Os trabalhadores não devem aceitar a imposição de Alckmin vice

Não dá para esconder

Até a Globo admite: 78% dos manifestantes quer Lula presidente

Enquanto as direções pregam a Frente Ampla, que é fundamentalmente contra a candidatura Lula, o povo que vai às ruas quer o ex-presidente à frente dos atos.

Lula em visita a trabalhadores de uma fabrica em Diadema na véspera dos atos do último sábado. – Foto: Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas.

A polarização política não é temida pela direita e pelos oportunistas em geral à toa. A tarefa de distorcer as informações e manipular a opinião pública é muito mais fácil de ser realizada quando a situação está morna. Até mesmo os poderosos monopólios da comunicação se veem obrigados a expor alguns aspectos fundamentais da luta política em desenvolvimento, sob o risco de uma completa desmoralização e descrédito.

Diante da impossibilidade de noticiar os atos Fora Bolsonaro como atos cívicos verde-amarelos, por conta da enorme rejeição aos canalhas direitistas que discursaram no carro de som, até a Globo teve que citar parte das contradições expressas nas ruas. O mesmo ocorreu em julho, quando militantes do PCO, de PT e manifestantes avulsos tiveram um desentendimento com pessoas que seguravam bandeiras do PSDB na Avenida Paulista em São Paulo.

No site de notícias de política da Globo foi citada uma pesquisa conduzida por professores da USP e que reuniu dados de entrevistas realizadas em duas manifestações distintas na capital paulista, uma no ato da terceira via dia 12 de setembro e outra no ato da esquerda no último sábado. Um fato central que ficou exposto é que de um lado da situação tem o ilegítimo presidente Bolsonaro e do outro, a liderança mais popular do país, Luís Inácio Lula da Silva.

As ruas são da esquerda

A pergunta sobre a identificação política dos participantes, entre esquerda, centro-esquerda, centro-direita, direita, “nada disso” ou “não sabe” traça um panorama bastante diverso entre os dois atos abrangidos pela pesquisa. Enquanto no comício eleitoral da terceira via apenas 37% dos participantes se identificavam com o campo da esquerda, no dia 2 de outubro foram registrados 94% entre esquerda (86%) e centro-esquerda (8%).

Essa é a primeira informação importante que a pesquisa trouxe, os grandes atos Fora Bolsonaro são compostos por gente identificada com a esquerda e suas pautas. Os direitistas e confusos em geral, que representaram 61% dos entrevistados no dia 12 de setembro, não são capazes de encher as ruas. Um contingente de 28% deles, por exemplo, respondeu à questão com “nada disso” (21%) e “não sabe” (7%).

A farsa de que a esquerda precisa se aliar à direita para encher as ruas não se sustenta sem uma boa dose de cinismo. A direita tem o dinheiro da burguesia, o estado burguês, a imprensa monopolista, mas não tem os setores combativos do povo no seu bolso.

Os números gritam Lula Presidente

Porém o dado mais expressivo que veio a tona na pesquisa foi a declaração de voto em Lula, onde nada menos do que 78% dos entrevistados declarou que tem intenção de votar no ex-presidente nas eleições de 2022. Enquanto isso, no ato da terceira via 38% dos entrevistados respondeu que não participaria de manifestações com o PT. O que não poderia ser muito diferente num ato onde a palavra de ordem central era “nem Lula, nem Bolsonaro”.

Enquanto isso, dirigentes dos partidos de esquerda e carreiristas das mais variadas colorações políticas tentam impor para as bases militantes da esquerda a ideia de que precisamos dessa direita moribunda e fascista para derrubar o governo Bolsonaro.

O maior partido da esquerda brasileira se vê refém desse abraço mortal com aqueles que combatem a esquerda desde que surgiram, que têm nesse combate sua razão de existir. O antipetismo impulsionado pela imprensa burguesa, que trouxe Bolsonaro para o primeiro plano da política nacional, é também o combustível fundamental dos setores que defendem a todo custo a terceira via, como ficou claro no ato de 12 de setembro.

Fora Bolsonaro e Lula Presidente

Enquanto Lula segue distante dos grandes atos da esquerda, toda a sorte de aventureiros e de vigaristas profissionais tenta explorar eleitoralmente a luta popular em benefício próprio. Além de esvaziar os atos, pois quem vai às ruas quer derrubar o governo e não assistir a enfadonhos discursos de autopromoção, a presença da direita é um combate aberto contra a candidatura de Lula.

Ao contrário do que pensam os muito otimistas, as eleições de 2022 não serão um passeio para a esquerda, serão uma guerra. E essa guerra já está acontecendo, queiram os dirigentes do PT ou não. Não é razoável aceitar que apenas Lula não possa se promover nos atos, além de principal liderança da esquerda, sua presença tem o potencial de levar ainda mais gente para as ruas.

A oposição real e consequente ao governo Bolsonaro passa necessariamente pela defesa da candidatura da figura da esquerda mais atacada pelos monopólios da imprensa. Aquele que além de difamado por anos, foi preso, impedido de disputar as eleições de 2018 contra Bolsonaro e ainda é alvo de uma série de processos judiciais sem qualquer base concreta.

Chega de vacilação, o povo quer Lula nas ruas! Nada de políticos falidos da direita para enterrar as manifestações. Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Lula presidente!

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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