Divisões

Na Paulista

Todos às ruas contra o golpe e a ditadura de ontem e de hoje

Contra a ameaça dos militares, PCO chama todos a protestaram contra o golpe militar de 1964

Tanques circulando nas ruas do Rio de Janeiro durante golpe militar – Imagem: Arquivo/Agência O Globo

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Já há algumas semanas que o Partido da Causa Operária planeja realizar uma manifestação no 1º de abril contra a comemoração da ditadura militar, cuja realização por parte da direita já era antecipada pelo Partido.

Desta vez, a celebração nos meios oficiais se deu através de uma nota divulgada pelo Ministério da Defesa e assinada pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e pelos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Respectivamente, Almir Garnier Santos, Gen Ex Paulo Sérgio e Ten Brig Ar Carlos de Almeida Baptista Junior. A nota foi emitida no dia 31 de março, que é a data do golpe militar segundo a historiografia da direita, que não quer que o evento caia no “dia da mentira” (1º de abril).

Primeiramente, a nota chama o que é conhecido por todos como “golpe militar” de “Movimento 31 de março”, já demonstrando o posicionamento favorável do governo a respeito do acontecimento e sua disposição em procurar enganar toda a população.

O texto é recheado de falsificações e de propaganda anti-comunista. Uma das maiores falsificações que ali figuram é a afirmação de que o golpe de estado e o período que o seguiu representava os anseios da população. Em meio à eventos como censura, tortura, assassinatos, prisões políticas, impedimentos da participação democrática da população, fica evidente que a realidade é que esse período foi de uma verdadeira guerra contra o povo. 

Outra falsificação é a fábula de que a ditadura teria existido para impedir a tomada de poder do país pelos comunistas. Na nota do Ministro da Defesa, está colocado da seguinte forma: 

“Em março de 1964, as famílias, as igrejas, os empresários, os políticos, a imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as Forças Armadas e a sociedade em geral aliaram-se, reagiram e mobilizaram-se nas ruas, para restabelecer a ordem e para impedir que um regime totalitário fosse implantado no Brasil, por grupos que propagavam promessas falaciosas, que, depois, fracassou em várias partes do mundo”. 

Neste ponto, é possível ver com clareza as inclinações fascistas do regime político brasileiro, defendido pelas Forças Armadas. A propaganda anticomunista contida nesse e em outros diversos trechos dão o indicativo do sentido da política do governo: perseguir a esquerda e os movimentos populares e operários. 

Uma ameaça contra toda a população

A comemoração recorrente do golpe de 1964  por parte do governo federal não deve ser entendida simplesmente como um saudosismo de tempos passados por parte de líderes militares do país que tentam limpar a barra de um dos regimes mais criminosos da história do país. 

No momento atual, em que o país vive sob um regime golpista, prestes a adentrar um processo eleitoral que tem tudo para ser um dos mais fraudulentos da história, com ataques cada vez mais frequentes aos direitos democráticos da população (como o da liberdade de expressão), é preciso compreender esta nota como que ela realmente é: uma ameaça contra todo o povo brasileiro. 

Os militares que hoje lideram as Forças Armadas do país são os mesmos que governavam o país no período da ditadura. Embora o governo tenha caído, o movimento não foi até as últimas consequências no sentido de arrancar os generais de seus cargos e puni-los por seus crimes contra o povo brasileiro. São estes que agora emitem nota celebrando o golpe militar e querem que a população saiba que a possibilidade de o acontecimento se repetir nos dias de hoje é real e é uma carta posta sobre a mesa. 

O clima de censura, de perseguição política, de cassação dos direitos das organizações populares (greves etc.), de perseguição aos partidos de esquerda, de prisões ilegais (como a de Lula), já está estabelecido. Faltam poucos passos para que o regime político se transforme em uma ditadura assumida. 

É preciso reagir

Contra uma ameaça aberta feita pelas Forças Armadas brasileiras, de nada adiantam textos nas redes sociais, notas de repúdio e levantar cartazes no Congresso Nacional (apesar de que a maior parte da esquerda nem essas coisas fez). É preciso uma reação à altura, que mobilize a população e que mostre para os golpistas que há um setor da sociedade que não está nada disposto a permitir a restituição de um governo criminoso, assassino e inimigo do povo. 

É por causa disso que o Partido da Causa Operária está convidando todos a estarem na Avenida Paulista hoje, às 17 horas, em frente ao MASP. Lá estarão os militantes do Partido, junto com a Bateria Zumbi dos Palmares e companheiros do PT, de outros partidos de esquerda, do Bloco Vermelho, para protestar contra a ditadura de ontem e de hoje. Além disso, o ato será também em memória das vítimas do regime militar. Não se trata simplesmente de protestar contra uma nota emitida pelo governo, mas de mostrar que não será possível instaurar uma nova ditadura no país sem luta. 

A necessidade de sair às ruas é gigantesca. Além da questão da luta contra a comemoração do golpe militar, é preciso também denunciar as ações ditatoriais do atual regime golpista. A perseguição contra a esquerda, a censura, a manipulação e fraude eleitoral, são todos elementos de um governo que segue perseguindo e castigando a população a cada dia que passa. 

Contra a ditadura de hoje, defenda Lula

Além disso, o ato também defenderá a candidatura de Lula, que é uma luta fundamental para o combate contra o golpe de estado atual. Todos que são contra a ditadura e contra o golpe de estado, devem se colocar a favor de Lula presidente. É a luta pela sua candidatura que irá mobilizar e levar o povo às ruas para se enfrentar com os golpistas.

Lula foi um dos presos políticos do golpe de estado, além de ser vítima de uma fraude eleitoral criminosa, que possibilitou a subida de Bolsonaro ao poder. A mobilização por Lula presidente será também a mobilização contra a ditadura de hoje. É por isso também que a burguesia não quer Lula presidente de jeito nenhum. 

Quem defende Lula, defende os direitos do povo brasileiro, defende a luta contra o golpe e defende que quem celebra a ditadura militar merece ser esmagado pela mobilização popular, deve sair às ruas hoje. Encontrem os companheiros do PCO e do Bloco Vermelho na Avenida Paulista e apoie mais essa importante luta contra os golpistas de hoje, que comemoram o golpe de ontem. 

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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