Anti-imperialismo

Juventude sueca reage contra a OTAN

A burguesia internacional quer provocar os russos incluindo a Suécia e a Finlândia na OTAN, os governos capachos aceitaram a idéia, mas esqueceram de combinar com o povo

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A burguesia internacional não consegue convencer o povo a apoiar a entrada da Suécia na OTAN – https://www.youtube.com/watch?v=j62A1oJLn1Y

Como desdobramento da presente guerra na Ucrânia, iniciada há quase 3 meses, a Suécia, representada pela primeira-ministra, Magdalena Andersson, explicitou na última quinta-feira (12 de maio) a intenção de Estocolmo de união à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), após cerca de 200 anos de neutralidade militar. Segundo Magdalena, esta seria a melhor forma de garantir segurança para os suecos.

Ainda que boa parte da população sueca tenha manifestado apoio à adesão com a maior aliança militar do mundo, muitos jovens estão resistentes a ela. No fim de semana passado, ocorreram protestos nas ruas de Estocolmo contra a perda da neutralidade militar. Nas manifestações, os jovens afirmaram que seus desejos são os da permanência da paz, e não da união a uma aliança militar, que só poderá proporcionar mais guerras para o mundo. Fortemente disseminado no discurso desse público, há a noção de que a neutralidade nos conflitos é parte fundamental de uma identidade sueca, já que, há anos, os suecos visualizam-se como vozes de paz.

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De fato, quando um país se declara neutro, ele não toma partido de nenhuma das partes envolvidas numa guerra, esperando também não ser atacado por elas. É por isso que, a presidente do partido sueco “esquerda jovem”, de 22 anos, declarou que “Aderir à Otan vai derramar mais sangue, porque a Otan é uma organização de guerra e não uma que trabalha pela paz”. Para ela e demais manifestantes, a entrada da Suécia na OTAN em meio à guerra com a Ucrânia, só pode ser uma decisão tomada apressadamente e baseado no medo –  declarações presentes nesta semana, no sítio da empresa pública alemã DW Made for minds.

Pode-se notar que, a burguesia na Suécia, embora vitoriosa na implementação da entrada de seu país na OTAN, não está obtendo o mesmo êxito no convencimento da juventude, que condena a abertura das portas de seu país para a participação em uma guerra que não é dela! Ou seja, a decisão do ingresso na aliança militar foi tomada por parte da burguesia sueca, sem que o povo tenha sido consultado! Isso é proposital, claro, pois se houvesse uma consulta pública para esse feito, muito provável que o mesmo não ocorresse.

Aumentando ainda mais a temperatura do cenário europeu, de modo a dobrar o comprimento da fronteira terrestre da OTAN com a Rússia, a Finlândia também anunciou rompimento com a neutralidade nos conflitos e irá estabelecer aliança com a OTAN (Entre Finlândia e Rússia, há uma fronteira de mais de 1.340 km). Caso este pedido seja efetivado, a Finlândia será o país-membro da Aliança com a maior região fronteiriça com a Rússia.

Nesta última quarta-feira (18 de maio) em Bruxelas, foi feita uma cerimônia de entrega do pedido de adesão oficial, de ambos os países, recebida pelo secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenb.

No entanto, apesar da alta temperatura do cenário mundial, é preciso ressaltar que tais alianças não prometem causar grandes transformações nestes países. Isso porque, há restrições solicitadas pelo governo finlandês (e provavelmente, a Suécia fará o mesmo) como, por exemplo – de que não tenham bases permanentes da OTAN e nem bombas atômicas em seu território. Tais considerações indicam que a adesão destes países na aliança não configura uma verdadeira demonstração de forças: ora, os finlandeses (e nem os suecos) parecem dispostos a isso! Os governos (de vários países do norte da Europa) não são muito fortes, e para se manterem no poder, precisam de certo apoio popular, indo na contramão de seguir ipsis litteris a cartilha da OTAN.  

Na esteira desta visão, há também a questão de que as anunciadas adesões podem não trazer riscos imediatos à segurança da população da Europa, uma vez que, a Suécia, por exemplo, já estava envolvida em atividades militares com esta aliança, sendo sua entrada apenas uma formalização jurídica de sua posição.  

Ainda assim, sabemos que, a formalização da entrada destes países na aliança militar imperialista, sem dúvida, produzirá um agravamento do conflito e uma crise mundial política, econômica e social extraordinária.

Putin já anunciou que haverá reações com “medidas técnico-militares”, caso este “grave erro” do ingresso de Suécia e Finlândia na OTAN se efetive.  

Por fim, aproveitamos para esclarecer que, é de nossa ciência que a vontade de países como Suécia e Finlândia de entrar para a OTAN está sendo motivada, na verdade, por fortes pressões vindas dos Estados Unidos. É por isso que, desde cedo, o PCO manifestou apoio à Rússia. Afinal, a ação de Putin coloca os russos em embate direto com o imperialismo norte-americano, desencadeando efeitos com sentidos revolucionários.

Como já afirmamos em outros veículos (COTV), não se deve tomar partido numa guerra, por meio de comparações entre o tamanho dos territórios envolvidos e muito menos considerando apenas qual nação invadiu primeiro.

É preciso fazer uma análise política, econômica e social da totalidade histórica dos acontecimentos, para que se possa compreender os interesses materiais que estão por trás de cada conflito.

O PCO é um dos poucos partidos que se debruçam nestas análises. Ficamos, por exemplo, ao lado da Argentina, durante a invasão das Malvinas, e ao lado do Iraque, quando invadiram o Kuwait, após realizarmos nossos profundos estudos e análises.

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