Demagogia imperialista

O criminoso Biden é defensor dos direitos humanos?

Joe Biden anuncia novos alvos para as intervenções "humanitárias" dos Estados Unidos. China, Myanmar e Etiópia seriam países onde os direitos humanos não são respeitados.

Biden e o Primeiro Ministro do Reino Unido Boris Johnson em encontro bilateral na Casa Branca, Washington DC, EUA. – Foto: Andrew Parsons/Nº 10 Downing Street/Fotos Públicas.

Redação do DCO

A defesa abstrata da democracia e dos direitos humanos é parte fundamental do discurso do imperialismo. Em nome dessa “democracia”, milhões de vidas são ceifadas nos países atrasados pelos exércitos dos países centrais do capitalismo, em especial dos Estados Unidos, país mais poderoso do bloco imperialista.

O belicista Joe Biden fez um discurso na última sexta-feira sobre o tema dos direitos humanos. O palco foi The Dodd Center for Human Rights, que homenageia um ex-senador do país que atuou como procurador no Tribunal de Nuremberg, onde uma mínima fração dos nazistas foi julgada após a Segunda Guerra Mundial.

Após repetir o mais do mesmo acerca do nazismo, sempre colocando em destaque apenas o assassinato dos judeus e omitindo os soviéticos e comunistas em geral, Biden expôs os próximos alvos onde os Estados Unidos pretendem semear a democracia. China, Mianmar e Etiópia foram citadas para exemplificar que “o espectro das atrocidades” não ficou para trás na história.

Depois de uma diminuição no intervencionismo ianque, justamente no governo de uma figura da extrema-direita (Donald Trump), o governo retomou rapidamente suas ações de maior escala militarmente. A volta dos representantes do setor mais poderoso da burguesia mundial ao poder executivo dos Estados Unidos inaugura uma nova etapa de intervenções ao redor do planeta.

É importante ter em vista que não se trata da defesa dos povos uigur na China, rohingya em Myanmar ou de civis no norte da Etiópia. Para o imperialismo, os problemas enfrentados por essas pessoas não passam de ótimos pretextos para intervir e controlar ainda mais os países atrasados.

É difícil enxergar essa preocupação de Biden com os direitos humanos enquanto promove guerras e sanções econômicas contra populações inteiras. Nem as dificuldades extras aos países atrasados trazidas pela pandemia sensibilizam esses “democratas”.

Durante o governo Trump, a prática das sanções aparecia como ação de uma mente doentia, agora o democrata e identitário Biden segue a mesma cartilha mas moderando o discurso. Para piorar, a agressividade militar vem crescendo perigosamente para os povos oprimidos de todo o mundo.

A brutalidade contra os imigrantes da América Central, em especial do México, segue como sempre nos Estados Unidos. Fosse verdadeira essa preocupação com os direitos humanos, Biden estaria empenhado em tirar da marginalidade esse imenso contingente humano sem ter que atravessar o planeta com suas Forças Armadas. Em prol do rebaixamento do valor da mão de obra, grande parte desses imigrantes simplesmente não tem qualquer direito garantido.

Além de China, Mianmar e Etiópia, os alvos de sempre do imperialismo devem se preparar para duras investidas. Cuba, Irã, Venezuela e Rússia estão sempre no radar intervencionista dos Estados Unidos e o mote é sempre a questão dos direitos humanos. Enquanto a polícia segue matando cidadãos negros no seu próprio país, Biden já deixou claro que quer botar fogo no mundo para promover os “direitos humanos”.

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