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Entrevista

“A juventude é um setor de vanguarda dentro do PCO”

O DCO entrevista Maya Bastos, candidata a deputada estadual pelo Partido da Causa Operária

Maya Bastos – Foto: Diário Causa Operária

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Seguindo a série de entrevistas que estão sendo feitas com os candidatos do Partido da Causa Operária (PCO) para as eleições deste ano, o Diário Causa Operária agora entrevista a candidata a deputada estadual em São Paulo, Maya Bastos.

Maya, que milita desde os 13 anos de idade, é estudante e entrou no partido durante a luta contra o golpe de 2016, que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff. Maya é natural de Brasília mas, durante seu tempo no movimento secundarista, decidiu morar em São Paulo para se dedicar integralmente a sua militância, atualmente se dedicando principalmente à Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), o coletivo de jovens do PCO.

Maya Bastos é candidata a deputada estadual e seu número é 29729. Clique aqui para ter acesso ao seu material de campanha. Leia abaixo a entrevista da companheira na íntegra:

Diário Causa Operária: Quando você entrou no PCO?

Maya Bastos: Eu entrei em 2017, quando tinha 13 anos de idade.

DCO: Você era muito nova, como tem sido a sua militância desde então?

MB: Ela se desenvolveu muito. Eu comecei a militância como estudante secundarista, em Brasília, e passei por muita coisa desde então.

DCO: Você chegou a participar das ocupações contra o governo Alckmin nas escolas de São Paulo?

MB: Eu ainda não estava em São Paulo naquela época, mas eu participei das manifestações em Brasília contra o golpe. Eu entrei principalmente na época da luta contra o golpe, então, mesmo militando como secundarista, o nosso maior foco sempre foi essa luta. Com o tempo, eu fui me desenvolvendo mais e entrei na Aliança da Juventude Revolucionária, a AJR, o coletivo de jovens do partido, e conheci diversos outros jovens, de diferentes idades, e fui conhecendo mais esse lado do partido.

DCO: E desde então você tem participado da luta na AJR, inclusive organizando em Brasília.

MB: Sim, desde então minha principal área de militância é na juventude. Lá em Brasília, na época do EAD [ensino remoto aplicado durante a pandemia], nós nos organizamos, organizamos várias escolas e conseguimos mobilizar várias delas, fazer greves. Nós só não realizamos ocupações porque estávamos na época da Covid-19 e as escolas não estavam sendo usadas. A greve inclusive saiu de Brasília e passou para outros estados, tivemos uma greve na própria UnB, em 2020, contra o EAD e o sucateamento do ensino.

DCO: Como foi a construção dos comitês estudantis na sua região?

MB: A partir disso [das greves], nós começamos com a iniciativa dos comitês de luta estudantil, os quais tiveram início em Brasília. Esses comitês foram “pipocando” em vários outros estados, como em São Paulo, no Rio de Janeiro, nos estados do sul, vários estados do nordeste e no centro-oeste. Foi uma iniciativa muito bem sucedida, inspirada nos comitês de bairros feitos pelo partido naquela época, feitos para organizar os moradores dos bairros na época da Covid-19.

DCO: Você participou desses comitês de bairro?

MB: Sim, inclusive a gente participava de um conselho no Varjão, uma periferia de Brasília que na época era organizada pela própria juventude, que já organizava, na época, o comitê de luta estudantil.

DCO: A sua família tem alguma ligação com o partido, considerando o quão cedo você começou sua militância?

MB: Eu nasci nesse clima, meus pais são militantes, assim como meu padrasto, minha tia. Eu sempre estive envolvida na militância, desde sempre. Tanto é isso que, durante o ensino médio, eu decidi me mudar para São Paulo para me dedicar à militância.

DCO: Desde então você vê uma participação maior da juventude no partido? O número de jovens cresceu muito?

MB: Com certeza! Inclusive têm regionais que são organizadas praticamente só por jovens. A juventude está muito presente nos papeis de liderança do partido. O Comitê Central, que é a direção do PCO, tem muitos jovens, os jovens sempre estão como coordenadores de regionais. Enfim, sempre estão organizando a militância, sempre foi e ainda é um setor de vanguarda dentro do partido.

DCO: Qual a principal política do PCO em relação aos jovens?

MB: Existem algumas questões, como a da educação e a das drogas. Em relação à universidade, nós defendemos o livre ingresso, ou seja, o fim do vestibular e, por consequência, o fim das cotas — tudo isso para que quem queira estudar possa fazer isso sem nenhum impedimento. Além disso, também defendemos o governo tripartite, ou seja, uma direção formada e eleita pelos estudantes, professores e funcionários da universidade em questão, e não escolhida arbitrariamente pelo presidente. Quanto às escolas do ensino fundamental e médio, somos a favor da estatização de todo o ensino e do fim do ensino militar.

Outro ponto importante é que somos a favor da liberação de todas as drogas. Isso porque a proibição da venda gera o tráfico, o que acaba sendo o principal destino da juventude pobre e desempregada nas favelas do País. Além disso, por ser proibido, o tráfico gera ainda mais violência policial, e é uma desculpa para as invasões da polícia nas favelas, considerando ainda que os jovens pobres são os que mais sofrem com a violência policial no Brasil. Apesar disso, também é importante reforçar que somos contra o uso de drogas, uma vez que essas são responsáveis por retirar o usuário da realidade como uma forma de escape da péssima vida que ele tem, algo que é um entrave para a luta política.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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