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Presidente do PCO

Conheça a história de Rui Costa Pimenta

Praticamente uma vida toda militando em prol da população oprimida baseado categoricamente sob o materialismo histórico e a luta de classes

Rui Costa Pimenta nos estúdios da RFI no Brasil – Foto: RFI Brasil

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No próximo dia 25 de junho, o presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, completará 65 anos. Nasceu na cidade de São Paulo, iniciou a sua atividade política ainda sob o regime militar, a partir de 1976. Formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social, Cásper Líbero, em São Paulo, ao ingressar na universidade começa a militar no movimento estudantil. Em 1980 – ano importante para politica nacional – Rui Costa Pimenta participa, em Salvador, do Congresso de Refundação da UNE e do Congresso de Fundação da Organização IV Internacional, que daria origem à Tendência Causa Operária do Partido dos Trabalhadores, baseada no nome do jornal da organização.

Em 1957, com menos de 1 ano de idade, seu pai, Floreal Costa Pimenta, jornalista dos Diários Associados, foi assassinado com 5 tiros, quando se envolveu em uma discussão casual com um motorista de ônibus. Filho único, grande parte de sua influência intelectual e politica vem de sua mãe, Ivone Catelli Pimenta, que era advogada e foi juíza federal do Trabalho.

Três dos seus avós eram emigrantes italianos e portugueses, que chegaram à cidade de São Paulo no início do século, das famílias Catelli, Cafali, Pazzianoto e Cunha. A exceção é a família do avô paterno, João Jorge da Costa Pimenta, que veio da cidade de Campos dos Goytacazes no Estado do Rio de Janeiro. Este, sindicalista gráfico, vai ter uma imensa participação na formação do movimento operário brasileiro, e intensa atividade politica já nas primeiras décadas do século XX. Chegando inclusive, em 1931, participar da fundação de mais uma organização revolucionária, a Liga Comunista do Brasil, seção da Oposição de Esquerda Internacional, dirigida por Leon Trótski, juntamente com Mario Pedrosa, , Lívio Xavier, Aristides Lobo, João Matheus, Plínio Gomes de Mello e o poeta surrealista francês Benjamin Péret e outros.

Nos primeiros anos de idade, Rui Costa Pimenta, estudou em escolas públicas. Aos 10 anos de idade foi morar com os avós na região do Ipiranga, quando passou a estudar em uma escola de jesuítas – Colégio São Francisco Xavier – apesar de contraditório – vindo de família católica – foi nesse período que deixa de acreditar em Deus. Com 16 anos, viajou para a Inglaterra, onde cursou parte do curso secundário, em uma escola experimental chamada Brockwood Park, ligada à Fundação Krishnamurti. Lá estudou literatura, artes, politica internacional, línguas (Alemão, Latim, Frances) durante um ano e meio. Ficando apenas dois anos na Europa.

Pressionado psicologicamente pela situação politica brasileira, em 76, Pimenta retorna ao país de origem. Ao chegar, começa fazer duas faculdades ao mesmo tempo, Jornalismo (universidade privada) e Letras na USP. Literatura sempre foi seu interesse primordial com a pretensão de ser escritor, diante da realidade econômica, jornalismo lhe parece a coisa mais viável, o que por fim das contas ficou em segundo plano.

“Eu comecei a militar, e a militância se tornou uma coisa cada vez mais absorvente, a politica é uma coisa muito absorvente. É quase como uma doença, uma coisa que você pega e nunca mais se cura daquilo, você fica na politica. Por que a politica expressa relações profundas entre os seres humanos.” – Rui Costa Pimenta em entrevista para a TV 247.

Terminando a faculdade, no final de 1979, o atual presidente do Partido da Causa Operária, participa do processo de fundação do Partido dos Trabalhadores, tendo contribuído para construir o PT em São Paulo e no ABC. A principio é preciso esclarecer esse momento. O movimento Liberdade e Luta (Libelu) – uma organização estudantil ligada ao trotskismo e ao jornal O Trabalho, sofre um racha – uma das correntes, a Causa Operária – da qual Rui Costa Pimenta fazia parte, apesar de não militar na Libelu, decide participar do processo de construção e organização do PT. Outra parte da Liberdade e Luta ingressa no partido algum tempo depois.

Na década de 80, participa das grandes lutas sindicais da época do governo Sarney. Em 1985, ano de maior crescimento do movimento grevista, é eleito diretor da Central Única dos Trabalhadores na região da Grande São Paulo. Na CUT, Pimenta, impulsiona com outros militantes operários a construção da maior oposição classista que existiu dentro da CUT, chamada CUT Pela Base. Como assessor de imprensa e militante na CUT, participa da formação e organização de dezenas de oposições sindicais, nos mais diversos sindicatos em São Paulo e outros estados do país. Momento de sua vida em que considera, como de melhor e de mais intensa atividade politica e intelectual, atuando diretamente no movimento operário.

Em 1989, a Tendência Causa Operária opõe-se à política da direção do Partido dos Trabalhadores de lançar como vice de Lula para a eleição presidencial, o latifundiário gaúcho e então senador pelo PMDB, José Paulo Bisol. Após a eleição começa-se o processo de expulsão da Causa Operária do PT. 1992 a Causa Operária declara sua ruptura com o PT, três anos depois é lançado o Partido Causa Operária, que obteve um registro provisório como partido legal. 1996 vem o registro definitivo. Rui Costa Pimenta e outros militantes mais antigos sempre estiveram à cabeça do Partido. Destacou como presidente do PCO através de suas análises e lucidez politica, até então dirige o Partido Revolucionário Marxista que contém milhares de militantes e simpatizantes em todo o país.

Marxista de carteirinha, conhecedor de toda obra de Lenin, fala sobre Trótski e o trotskismo como poucos. Suas análises politicas são extremamente coerentes e coloca em xeque grande parte da esquerda pequeno burguesa, nacional e internacional. No Brasil é visto como um dos maiores, se não, o maior analista politico do país. Argumenta com propriedade sobre temas espinhosos tanto para setores da esquerda quanto para a direita, sempre baseado na materialidade histórica e na luta de classes.

Ao longo dos mais de 40 anos de militância, são centenas de artigos em jornais, revistas de esquerda sobre os mais variados temas. São também vários livros e folhetos. Rui Costa Pimenta, foi candidato a vereador, a deputado federal e a prefeito de São Paulo pelo PCO, até mesmo candidato a presidente do país. Pai de três filhos e casado com Anaí Caproni Pimenta, Rui Costa, continua orientando e organizando militantes que buscam para o Brasil e para o mundo a revolução, uma sociedade socialista e um governo proletário.

Além disso, o presidente do PCO, dá palestras, cursos de formação politica, entrevistas, participa de manifestações, congressos, plenárias, enfim continua ampliando e debatendo aquilo que chamou de uma espécie de “doença” que é a atividade politica na qual ingressou ainda jovem.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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