Raposas e galinhas festejam a democracia

Análise Política

Na TV 247, Rui Pimenta faz balanço de participação na Jovem Pan

"Eu me surpreendi com o interesse de todos, não só do Emilio Surita. Foram levantadas questões interessantes e o público reagiu bem"

Rui na TV 247 – Foto: Reprodução

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Na sua habitual Análise Política das terças feiras na TV 247, no YouTube, o companheiro Rui Costa Pimenta iniciou sua participação atendendo a uma pergunta do Leonardo Attuch a respeito de sua participação no programa Pânico da Radio Jovem Pan, a qual Attuch se referiu como espetacular do ponto de vista da audiência. A isso Rui, afirmou que, em sua impressão, a entrevista teria sido algo amigável e respeitosa. “Não foi aquela entrevista de emboscada. Todos tinham uma expectativa positiva. Eles apreciaram muito que a gente aceitou o convite. Foi uma entrevista normal da imprensa. Eu me surpreendi com o interesse de todos, não só do Emilio Surita. Foram levantadas questões interessantes e o público reagiu bem, eu gostei muito da experiência” – Disse Rui.

Attuch falou a respeito das “pegadinhas” lançadas na entrevista, como a questão equivocada e recorrente, na interpretação marxista, de que uma pessoa de esquerda e revolucionária não deveria ter acesso a bens de consumo sofisticados. Nisso Rui respondeu que se trata de uma coisa absurda. “O marxismo vê que os bens culturais e materiais da civilização deveriam estar à disposição de todos e deveriam servir ao desenvolvimento da humanidade, esse seria o objetivo da luta revolucionária” – afirmou Rui.

A seguir foi abordado por Attuch a questão do consumo na sociedade capitalista, o que seria para muita gente um aspecto negativo nos governos do PT, ou seja, o foco apenas no consumo. Rui abordou o tema citando um texto de Rosa de Luxemburgo intitulado “O socialismo e as igrejas”. Apontou que o texto distingue o socialismo marxista e o comunismo cristão das origens do cristianismo. “O cristianismo cristão era um comunismo de consumo, ou seja, repartir o que existia entre todos. Já o comunismo marxista é um comunismo da produção, quer dizer, produzir para que todas as pessoas tenham acesso ao que se produz” – Disse Rui. “O capitalismo não é uma sociedade de consumo. Essa filosofia do consumismo foi inventada na maior sociedade capitalista do mundo, os EUA. A maioria das pessoas vivem do sub-consumo, as pessoas não consomem. E nós somos a favor do progresso da humanidade” – Completou.

Ainda sobre o socialismo, Rui afirmou que no socialismo, segundo o marxismo, a ideia de igualdade numa sociedade desenvolvida, com o desenvolvimento da produção, não seria que cada um receberia tudo em pé de igualdade completa, mas que cada um receberia o que lhe é necessário de acordo com suas necessidades e que cada um contribuiria com o trabalho que poderia dar de acordo com as suas capacidades.

Quanto a questão com o DCM e as acusações desse portal contra o PCO, Rui afirmou que se trata de uma acelerada decadência do jornalismo desse canal. E que tudo na verdade se resumiria a uma reação as críticas bem fundamentadas levantadas contra Guilherme e Boulos. “Um jornalista experiente não entraria nessa bola dividida com o PCO. Nós temos uma imprensa própria e eles acreditam que nós não temos audiência. É um distracionismo para tirar o foco da verdadeira discussão.” – Disse.

Entrando nos temas políticos da semana, Rui falou a respeito da aprovação de André Mendonça ao STF. Rui acredita que Bolsonaro vai creditar votos com essa vitória ideológica favorável ao meio evangélico. O que seria uma agressão ao Estado Laico. Algo preocupante.

Quanto ao assunto da possibilidade de Geraldo Alckmin ser o vice escolhido para Lula, Rui afirmou que a negociação era real e estava dada. “Eu acho muito grave essa política, por que a aliança com a burguesia nunca é favorável para os trabalhadores. Essas alianças servem para sabotar por dentro o movimento dos trabalhadores” – Afirmou Rui. “E dizem que o Alckmin é leal, mas leal a quem? Político do PSDB não é leal a ninguém” – Completou. Nisso Rui acrescentou que quando começar uma campanha dura contra Lula nas eleições, nem Alckmin nem seu atual partido vão defendê-lo. “O pessoal fala em pacificação e em acordo nacional, mas o Alckmin não representa nada, ele não fala em nome da burguesia de conjunto, nessa altura dos acontecimentos, ele é um político marginalizado” – Disse ainda.

Rui afirmou assim que está bem claro que a burguesia não quer o Lula e essa seria a realidade na questão. “Nós vamos apoiar o Lula por que é uma posição política de conjunto nossa. Se o Lula escolher o Alckmin, é muito ruim, mas nós vamos apoiar assim mesmo, porém vamos alertar e criticar. Alckmin não acrescenta nada e vai desmoralizar a campanha de Lula. E no fim essa, dança com Alckmin e PSB pode não dar em nada e no final das contas vai ser um imenso desgaste para nada. ” – Disse. Na opinião de Rui, o vice ideal para Lula deveria ser alguém do campo da esquerda. E que Alckmin, na verdade, enfraquece a campanha de Lula ao invés de fortalecer.

Por fim, Rui fez o chamado para o ato dia 12/12 pelo Fora Bolsonaro e por Lula Presidente. “Todo o movimento operário popular deve apoiar já a candidatura do Lula” – Finalizou.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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