Otan e UE em crise

O convite de Orbán a Putin e a desmoralização do imperialismo

Governo húngaro, mesmo integrado à União Europeia e à Otan, se recusa a participar do boicote aos russos para resguardar a própria economia.

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Primeiro ministro da Hungria, Viktor Orbán, durante visita oficial de Bolsonaro em Budapeste. – Foto: Alan Santos/PR/Palácio do Planalto/Flickr.

A cada dia assistimos a novos episódios da crise da dominação imperialista, que ganhou um enorme impulso a partir da ação militar russa na Ucrânia. Uma ação defensiva que tem sido tratada despudoradamente pelos monopólios da comunicação como uma agressão despropositada, um raio em céu azul. Essa abordagem tem procurado embasar as diversas sanções econômicas impostas à Rússia, mas, na prática, o imperialismo tem tido muita dificuldade em forçar a adesão a essas sanções por parte de países atrasados que mantém relações econômicas importantes com os russos.

O recentemente reeleito Primeiro Ministro da Hungria, Viktor Orbán, tem dado uma série de exemplos desse enfraquecimento da dominação imperialista no leste europeu. Assim como a maior parte dos políticos de extrema-direita que têm ascendido eleitoralmente nos últimos anos na Europa, Orbán é crítico à dominação exercida pela União Europeia, que sacrifica as economias mais atrasadas em favor dos grandes banqueiros europeus.

Mesmo sendo membro tanto da UE quanto da OTAN, a Hungria tem se recusado a seguir cegamente as ordens de Bruxelas, sede da UE. Além de se recusar desde o começo da ação militar russa às sanções econômicas, Orbán afirmou agora sobre a exigência russa de pagamento em rublos para a venda de gás natural que “não temos problema em pagar o gás em rublos, se a Rússia o pedir pagaremos em rublos”. A mesma posição é compartilhada pela Eslováquia, cujo vice Primeiro Ministro e ministro da Economia afirmou que seu país pagaria o gás em rublos se necessário ao invés de prejudicar a própria economia aderindo, porém, o país que também é membro da UE também sofre intensa pressão do imperialismo europeu, que vale lembrar demonstra uma submissão obscena ao imperialismo norte-americano.

Para deixar mais explícito o nível de divergência com os organismos imperialistas dos quais faz parte, a Hungria ainda se ofereceu para sediar uma reunião entre Putin e Zelensky em Budapeste, mesmo fazendo parte da OTAN. As ações ocorridas na Ucrânia a partir do final de fevereiro inclusive deram o tom da campanha eleitoral na Hungria onde a extrema-direita se colocou frontalmente contra a oposição abertamente pró-imperialista.

A bandeira em defesa da paz, ironicamente, foi levantada por Orbán na eleições, em oposição aos capachos do imperialismo, que defendiam que a Hungria deveria se envolver nas ações da OTAN na Ucrânia e aderir à campanha russofóbica. Mesmo colocando a Rússia como responsável pelo conflito, Orbán deixou claro para os húngaros que “esta não é a nossa guerra, temos que ficar de fora”.

Na Sérvia, o conflito entre Rússia e Otan também dominou a campanha eleitoral, que terminou com a reeleição de Aleksandar Vucic. Assim como na Hungria, por ampla vantagem. A Sérvia já não havia aderido às sanções contra a Rússia e conhece de perto o que é a Otan. Em 1999, a antiga Iugoslávia da qual a atual Sérvia fazia parte, foi criminosamente bombardeada por mais de 2 meses pelas forças da Otan durante o governo do “democrata” Bill Clinton.

O fato de que países atrasados levantem as cabeças e se oponham aos desmandos do imperialismo é um claro indicativo da desmoralização dessa força de dominação em nível mundial. As derrotas na Síria e no Afeganistão e agora a vacilação diante da ação russa mostram para o mundo que é possível contrariar os donos do sistema capitalista e com isso a crise imperialista se aprofunda.

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