Afeganistão

Primeira reunião entre EUA e Talibã desde saída de tropas

A primeira reunião entre o governo Talibã do Afeganistão e os representantes do Imperialismo norte-americano aconteceu na última semana em Doha, no Catar.

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O encontro demonstrou a vontade de cooperação por parte do governo Talibã e a resistência dos EUA em firmar qualquer acordo após sua vergonhosa expulsão do território afegão – Foto: Reprodução.

Redação do DCO

Nesta última semana, ocorreu a primeira reunião entre representantes do Talibã com o governo norte-americano desde a expulsão das tropas dos Estados Unidos do território afegão. A reunião aconteceu no Emirado do Catar, na cidade de Doha (localidade mais populosa do país), de forma que funcionários do alto escalão Talibã e representantes dos Estados Unidos puderam discutir a “virada de uma nova página” em suas relações ao iniciarem as negociações, segundo um importante diplomata afegão.

O Mulá (espécie de alto sacerdote muçulmano) Amir Khan Muttaqi, atual ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, disse que o foco da delegação afegã era a busca por ajuda humanitária, bem como a implementação do acordo que o Talibã assinou com Washington no ano passado, que abriu o caminho para a retirada final dos EUA. O ministro disse que a delegação afegã pediu aos EUA que suspendessem a proibição das reservas do banco central do Afeganistão. Ele acrescentou que os EUA ofereceriam vacinas ao povo afegão contra COVID-19. A delegação do Talibã se reunirá posteriormente com representantes da União Europeia, acrescentou.

A repórter Natasha Ghoneim, da Al Jazeera, também, disse que a delegação do Talibã está na capital do Catar com a esperança de lidar com as dificuldades de governar, bem como os crescentes problemas de segurança e econômicos: “O ministro das Relações Exteriores em exercício diz que o Afeganistão está procurando a comunidade internacional para ajudar a resolver seus problemas financeiros. Você está olhando para um país que depende fortemente da ajuda internacional, com uma crise humanitária em evolução no seu território ”, disse ela. “Ele está pedindo aos EUA para suspender as restrições econômicas, descongelar seus ativos ou suspender as restrições do banco nacional afegão. Ele diz que precisa ser capaz de pagar seus funcionários e prestar serviços ao povo afegão”, completou, se referindo ao governo do país.

Mas ela disse que as expectativas de um avanço nas negociações devem ser “moderadas” porque ainda existe um “abismo” entre o que os EUA querem e o que o governo de transição do Afeganistão deseja. Ausente, acrescentou Ghoneim, está Zalmay Khalilzad, que há anos é o porta-voz dos EUA nas negociações com o Talibã. Por parte dos EUA, até agora, não houve nenhum cometário oficial. Entretanto, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano disse na noite de sexta-feira que as negociações não eram sobre reconhecer ou legitimar o Talibã como líderes do Afeganistão, mas sim uma continuação de conversas pragmáticas sobre questões de interesse nacional para os EUA.

O acordo EUA-Talibã de 2020, que foi negociado pelo governo do ex-presidente Donald Trump, exigia que o Talibã rompesse os laços com grupos “terroristas” e garantisse que o Afeganistão não abrigaria novamente “terroristas” que poderiam atacar Washington e seus aliados. Dito isto, todas essas tentativas de negociação por parte do governo Talibã demonstram a vontade do novo governo afegão de consolidar seu domínio sobre o território recém liberto das garras do Imperialismo norte-americano. O método, neste caso, é um grande plano internacional cuja a supracitada reunião representa uma ação introdutória neste sentido. Não obstante, os EUA, como demonstrado, só estão dispostos a se reunir pacificamente com os lideres afegãos devido à derrota histórica que sofreram no país e que fez com que eles fossem obrigados a se submeter diplomaticamente.

Vale lembrar, também, que a própria imprensa burguesa imperialista acabou por reconhecer a vitória do povo afegão desde a expulsão dos EUA. Jornais como The Economist, Washington Post, El País, CNN e outros produziram matérias criticando a política de Joe Biden (atual presidente dos EUA) e a derrota vergonhosa das forças norte-americanas. Como dito anteriormente neste mesmo Diário Causa Operária. o El País, em 19/08/21, publicou a manchete: “Declínio dos EUA como superpotência no Afeganistão projeta sombras sobre o Oriente Médio”. No mesmo dia, na CNN: “Afeganistão: Saída dos EUA ofusca protagonismo internacional prometido por Biden”. E em 21/08/21, o The Economist lançou: “O desastre de Biden: o que isso significa para o Afeganistão e a América”.

O fato é que a vitória do Talibã representa uma vitória e inspiração para todos os povos oprimidos do Oriente Médio e todos aqueles que se encontram, ainda hoje, sob as garras do Imperialismo. Os trabalhadores de todo o mundo, os partidos da esquerda comprometidos com a luta contra a opressão da burguesia, devem se somar à luta anti-imperialista ao lado dos Talibãs e defender todos os povos oprimidos, no Brasil e no mundo.

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