Autodeterminação dos povos

Independência do Donbass, um verdadeiro processo popular

Correspondentes da Causa Operária na Rússia mostram como o processo de libertação do Donbass é completamente atrelado ao povo

sede do PC de Lugansk

Fachada da sede do Partido Comunista de Lugansk, atingida por balas das metralhadoras dos nazistas ucranianos – Foto: Diário Causa Operária

A propaganda do imperialismo a respeito dos acontecimentos recentes na Ucrânia procura retratar Putin e o governo russo como invasores e criminosos, apelando para uma história fantástica de que a operação militar russa estaria ocorrendo no sentido de expandir o território da Federação Russa. Um setor da esquerda muito atrelado ao imperialismo acaba repetindo essa propaganda e até classifica a Rússia como um país “imperialista” – numa utilização totalmente incorreta do termo, que acaba propagando muita confusão.

No entanto, é preciso destacar que, ao observar de perto os acontecimentos, está claro que a independência das repúblicas separatistas da região do Donbass são uma importante conquista da população desses territórios. Não se trata, simplesmente, de uma decisão monocrática tomada pelos governos de Lugansk e Donetsk, mas sim de uma verdadeira revolução popular, que procura reagir à ofensiva do regime golpista ucraniano, apoiado pelo verdadeiro imperialismo, particularmente o europeu e norte-americano. 

Como forma de combater a manipulação e desinformação da imprensa capitalista, o Partido da Causa Operária enviou dois correspondentes para acompanhar de perto esses acontecimentos. Neste momento, os companheiros Rafael Dantas e Eduardo Vasco estão na capital da República Popular de Lugansk, uma cidade pequena, com cerca de 400 mil habitantes. É importante salientar que os oito anos de investida do governo ucraniano foram responsáveis por uma diminuição dessa população. Muitos foram assassinados e outros tantos tiveram que sair de Lugansk devido ao conflito e também à situação econômica que se tornou muito difícil nesse período.

Durante esse período, os companheiros fizeram uma entrevista com o Ministro das Relações Exteriores da República Popular de Lugansk (RPL), que revelou que 95% do território do Donbass, a leste da Ucrânia, já foi libertado dos nazistas pelas forças armadas russas. No entanto, os 5% restantes concentram 200 mil pessoas, cerca de 40% da população de Lugansk, capital da RPL.

Os companheiros relatam que, no hotel onde estão hospedados, há muitos soldados russos, e também é visível o apoio de toda a população a eles. Há muitos caminhões militares identificados com a letra “Z”, da vitória russa, esse mesmo “Z” é visto também nos veículos de civis, com frequência até maior do que nas cidades russas.  

As marcas do conflito com os ucranianos podem ser vistas em toda parte. Muitos edifícios foram destruídos nos bombardeios, há marcas de bala nas paredes de diversos prédios. Há, também ,veículos destruídos pelas ruas, casas praticamente demolidas, marcas da destruição promovida pelo governo ucraniano, que se apoia sobre milícias nazistas.

É em meio a esse cenário de destruição que se dá a declaração de independência da RPL. O governo é fruto de uma insurreição popular contra a Ucrânia. Uma prova da natureza popular do governo é que, mesmo em meio a esse conflito violentíssimo e a condições econômicas muito difíceis, não há moradores de rua e a população não passa fome, graças aos esforços governamentais.

A entrada das tropas russas nesse conflito possibilitaram um alívio muito grande para a população de Lugansk. É quase como se tirassem “a corda do pescoço” de um povo que esteve durante 8 anos dedicando 100% de seus esforços à luta contra os nazistas. Por conta disso, a vida na região tem voltado um pouco ao normal, mesmo que em situações muito precárias.

É importante destacar que o levante da RPL contra o regime ucraniano se deu principalmente através dos sindicatos e dos movimentos sociais, que estavam na linha de frente do conflito. A população, que se identifica como russa, estava sendo perseguida pelos nazistas ucranianos, que têm como ideologia o esmagamento e repressão dos russos em seu território. A sua reação diante desses invasores é que deu lugar ao surgimento dessa República, que tem toda razão de se classificar como “popular”.

É natural que seja assim a situação, visto que a devastação da região, promovida principalmente pelo chamado “Batalhão Aidar”, um agrupamento de extrema-direita, apoiado pelo governo ucraniano, entre os anos de 2014 e 2022 foi de proporções criminosas. Para se ter uma ideia, foi construído um cemitério inteiro – hoje um memorial – com as vítimas dos conflitos, que não puderam ser enterradas no cemitério regular da cidade, devido ao cerco dos nazistas, que impedia a população de chegar lá. No memorial, que os correspondentes da Causa Operária visitaram, quase todos os túmulos estão datados dos anos de 2014, 2015 e subsequentes.

Durante esse período, a imprensa imperialista internacional procurou classificar a população que resistia às investidas dos fascistas como “terroristas”, termo que caiu em desuso nos dias de hoje porque não há provas de ações que sustentem tais acusações.

É importante destacar, em todo caso, que a população da região do Donbass é, em sua maioria, russa. São pessoas que possuem parentes, amigos e até trabalham na Rússia. Não há, da parte deles, nenhuma ideia de que os soldados russos seriam invasores que o estariam manipulando para poderem atacar a Ucrânia. A verdade é que, para a população de Donetsk e Lugansk, as forças armadas russas atuam como força libertadora de uma opressão muito dura que os esmagou durante oito anos.

Esse esclarecimento é fundamental para enterrar de uma vez por toda a tese de que o conflito seria de natureza “inter-imperialista”. Nada mais distante da verdade, trata-se de uma defesa do governo russo de um território cuja população se identifica como russa, e que está sendo perseguida por grupos apoiados pelo imperialismo, com a finalidade de procurar enfraquecer e esfacelar a Rússia.

Toda a classe operária mundial e os povos oprimidos devem prestar todo seu apoio às repúblicas separatistas do Donbass, e também aos russos, que estão conseguindo libertar sua população dos nazistas ucranianos. Além disso, estão impondo uma derrota ao imperialismo, que apoia esses nazistas. Qualquer derrota do imperialismo é uma vitória para a classe operária mundial e deve ser celebrada como tal.

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