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Conferência Nacional

Construir as manifestações pela base

O PCO organizará a atividade nacional em São Paulo para reunir os setores mais combativos da esquerda e definir novos rumos para os próximos atos

BLOCO VERMELHO. A ala esquerda das manifestações tem marcado sua presença com afinco, aumentando cada vez mais o seu tamanho e influência – Foto: Reprodução

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Nos dias 6 e 7 de novembro ocorrerá a Conferência Nacional Aberta do Bloco Vermelho, em São Paulo. O evento tem como principal objetivo fazer um debate da conjuntura política e sobre como estão sendo coordenadas as manifestações por todo o país, a fim de formar uma verdadeira frente única dos trabalhadores, com as organizações que não estão comprometidas em alianças com a direita.

Já se passaram cinco meses, desde o ato do 1º de maio, onde o partido deu o pontapé inicial para a realização de grandes atos de rua. No ano passado, defendemos a necessidade de se fazer os atos mesmo com a pandemia, pois era o único meio onde os trabalhadores poderiam efetivamente combater os ataques da burguesia, que foram ainda maiores com a crise sanitária. Desde maio até agora, houve uma sequência de atos, formando um movimento pelo “fora Bolsonaro”, reunindo os principais partidos, centrais sindicais e organizações de trabalhadores.

O movimento deve ser encarado com seriedade

Contudo, as decisões para a realização desses atos ficaram na responsabilidade de um seleto grupo de dirigentes, a denominada “operativa”. Uma meia dúzia de pessoas que se reunem para definir onde serão os atos, quais serão as datas, etc. Essas “operativas” foram amplamente denunciadas pela imprensa partidária e também nas ruas. Publicamos notas oficiais e levamos materiais impressos discutindo como essas operativas conduziam o movimento como se fosse um brinquedo, mudando a data dos atos em cima da hora e impondo grandes intervalos entre a realização de um ato e outro, com objetivo claro de desmobilizar a população.

Pudemos ver, ao longo desses 5 meses, que havia um considerável esforço para não convocar o ato e também para esvaziá-lo. Não havia panfletagens nas ruas, cards nas redes sociais ou grandes plenárias. Não havia nada.

Dentre as piores decisões tomadas por essas operativas está a de convidar os partidos da direita — supostamente a favor do “fora Bolsonaro” — para os atos. Os mesmos partidos que deram o golpe em 2016, as personagens da frente ampla, agora querem sequestrar o movimento com a anuência de setores da esquerda.

Terceira via

A luta que tem sido travada nas ruas expressa de forma muito clara as contradições e a polarização do regime político. É nas ruas que a população vê os setores mais combativos e é onde a mesma ameaça diretamente a burguesia. Diante dessa crise, a burguesia procura manobrar e jogar um balde de água fria nas manifestações e acabar com a polarização. Esse cenário de crise favorece uma luta radical e real, que possa atacar na raiz a direita golpista, delimitando os nossos inimigos de classe, etc. A solução para a burguesia retomar o controle do regime político passa por eleger um candidato da direita tradicional, diferentemente de Bolsonaro, que só acentua a crise política. Até recentemente, tudo levava a crer que Doria seria o candidato escolhido, mas após o fracasso dos vazios atos de 12 de setembro, e da dificuldade de vencer as prévias. Diante desse cenário acreditamos que a burguesia manterá seu candidato oculto para não queimar a largada e seu escolhido perder muita popularidade até a hora do pleito.

A tarefa da burguesia para agora é incluir no projeto da terceira via setores da esquerda que não possuem vínculos reais com os trabalhadores. Por isso essa necessidade de convidar a direita para os atos, como se fosse algo democrático. Esses partidos da direita não querem, de modo algum, derrubar Bolsonaro, mas sim encampar a candidatura da terceira via, usando a própria esquerda como trampolim.

A tarefa do bloco vermelho

Nesse sentido, cabe ao bloco vermelho levar a luta às últimas consequências. É por conta de toda essa sabotagem no movimento que faremos essa atividade. O PCO, durante todo esse tempo, teve de brigar para tentar participar da coordenação do movimento. A burocracia dos partidos e organizações está rachando o movimento quando tenta aproximar a direita. Nós não queremos rachar o movimento, vamos construir esse movimento nas ruas, com as organizações que querem realmente levar a luta política adiante.

A ala mais radical das manifestações já é comumente censurada de falar nos carros de som e é impedida de participar de qualquer discussão sobre a organização dos atos. Aqueles que estiveram na rua durante mais de um ano, mesmo em meio a pandemia, enquanto a esquerda pequeno-burguesa esteve escondida dentro de suas casas, não têm a oportunidade de participar das decisões sobre como serão os atos.

Por outro lado, são esses setores, como o PCO e os comitês de luta, que possuem a autoridade nas ruas. A população presente nos atos sabem da importância do nosso bloco vermelho e rejeitam fortemente a presença da direita.

Essa conferência será justamente para organizarmos o movimento pelas bases, pelos setores que realmente estão comprometidos em levar a luta pelo “fora Bolsonaro”, pelos que querem expulsar a direita das ruas e manter a frequência dos atos. O movimento não deve ficar na mão de uma meia dúzia de dirigentes que somente almejam cargos e assentos nas cadeiras parlamentares. São figuras que se aliam aos bandidos políticos da direita, entregando toda a luta da classe trabalhadora nas ruas.

Pela independência do movimento das ruas, para impedir a infiltração da direita e manter a combatividade dos atos, devemos organizar o movimento pela base, pelos que estão nas ruas. A população, os trabalhadores, a juventude operária e a ampla massa que está nas ruas deve definir os rumos do movimento. O PCO convida a todas as organizações para formar uma frente única, contra os ataques da direção pelega do movimento e contra a política de frente ampla com os golpistas. A conferência será totalmente aberta e organizaremos caravanas de todo o país para levar os interessados ao evento. Em breve divulgaremos mais informações.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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