Organização assassina

OTAN, a máquina de guerra e de extermínio do imperialismo

A OTAN já assassinou milhões em sua história, mas o verdadeiro inimigo dos oprimidos é Putin, que se defende de um verdadeiro cerco militar contra a Rússia. Pura hipocrisia

Diante da guerra sendo travada na Ucrânia, os porta-vozes do imperialismo acusam a Rússia de ser, mais uma vez, o grande vilão da história da humanidade. Os russos, não só seriam, por sua vez, também imperialistas, mas ao contrário dos imperialistas “democráticos”, seriam imperialistas que querem tornar o mundo seu império. Como diz a imprensa burguesa, os interesses russos são territorialistas, agressivos e assassinos. 

Pois bem, vale a pergunta, foi a Rússia que em sua história assassinou milhões, financiou ditaduras e organizou golpes de estado em todos os continentes do planeta? Bom, sabe-se muito bem que o autor de tais crimes é o imperialismo norte-americano e europeu, o mesmo que hoje acusa a Rússia de atacar brutalmente os ucranianos. 

Entretanto, a realidade é que a Rússia aguentou por 30 anos o avanço da OTAN para as suas fronteiras, além de inúmeras outras provocações. Ou seja, é ela que há décadas é cercada por todos os lados com as armas mortíferas do imperialismo.

A imprensa não fala, mas a grande culpada pela situação na Ucrânia é a OTAN. Ela cercou a Rússia com bases militares inimigas, incorporando gradualmente novos países no leste europeu. E agora, a proposta de incluir bases na Ucrânia e também na Geórgia, dois vizinhos e aliados históricos da Rússia são claras intimidações contra o governo de Putin.

Uma base militar não é de brinquedo. São locais com mísseis, poderio nuclear e soldados. O objetivo final da OTAN não é outro senão atacar a Rússia com seus armamentos instalados ali.

Ora, mas a Rússia também não é imperialista como diz a Rede Globo? Não seriam duas potências brigando pela dominação mundial? Não. A Rússia não chega nem perto de um país capitalista desenvolvido. Trata-se, na verdade, de um país exportador de matéria-prima, sem nenhum controle da economia mundial, a característica fundamental para considerar um país como imperialista. 

Sendo assim, a Rússia é um dos alvos do imperialismo. Um país atrasado, que precisa lutar pela sua sobrevivência, contra a ofensiva imperialista que busca sufocar todas as nações oprimidas do mundo. Para tal represália, a OTAN é uma das principais organizações assassinas e destruidoras do imperialismo norte americano.

O Histórico Genocida da OTAN

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada logo no início da guerra fria sob a desculpa de conter a ameaça militar do Pacto de Varsóvia, uma suposta sombria ameaça de um possível ataque dos comunistas e aliados da União Soviética. Porém, mesmo depois do fim da URSS ela continuou existindo, e na verdade desde então ela se fortalece e continua mais ativa do que nunca.

Desde a sua criação, com 12 países, o imperialismo já expandiu a OTAN até alcançar 30 membros. Em outros termos, a OTAN já instalou bases militares em 30 países diferentes. No discurso, esses países constituiriam um sistema de defesa mútua contra qualquer ataque de alguma entidade externa ou “comunista”. Na prática, a OTAN infiltra-se em países do leste europeu para atacar as nações oprimidas que lutam pela sua independência.

Em 1990, a OTAN participou e enviou tropas para um verdadeiro massacre no Iraque durante a guerra no Kuwait. Sob a desculpa de estar defendendo a Turquia, ela auxiliou nos bombardeios precisos, que deixaram cerca de 200 mil mortos, dentre os quais 120 mil eram civis iraquianos. Ainda assim, os Estados Unidos e a OTAN adotaram uma política de sanções econômicas graduais nos anos seguintes, que minaram as forças do Iraque, atacadas novamente em 2003, na conhecida Segunda Guerra do Golfo, que deixou mais 115 mil civis iraquianos mortos. 

Em 1994, a OTAN realizou diversos ataques aéreos na Sérvia, e, mais uma vez, com uma quantidade gigantesca de mentiras e de pretextos em defesa da paz, a OTAN provocou um verdadeiro massacre. Foram 78 dias de intensos bombardeios com o emprego de 1.032 aviões, navios e submarinos, que deixaram cerca de quatro mil mortos, entre eles 79 crianças, aproximadamente 6.500 feridos graves. Além disso, a infraestrutura da Sérvia foi destruída no valor de dezenas de milhares de dólares.

Em 1999, a OTAN, que já intervia militarmente na região de Kosovo, em nome da estabilidade e da luta contra os sérvios, realizou um imenso número de bombardeios. Segundo relatos, foram cerca de 15 mil pessoas mortas no conflito. Além disso, 200.000 pessoas fugiram do país após a instauração de um governo provisório da ONU com medo de represália. Um verdadeiro genocídio em nome da “defesa dos direitos humanos”.

Em 2001, a OTAN atuou de maneira decisiva na invasão do Afeganistão em apoio à Guerra ao Terror, e consolidou 20 anos de ocupação norte-americana no País. Além de levar o povo afegão à completa miséria, impedindo seu desenvolvimento nacional, os norte-americanos da OTAN deixam 60 mil mortes nas forças de segurança e quase o dobro de mortes civis. Ainda hoje, mesmo com a vitória do Talibã, com os bloqueios econômicos dos EUA ao país, milhões estão à beira de morrer de fome.

Em 2011, a OTAN empreendeu ações militares na Líbia com o intuito de “coibir distúrbios” gerados no país a partir da Primavera Árabe. O conflito levou à queda do governo nacionalista de Muammar Gaddafi e na abertura do país para a penetração do capital estrangeiro, particularmente na área de extração de petróleo.

Com a queda de Gaddafi e sua execução, teve início uma guerra civil que se prolongou por 9 anos e que deixou um saldo de destruição do país e centenas de milhares de mortes. De acordo com a própria ONU, atualmente 20% da população líbia necessita de ajuda humanitária para sobreviver, 43 mil líbios já solicitaram refúgio em outros países e mais de 90% dos refugiados que atravessam o Mar Mediterrâneo em direção ao continente europeu saem deste país norte-africano. De fato, hoje a Líbia é terra de ninguém, onde pessoas são vendidas como escravos, e muitas pessoas que tentam fugir a nado para a Europa morrem afogadas, além de o país estar dividido em clãs.

Na Síria, inimigo histórico do imperialismo, a presença do exército norte-americano já perdura há anos, com o saldo de mais de 400 mil mortes, sendo 333 apenas em fevereiro de 2021, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) ─ um órgão ligado ao imperialismo. A Agência de Refugiados da ONU estima que pelo menos 6,6 milhões de sírios estão refugiados no mundo, com 6,7 milhões de pessoas deslocadas internamente.

Finalmente, é possível concluir que as estruturas militares destruídas e as poucas centenas de mortos civis não se comparam com a permanente ação genocida da OTAN e do imperialismo. Não é a Rússia o grande vilão da história da humanidade, não é a Rússia que iniciou esta guerra. O conflito é resultado da dominação mundial imperialista, que busca descontar sua crise nos países atrasados. A esquerda precisa defender e dar todo o seu apoio à Rússia!

Pelo fim da OTAN! 

Fora imperialismo de todos os países!

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