Fracasso imperialista

O que significa o fracasso da Cúpula das Américas

O encontro previsto para Junho já está a beira de ser um grande fracasso

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O presidente golpista Jair Bolsonaro ainda avalia se vai ou não participar do evento pró-imperialista – Evaristo Sá/AFP

A Cúpula das Américas, que reúne os chefes de Estado do continente americano, prevista para acontecer nos dias 6 e 10 de junho, tem previsão de ser um evento esvaziado. Países como México e Bolívia já anunciaram que não irão participar da reunião e até o golpista Jair Bolsonaro deu indícios de que não deve participar também. A desmoralização do evento acontece por conta da crise que o imperialismo – principalmente o norte-americano – enfrenta, diante da situação da Ucrânia.

O evento é uma das formas que o imperialismo norte-americano tem de colocar em pauta a sua política externa para os países da América Latina. Não se trata somente da implementação do neoliberalismo nos outros países, mas de buscar um alinhamento com os Estados Unidos em relação à política internacional, ao posicionamento sobre os conflitos que acontecem ao redor do mundo. É um mecanismo para disciplinar os governos latino-americanos, as colônias do imperialismo.

A crise e a desmoralização do evento se dá basicamente por conta da guerra na Ucrânia, na qual a Rússia fez uma grande demonstração de força diante do imperialismo, o que acaba afetando a forma como os países mais atrasados e mais oprimidos encaram a exploração imperialista. O governo de López Obrador, do México, está longe de ser um grande esquerdista e mesmo assim vetou sua participação. É o terceiro maior país do continente, ficando atrás apenas dos EUA e do próprio Brasil, que também ameaça não participar.

A convocação da Cúpula é a maneira que os Estados Unidos têm de seduzir e ameaçar os países oprimidos. Com determinados países, os EUA faz barganha para comprar um apoio político e com outros, a política é a de ameaçar, como é o caso de países que foram expulsos da reunião, como Venezuela, Cuba e Nicarágua. Essa dominação de caráter colonial é uma peça fundamental para a manutenção do poder do imperialismo norte-americano, porém esse domínio se encontra cada vez mais ameaçado pela crise internacional.

A ocupação russa, da qual vários setores da esquerda brasileira consideravam como reacionária, está abrindo uma crise no bloco imperialista de conjunto. Os países pobres, os países do sul, já não vão se submeter a qualquer política imposta pelos EUA e não estão dispostos a pagar a conta da guerra na Ucrânia. Até mesmo o imperialismo europeu não parece tão disposto a enfrentar toda essa crise. Na Alemanha, por exemplo, o governo teme um colapso econômico pela falta de comercialização com a Rússia e isso pode se repetir em outros países da Europa também.

Na tentativa de tentar se impor, sem entrar diretamente numa guerra, o imperialismo norte-americano abriu uma crise mundial, que pode repercutir em revoltas populares em vários lugares no mundo. A crise econômica, a inflação, o aumento dos preços do alimento, são combustíveis para uma explosão social que pode acontecer a qualquer momento e tomar proporções revolucionárias.

O jornal francês Le Monde, especializado em política internacional, deu destaque para o fato de que não há um consenso em relação à Rússia, colocando que nem todo o que eles consideram como “ocidente” estivessem contra a ocupação militar russa. De acordo com a publicação, haveria toda uma rebelião no sul, ou seja, nos países pobres, nos países atrasados.

A imprensa norte-americana tenta mostrar como se os EUA fossem os bonzinhos da história e os russos fossem os vilões. Mas é uma história que, hoje em dia, ninguém consegue mais levar a sério, visto que os EUA é conhecido por invadir vários países nos últimos anos e provocar diversas guerras.

Essa demonstração de força dos russos serve como exemplo de que é possível enfrentar o grande inimigo chamado imperialismo. É uma esperança para a rebelião de todos os países oprimidos pelos Estados Unidos, como foi também o caso do Afeganistão no ano passado. A crise se acentua de uma tal forma que se torna cada vez mais insustentável e pode gerar convulsões graves por todo o mundo.

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