Desnazificação em marcha

Rússia elimina líder de um dos maiores grupos nazistas na Ucrânia

Um passo após o outro, Rússia se aproxima de eliminar as forças nazistas ucranianas e libertar o povo do país

Exercito russo

Combatente russo – Reprodução

Matéria publicada no último dia 11 no jornal Folha de S. Paulo, diz que a Rússia comunicou ter matado Taras Bobanich, um dos principais líderes do grupo Setor Direito, ou Pravy Sektor, em russo. Segundo a matéria, Taras Bobanich atuava na Ucrânia desde 2013 e o Setor Direito seria apenas um grupo nacionalista de inspiração nazista, sendo hoje simplesmente um partido político sobre o qual pesa acusações de Moscou por crimes que teria praticado contra as populações do Donbass, situado no leste do país.

A publicação diz ainda que manifestações de apoio a Bolsonaro usaram a bandeira do Setor Direita, assim como o deputado Daniel Silveira do PSC-RJ, que defendia a “ucranização do Brasil”. Além disso, a matéria acrescenta que a afirmação do Kremlin, de que um dos objetivos da guerra seria “desnazificar” a Ucrânia”, é algo criticado por confundir elementos de extrema direita com a totalidade do governo local, citando ainda que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski é, inclusive, judeu.

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A morte do líder neonazista também foi reportado no mesmo dia pela Sputnik Brasil. Conforme informações deste portal, desde 2014 Bobanich dava pessoalmente ordens para abrir fogo com armas pesadas contra residências em Donetsk e Lugansk, sendo responsável por diversas mortes de civis, incluindo crianças. Além disso, ele foi um dos apoiadores da teoria da superioridade da raça ucraniana, participando pessoalmente das execuções de cidadãos de língua russa na Ucrânia.

Para os que estão mais bem informados sobre o assunto, vê-se claramente que na matéria da Folha de S. Paulo há uma distorção dos fatos, assim como se identifica ali uma tentativa de “amenizar” o que concreta e comprovadamente é o Estado ucraniano atualmente, ou seja, um estado fortemente composto por formações nazi-fascistas.

Uma evidência dessa tentativa de distorcer a realidade, o que é recorrente em toda a imprensa de direita (e até de uma parte da esquerda), se mostra no intento da matéria em comparar os integrantes das milícias neonazistas ucranianas com Daniel Silveira ou com os manifestantes mais afoitos de Bolsonaro, que usaram as bandeiras das unidades fascistas Pravy Sektor e Batalhão Azov nos seus atos. Aqui, esses aprendizes de nazistas fazem apenas isso: portam suas bandeiras. Já na Ucrânia, os portadores desses símbolos vão muito além disso. Lá eles carregam armamento pesado e mataram milhares de russos. Literalmente tocaram o terror no país.

Apesar dos monopólios da imprensa ligados ao imperialismo tentarem dizer o contrário, a Rússia está firmemente avançando em seu intento de livrar a Ucrânia das forças neonazistas que infestam seu território. Logo no início da operação militar deflagrada em 24 de fevereiro, Putin declarou o seguinte: “Buscaremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, assim como levar aos tribunais aqueles que cometeram inúmeros crimes sanguinolentos contra moradores pacíficos, entre eles, cidadãos da Federação Russa.” Tal afirmação está sendo levada a cabo com rigor.

Já foram relatados vários casos de mortes e prisões de combatentes fascistas. Outro líder neonazista que teve sua morte anunciada recentemente foi Nikolai Kravchenko, considerado ideólogo do grupo Batalhão Azov e que foi morto em Mariupol, no Donbass, durante os combates pelo controle do principal porto do Mar de Azov, que estava submetido ao bando desde junho de 2014.

O Batalhão Azov, para quem ainda não sabe, é o mais notório agrupamento nazista das forças ucranianas que integram a Guarda Nacional. Foi fundado em 2014, ano em que o presidente eleito foi deposto por um golpe, apoiado e estimulado pelos Estados Unidos com a predominância de uma ideologia supremacista e anti-russa, assim como ideais abertamente fascistas.

Uma vez que a imprensa burguesa, como a Folha de São Paulo, não noticiam os fatos com a devida imparcialidade, as informações reais ficam restritas a veículos de divulgação independentes ou de origem russa. Um exemplo de canal de comunicação social onde se pode encontrar farto material que expõem as ocorrências sem falsificações, está situado na plataforma russa VK. Lá são vistos vários vídeos dos campos de batalha acompanhando o avanço dos exércitos russo e checheno, havendo vários de neonazistas capturados com imensas suásticas tatuadas no corpo e farto material nazista apreendido dos lugares “desnazificados”.

Na rede social VK também podem ser vistos documentários que foram censurados no Youtube e que relatam as barbaridades cometidas pelos batalhões neonazistas ucranianos contra as populações civis russas de Donetsk e Lugansk. Alguns contém imagens fortes, mas não interessa à imprensa imperialista divulgar esse lado da atuação das forças ucranianas fascistas.

A imprensa burguesa (e a esquerda pequeno-burguesa, a reboque da política desta), sempre bem alinhada com os interesses do imperialismo, tenta pintar a imagem de que a Rússia está perdendo a guerra e tenta desesperadamente fazer todos crerem que não existe essa coisa de nazismo na Ucrânia. Felizmente essa farsa está cada vez mais caindo por terra. A Rússia continua avançando em território ucraniano e continua cumprindo suas promessas de livrar o país dos nazistas, ao mesmo tempo em que pretende proteger a população russa que habita o território e que vêm sendo exterminada desde o golpe de estado em 2014.

Ao que tudo indica a Rússia vai efetivamente “desnazificar” a Ucrânia, acabando com um período sombrio da história do país e libertando o povo das garras do fascismo, o que significará um imenso benefício para o mundo oprimido pelo imperialismo.

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