista são apenas morais e ideológicas, ainda colocando que a campanha russa de desnazificação da Ucrânia seria inválida, pois a influência de grupos neonazistas na Ucrânia não teria tanta penetração na população ucraniana.

O mesmo coloca que alguns críticos de Putin o denominam como fascista (ou melhor dizendo, rashizm), falando que até mesmo as estratégias militares do presidente russo poderiam ser comparadas com as estratégias alemãs na segunda guerra como a Blitzkrieg, o cerco a grandes cidades e os pretextos étnicos para a invasão na Ucrânia, algo absolutamente incomparável.

O jornalista também afirma que os ganhos de Putin foram majoritariamente políticos, já que sua popularidade aumentou conforme a Rússia se envolveu em conflitos como a guerra da Chechênia, a guerra da Geórgia e a crise na Ucrânia em 2014. Realmente, esses são grandes feitos do presidente russo, um presidente ganhar popularidade por estar promovendo guerras não é algo que se vê todo dia.

Falando em absurdos, também houve a comparação realizada na matéria entre o imperialismo norte-americano e o… “imperialismo russo”. Agora, onde estaria o tal do imperialismo russo Ferraro não se deu ao trabalho de explicar. Ele chega a comparar a guerra ucraniana com a invasão norte-americana ao Iraque, realmente uma comparação completamente sem nexo tendo em vista que os dois conflitos foram causados por motivos totalmente diferentes, a Rússia adentrou o território ucraniano para acabar com o genocídio em Donbass, desnazificar a região e parar com a expansão imperialista desenfreada da OTAN, enquanto os EUA invadiram e destruíram um dos países mais avançados do Oriente Médio e o destruíram em questão de meses com uma força completamente desproporcional e se envolvendo em uma guerra que sequer dizia respeito aos imperialistas dos Estados Unidos e de seus capachos, a ONU.

O que se pode ver na coluna publicada na Folha de S. Paulo é que a imprensa burguesa nacional é completamente jogada aos pés do imperialismo norte-americano, ao ponto de acusar os russos de serem os verdadeiros imperialistas e se utilizando dos mais toscos argumentos e das mentiras mais estapafúrdias para seguir à risca a linha política burguesia imperialista, nada de novo sob o sol.

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