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Cria corvos que te arrancarão os olhos

Nota em defesa da Uneb: universidade pública e gratuita

Publicamos nota assinada por docentes da Uneb, em defesa da universidade e contra os ataques promovidos pela imprensa e pelos grupos de direita.

NOTA EM DEFESA DA UNEB: UNIVERSIDADE PUBLICA E GRATUITA

 

O estado de exceção que se iniciou com o impeachment fraudulento contra a Presidenta Dilma Rousseff e que avança para inviabilizar a retomada de um projeto popular nas eleições de 2018 tem atacado, veementemente, a universidade brasileira, ferindo a sua autonomia didático-científica e pedagógica, segundo consta no art.207 da Constituição Brasileira. Essa ação se complementa com os cortes nos investimentos e nos programas de apoio aos segmentos mais desassistidos. Na perspectiva de um retrocesso de 30 anos no ataque à educação, ciência e tecnologia sob a égide das correntes conservadoras e fascistas, tentam retirar a liberdade necessária à produção do conhecimento e as condições para a execução de atividades que reafirme a referência social da Universidade. Nesse sentido, atinge as instituições, seus gestores e docentes, a exemplo do ex-reitor da UFSC, Luis Carlos Cancellier que, em um ato de desespero, retirou a própria vida após acusações levianas e infundadas.

Essa é a atuação que corrobora o golpe civil no Brasil que permite o avanço do capital internacional sobre as nossas riquezas e que retira os direitos sociais e trabalhistas da população. Com suporte parlamentar, midiático e jurídico que fragilizou o estado democrático de direito, vem promovendo uma verdadeira regressão civilizacional, com a degradação de valores básicos de sociabilidade e de solidariedade. A cultura do ódio disseminada pela mídia e forças de extrema direita produziu um senso comum de caráter fascista que atinge duramente a defesa dos direitos humanos, promove o aumento da violência, da repressão e da criminalização da universidade e dos movimentos sociais. Isso parece exatamente uma preparação para medidas drásticas, que podem comprometer o próprio ideário de uma instituição pública, gratuita, inclusiva e de qualidade.

Por outro lado, amplia-se a resistência social diante da truculência de setores conservadores e da atuação do judiciário e do governo ilegítimo que afronta aos direitos constitucionais recém-conquistados pela maioria da sociedade brasileira. Uma forma de resistência às investidas do capital e ao aumento das desigualdades sociais se consubstancia no Fórum Social Mundial, cujo tema é “Resistir é Criar, Resistir para Transformar! Povos, Territórios e Movimentos em Resistência”. Um espaço que procura incentivar os debates e o aprofundamento da reflexão coletiva, a formulação de propostas alternativas, a troca de experiências e a constituição de coalizões e de redes que se opõem ao domínio do mundo pelo capital, com suas mazelas. Pelo seu propósito e suas características, o Fórum Social Mundial tem grande importância para o enfrentamento da onda conservadora que abate diversas sociedades, agravando as questões sociais, políticas, econômicas e ambientais que afetam o mundo e ameaçam a vida.

O papel da universidade se coaduna com o Fórum Social Mundial por constituir um espaço democrático e de envolvimento com as temáticas sociais e com a garantia da qualidade de vida para a população, possuindo um espaço por excelência de produção e socialização do conhecimento e, sobretudo, de formação. Por essa razão, as universidades públicas baianas envolveram-se na atividade, principalmente a UFBA e a UNEB, localizadas em Salvador, local de realização da edição 2018 do FSM.

A ação golpista e o grande capital direciona suas atenções para as universidades e, mais recentemente, para a UNEB. Nos últimos dias, uma série de matérias tem sido veiculadas, atacando a participação da Universidade na construção do Fórum Social Mundial. Seguindo o seu modus operandi, com teor maledicente, tenta caracterizar como ilegal e politicamente incorreto o gasto de recursos que foram destinados pelo Governo do Estado da Bahia com esse fim específico, para além do orçamento da universidade, este direcionado às suas atividades pré-estabelecidas. De forma falaciosa e irresponsável, relacionando a participação da UNEB à presença de Lula e de outas autoridades na programação do FSM, buscando confundir e insinuar algum tipo de malversação de recursos públicos, reafirma uma campanha de desmoralização da imagem pública das universidades e dos seus gestores, ou mesmo estimula a intervenção do judiciário no processo de politização de um poder que deveria defender os direitos fundamentais, não se contaminando com pressões midiáticas.
Mesmo após os devidos esclarecimentos feitos pelo Reitor José Bites de Carvalho, uma matéria foi veiculada em rede nacional por um canal de TV, insistindo na reafirmação do discurso construído, seguindo a máxima da propaganda fascista de que a repetição constante de uma mentira a transformará em verdade na mentalidade das pessoas. Para surpresa geral, a matéria traz diretoras da Associação de Docentes (ADUNEB), endossando o discurso que visa atacar a Universidade, de forma, no mínimo, irrefletida, considerando o contexto político do País e que não reflete a opinião do conjunto dos seus filiados.

