Raposas e galinhas festejam a democracia

JCO nº 1182

O “fora Bolsonaro” é “Lula presidente”

O maior e mais tradicional órgão da imprensa revolucionária do Brasil destaca algumas das principais conclusões política do ato de 2/10

Capa da versão digital, que já está disponível aos assinantes no sítio do jornal – Divulgação

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Começa a chegar hoje, em diversas cidades de todo o País, o novo jornal Causa Operária. O maior e mais tradicional órgão da imprensa revolucionária do Brasil trata em sua capa, de uma das principais conclusões política do ato “fora Bolsonaro”, com participação de pelegos e golpistas de toda sorte: a única palavra de ordem consequente ao “fora Bolsonaro” é “Lula presidente”. Se antes haviam dúvidas quanto a isso, estas foram definitivamente dissipadas após o dia 2 de outubro. E claro, esse é o grande destaque da edição nº 1.182.

Na página A3, o editorial “É hora das bases decidirem os rumos do movimento” indica qual o caminho a ser tomado no nova situação, para uma superação à esquerda da crise aberta pela tentativa frustrada de inserir a direita nos atos. Com a nova demonstração de fraqueza da direita tradicional, torna-se necessário um enraizamento popular das manifestações, o que só pode ocorrer com as massas experimentando a oranização dos atos. O oposto disso é o mesmo que apoiar a tentativa da direta se apoderar das mobilizações iniciadas em maio para seus fins nocivos aos trabalhadores, da cidade e do campo.

Refletindo os eventos que marcaram o ato de 2 de outubro em S. Paulo e no Rio de Janeiro, a matéria principal da página A6 se contrapõe à campanha da direita e da esquerda pequeno-burguesa contra o PCO, a CUT e a ala operária do PT, defendendo que “É a direita que tem de ser expulsa dos atos”. O debate que se instalou na esquerda após o repúdio popular contra os direitistas, presentes no ato de S. Paulo, é respondida na página dedicada às polêmicas travadas no interior do campo esquerdista.

Ainda nos destaques de Causa Operária, a matéria “Uma CPI para Paulo Guedes? Trocar o ministro não muda nada!”, matéria da página A5 – caderno de política do jornal – lembra o que a esquerda pequeno-burguesa teima em esquecer: o governo Bolsonaro não pode ser consertado. A grande sucessão de nomes que passaram pelo MEC e o Ministério da Saúde, e que não mudaram um milímetro na política bolsonarista para os setores já deveria ter ensinado aos setores conservadores da esquerda, que atacar ministros é um diversionismo.

Consequência direta da política golpista, a página A7 – dedicada à economia – destaca os novos dados que atualizam o drama real, vivido na experiência quotidiana muito dura das massas trabalhadoras. A inflação oficial (isto é, manipulada) ultrapassa 10% no acumulado do ano e a expectativa da burguesia é de piora. Já a atividade econômica, essencial para os milhões de desempregados e as dezenas de milhões de famélicos, desaba. A burguesia credita a crise ao golpista Bolsonaro porém a situação de “estagflação” (palavra que vai ficando mais comum aos brasileiros) é o resultado natural da política neoliberal, defendido pela burguesia. Mais detalhes? Não perca a matéria “Ruim para a burguesia, pior para os trabalhadores”.

A expressiva deterioração das condições de vida dos trabalhadores, baseada na devastação econômica resultado do neoliberalismo impulsionado pelos golpistas, já produz efeitos. Esse é o tema da matéria principal da página B3, “Greve da GM expressa tendência de luta operária diante da inflação. Dedicada ao movimento operário, a página repercute a mobilização operária contra a inflação e a carestia, pedem a reposição das perdas provocadas pela política de arrocho. Ainda na mesma página, a cisão entre as ditas centrais, organizações de fachada em sua maioria, e a CUT, pressionada pelos pelegos e pela pequena burguesia a defender os carrascos da classe trabalhadora no Brasil.

Finalmente, no caderno C, no embalo dos 190 anos de nascimento de um dos maiores representantes do ultra-romantismo no Brasil, Álvarez de Azevedo, a quarta e última parte da discussão sobre a obra do poeta, desta vez, focada na crítica social presente em suas peças teatrais. “Apóstolo do belo”, o teatro, segundo a teoria artística de Álvarez de Azevedo, deveria servir de “inspiração às massas”.

Além do escritor paulista, o caderno cultural anuncia a quinta edição da Escola Marxista, programa de formação política do PCO voltado aos municípios onde os militantes se encontram. Dado o tema do curso, “O que é o socialismo”, Causa Operária reproduz na página C2 de seu último número, o artigo “Engels e o socialismo”, escrito por Lênin, na ocasião do falecimento do revolucionário alemão (“Frederich Engels“, Rabótnik, V.I. Lênin, 1896).

Finalmente, a série de artigos sobre a participação do PCO na luta contra o golpe de 2016 e as ilusões democráticas da esquerda pequeno-burguesa. Trata-se da terceira e última parte do texto da companheira Natália Pimenta escrito ainda em 2013 e que compõe a página C4, dedicada à história.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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