20 anos de guerra

Os verdadeiros refugiados do Afeganistão

Embora a imprensa capitalista faça uma campanha com as cenas do aeroporto de Cabul, os verdadeiros refugiados do Afeganistão são aqueles gerados pela guerra da OTAN

Morador de cabul tirando selfie com homens do talibã – Foto: Rahmat Gul – 19.ago.2021/AP

Redação do DCO

Em 2001, a Al Qaeda, liderada pelo líder fundamentalista Osama Bin Laden, fez dois ataques, ao World Trade Center localizado em Nova York, e ao Pentágono localizado em Washington, provocando a morte de três mil pessoas Em retaliação, o governo dos EUA invadiram o Afeganistão fazendo uma guerra, com o pretexto de caçar Osama Bin Laden, que teria sido acolhido pelo Talibã, no governo do país desde 1990. No entanto, essa história começa bem antes.

É importante considerar o contexto para entender a motivação do ataque dos fundamentalistas islâmicos aos EUA em 2001. A motivação eram as intervenções dos estadunidenses nas nações do Oriente Médio e pelo apoio ao estado de Israel, isto é, o financiamento do imperialismo para a opressão que o estado de Israel, aliado do imperialismo, exerce nos seus inimigos.

Na década de 70, o Afeganistão tinha um governo socialista, e sofreu uma revolução de religiosos fundamentalistas, ao receber ajuda de tropas soviéticas, os EUA viram uma oportunidade de desestabilizar seu grande opositor a União Soviética, e de se reafirmar como força na região. Passou a financiar grupos religiosos radicais que não aceitavam o governo de caráter ocidental, fornecendo armas, dinheiro e treinamentos. Anos depois, tais grupos que foram armados pelos EUA e pelos sauditas, que eram aliados dos EUA, transformaram-se em organizações fundamentalistas islâmicas. Os estadunidenses tinham e têm interesse no petróleo da região, nos minérios, e o Afeganistão é de fundamental importância na geopolítica da região.

Por dez anos, os estadunidenses caçaram Osama Bin Laden, e em maio de 2011, o então presidente dos EUA Barack Obama, anunciou a morte de Osama Bin Laden no Paquistão. No entanto, com o discurso de que Osama estava morto, mas a Al Qaeda não, os estadunidenses continuaram com suas tropas no Afeganistão alegando que haveria retaliação e precisavam estar atentos e resolutos.

De lá para cá foram mais dez anos de guerra no Afeganistão, sob o domínio dos estadunidenses. É importante lembrar que o atual presidente dos EUA, Joe Biden, pontuou que “não fomos ao Afeganistão para formar uma nação”. Atenção, não foi o PCO quem disse isso!

Diante dessas palavras, é bom fazermos um pequeno levantamento de alguns acontecimentos pelo que passaram e passam o povo afegão:

1- o Afeganistão atualmente é o terceiro país com maior número de refugiados no mundo. São 2,6 milhões de afegãos que tiveram que buscar proteção internacional, segundo relatório da ACNUR- alto comissariado das Nações Unidas para refugiados, não é o PCO quem diz. Já em 2014, o afegão Jabir, cujo sobrenome está sob sigilo pois ele ainda tem família no Afeganistão, diante de rumores que os EUA deixariam o país, e ele trabalhava como eletricista para as forças armadas estadunidenses, resolveu sair do país, com medo das possíveis retaliações, conseguiu um visto e veio para o Brasil.

Quando vemos aquelas pessoas tentando pegar um avião para fugir, está aí a explicação, estão desertando pois durante 20 anos foram complacentes e ou colaboraram com a invasão, com a guerra que matou milhares de pessoas do seu próprio povo. E observem bem, não são pessoas maltrapilhas e mortas de fome correndo atrás dos aviões, o povo maltrapilho e morto de fome querem se libertar dos EUA, e claramente apoiaram a tomada de poder dos talibãs, que entraram desfilando na cidade de Cabul.

2- A Acnur-Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, em fevereiro de 2020 anunciava que os afegãos eram o maior grupo de requerentes de asilo na Europa, na época, um total de 4,6 milhões de cidadãos afegãos viviam no exterior. O Paquistão e o irã, abrigavam cerca de 90% dos exilados;

3- Em dezembro de 2019, as Nações Unidas anunciaram que nos últimos dez anos, mais de 100 mil afegãos foram mortos….

4- também em dezembro de 2019, as nações unidas anunciaram que uma média de nove crianças foram mortas ou mutiladas todos os dias no Afeganistão em 2019, sendo que desde 2018 houve um aumento na média de 11%. Entre 2009 e 2018, quase 6,5 mil crianças morreram e cerca de 15 mil ficaram feridas…

Uma breve pesquisa mostra que o povo afegão há anos foge do seu país, fugindo da guerra, da miséria, da fome imposta pelo imperialismo, não foi na semana passada com a expulsão das tropas estadunidenses. Livre do imperialismo, o povo afegão poderá reconstruir seu país verdadeiramente.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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