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Edson Dorta

“O STF é o elemento fundamental do golpe no Brasil e no mundo”

Pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PCO mostrou histórico de conspirações do Judiciário contra o povo

Edson Dorta – Foto: Reprodução

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Representando o PCO na mesa de abertura da 32ª Conferência Nacional do Partido, o companheiro Edson Dorta, trabalhador da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou duramente o papel do STF no regime político.

Leia o seu discurso na íntegra:

“Boa tarde a todos. Eu queria saudar aqui os presentes da 32ª Conferência do Partido da Causa Operária e chamar a atenção que a Conferência representa justamente esse processo de mobilização contra o Estado de desmando que vem acontecendo no País a partir do golpe de Estado de 2016 e até antes, com o julgamento do mensalão, e mostrar que essa Conferência, inclusive, tem esse caráter de todas as atividades do PCO durante a luta contra o golpe de mobilizar as pessoas para impedir que esse golpe vá cada vez mais fechando os poucos espaços democráticos que existem ainda no País. Eu lembro que no início do julgamento do mensalão, a gente falava que era preciso defender o PT, porque o abuso que o STF fez naquela questão era totalmente inconstitucional, a direita tirava sarro, a esquerda falava que aquilo não poderia se desenvolver em prisões e deu no que deu: foram presos dirigentes nacionais do PT. Não prenderam naquele momento o Lula porque eles não se sentiram fortes o suficiente para prender o Lula. Na sequência, a gente falou que o processo do mensalão visava a um golpe de Estado, tirar do poder a presidenta Dilma. De novo, a esquerda achou que era simplesmente um processo para fritar o governo da Dilma para uma próxima eleição. Acreditavam que através de conchavos no Congresso Nacional e conchavos dentro do próprio Poder Judiciário iam impedir o golpe de Estado. Não conseguiram, e houve o golpe de Estado. E, na sequência, como eles tinham de dar continuidade ao golpe de Estado, eles foram para o próximo obstáculo para o golpe de Estado, que era o Lula. O próprio Lula achava que não ia ser preso. A gente fez uma conferência passada, e o companheiro Antonio Carlos relembrou que a gente esteve na reunião da Frente Brasil Popular e companheiros falavam que jamais o Lula ia ser preso porque as Forças Armadas jamais iriam prender um ex-chefe de Estado dentro desse processo ridículo que foi a Lava Jato. E o Lula foi preso, foram 567 dias. E quando ele ia ser preso, quando falavam também que na semana seguinte ele ia ser solto, a gente falou que não podia deixar prender, que tinha que impedir a prisão, e eles deixaram prender. Nós fomos para a mobilização da questão das eleições presidenciais de 2018 para garantir a candidatura do Lula, o Lula se candidatou, foi feita uma grande mobilização para Brasília e de novo o STF foi lá e, num golpe de Estado, impediu a candidatura do Lula para garantir o que nós temos hoje, o governo Bolsonaro. E nesse momento nós estamos de novo num processo em que o golpe de Estado precisa dar continuidade e que as eleições estão truncadas para os golpistas, que estão tentando a Terceira Via, e que de novo, diante de todo esse processo de luta contra o golpe, o Partido da Causa Operária se transformou num grande farol para a luta contra o golpe. E, agora, de todos os anúncios que a gente falava que iam acontecer contra o PT, agora eles voltaram a carga contra nós porque nós nos transformamos num fator fundamental da situação política atual. E a g ente está falando aqui que eles incluíram a gente no processo de ‘fake news’, justamente porque a ‘mentira’ que o PCO contou é que o STF deu o golpe em 2013, com o julgamento do mensalão, deu o golpe em 2016, quando retiraram a Dilma e avalizaram do Congresso Nacional o impeachment fraudulento, deu o golpe em 2018 quando tirou o Lula e já está aprontando o golpe de 2022, colocando o Alexandre de Moraes como presidente do TSE para ele dar o golpe e colocar ainda mais problemas e retirada de direitos sobre a classe trabalhadora brasileira. Por isso, a Conferência de hoje é para mobilizar o que a gente já vinha fazendo em relação à luta contra o golpe e intensificar essa mobilização, porque os golpistas já estão intensificando. E neste sentido, mais do que nunca, é preciso mostrar que o STF é o elemento fundamental do golpe, não só no Brasil, mas na América Latina e no mundo, o Supremo Tribunal estão em todos os golpes. Por isso, a palavra de ordem da conferência é ‘Abaixo o STF’ e ‘Fim do STF’, que é um tribunal que não tem nenhum controle popular, não tem sentido nenhum em existir, e ‘eleições diretas para todos os membros do Poder Judiciário’. Muito obrigado e boa Conferência”.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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