Entendemos que a UNEB é uma universidade popular e que deve exercer a sua autonomia, colocando-se como espaço de resistência em defesa da democracia e contra o atual estado de exceção. Entendemos, também, que o FSM é um grande congraçamento de luta dos povos de todo o mundo, espaço de formação e produção do conhecimento e que, portanto, a UNEB está exercendo o seu papel ao participar do mesmo, tendo cumprido com as normas da legalidade e da ética que permeiam as suas ações.

1. Marcius de Almeida Gomes (DEDC XII)
2. Gelcivânia Mota Silva (DEDC XVII)
3. Neuber Leite Costa (DEDC II)
4. Sandro Santa Bárbara (DEDC I)
5. Elisângela Vasconcelos (DEDC II)
6. Kátia Marise Borges Sales (DCHT XIX)
7. Iranice Carvalho da Silva (Campus XXIII)
8. Jean Santos (DEDC XI)
9. Dayse Lago de Miranda (DEDC I)
10. Joelma Gomes de Oliveira Bispo (DEDC VIII)
11. Rosana Mara Chaves rodrigues (DEDC I)
12. Ana Karine Loula Torres Rocha (DCHT XVI)
13. Edineiram Marinho Maciel (DCHT XVI)
14. Lídia Barreto da Silva (DEDC XIII)
15. Maria Nalva Rodrigues de Araújo Bogo (DEDC X)
16. Iris Verena Oliveira (DEDC XIV)
17. Nubia dos Reis Ramos (DEDC I)
18. Josivaldo Pires de Oliveira (Bel) (DEDC XIII)
19. Francisco Guimarães (Chico índio) (DCH I)
20. André Luiz Cardoso Santos (DCET I)
21. Ricardo Moreno (DEDC II)
22. Flavia Lorena de Souza Araújo (DCH V)
23. Viviane dos Santos Carvalho (DEDC VIII)
24. Luciana Pereira de Oliveira Cruz (DCHT XX)
25. Janeide Bispo dos Santos (DEDC XI
26. Ronalda Barreto Silva (DEDC I)
27. Maria Dorath Bento Sodré (DCHT XVI)
28. Marcia Regina Mendes Santos (DCH IV)
29. Domingos Rodrigues da Trindade (DEDC XII)
30. Rosane Meire Vieira de Jesus (DEDC XIV)
31. Sandra Magalhães Araújo (DEDC I)
32. Ana Odalia Vieira Sena (DEDC X)
33. Mille Caroline Rodrigues Fernandes (DEDC XV)
34. Sara Farias (DCH V)
35. Maria das Graças Andrade Leal (DCH V)
36. Edleusa Garrido (DEDC I)
37. Sérgio Guerra (DCH I)
38. Telma Regina Batista Nascimento (DEDC XVI)
39. Gelcivânia Mota Silva (DEDC XVI)
40. Josemar da Silva Martins (Pinzoh) (DCH III)
41. Isabel de Jesus Santos dos Santos (
42. Joana Leôncio (DEDC I)
43. Maria Jucilene Lima Ferreira (DEDC X)
44. Osmar Moreira (DEDC II)
45. Rita de Cássia Maskel Rapold (DCH I)
46. Delcele Mascarenhas Queiroz (DEDC II)
47. Valdélio Santos Silva (DEDC I)
48. Liana Gonçalves Pontes Sodré (DEDC X)
49. José Augusto Laranjeiras Sampaio (DEDC I)
50. Eduardo Alfredo Guimarães (DCHT XXI)
51. Raimundo Nonato Pereira Moreira (DEDC II)
52. Mônica Moreira de Oliveira Torres (DEDC XI)
53. Ubiratan Menezes (DEDC II)
54. Gilmário Brito (DEDC I)
55. Jose Humberto da Silva (DEDC I)
56. Amélia Tereza Maraux (DEDC XIV)
57. Zuleide Paiva da Silva (DEDC XIV)
58. Marta Enéas da Silva (DEDC XIII)
59. Dina Rosário (DEDC XIII)
60. Lilian Marinho (DCV)
61. Vera Lucia Costa Vale (DCET II)
62. Elivania Reis de Andrade (DEDC XI)
63. Luciene Maria da Silva (DEDC)
64. Rubem Castro Neves (DCH/XIX)
65. Roberto Carlos Vieira (DEDC)
66. Manoel Antônio dos Santos Neto
67. Maria Geovanda Batista (DEDC X)

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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