Imperialismo no ataque

Imperialismo pressiona multinacionais a deixarem Xinjiang

Imperialismo pressiona multinacionais a deixaram e a China contrariando os interesses de países de dentro do próprio bloco imperialista

Volkswagen

Volkswagen na China e sob pressão – Foto: Reprodução

Nesta semana, o Global Times publicou um editorial que critica a pressão que os EUA e o imperialismo vêm fazendo sobre uma fábrica da Volkswagen na Região Autônoma de Uigur, de Xinjiang, que já está instalada ali há nove anos.

O governo alemão teria recusado a dar garantias de um investimento e o motivo teria sido, pela primeira vez, os direitos humanos. Segundo a publicação, a Tesla teria sido sitiada após abrir um showroom em Xinjiang no início do ano.

O modus operandi já é bastante conhecido: a grande imprensa faz uma enorme campanha acusando a China de promover trabalhos forçados e genocídios. Com base nessas notícias, cria-se um clima que pressiona autoridades públicas internacionais que tentam manter relações justas e objetivas relacionadas à Xinjiang, bem como com empresas multinacionais que insistem em realizar negócios na região.

A fábrica da Volkswagen tem 25% de sua mão de obra formada por minorias étnicas e nunca se ouviu falar de “escândalos de direitos humanos”, como afirma o artigo, e nenhuma violação das normas trabalhistas alemãs ou chinesas fora registrada nesses nove anos. No entanto, com a campanha difamatória, a Volkswagen se vê obrigada a provar sua inocência frente às opiniões distorcidas que acabam se formando.

O imperialismo continuará pressionando a Volkswagen para que a empresa encerre seus negócios em Xinjiang e isso só fará agravar as condições dos tais “direitos humanos”. Se a fábrica fechar, o que ocorrerá é a demissão de milhares de pessoas. Portanto, que o imperialismo esteja preocupado com os direitos humanos não passa de uma farsa evidente.

É a velha política que temos visto desde sempre. Para “proteger as mulheres no Afeganistão”, o imperialismo destruiu o país, e jogou todas as mulheres, com o resto da população, na miséria. Com a desculpa de “levar a democracia”, destruiu países inteiros como o Iraque, produzindo milhões de refugiados.

A contradição é óbvia, como mostra o Global Times. Destruir a plantação de algodão e a produção de automóveis será um dano direto à subsistência e ao desenvolvimento da população de Xinjiang. Para o imperialismo, isso não importa, ele quer é conter a China e, para isso, vai lançar mão de todo tipo de golpe sujo e terrorismo econômico.

A China é o inimigo

O imperialismo vem desferindo inúmeros golpes contra a China. Além do assédio a Taiwan, um dos alvos preferenciais é Xinjiang, um vasto território chinês que fica a noroeste e é uma região estratégica.

Xinjiang é um ponto de extrema importância para as rotas comerciais que a China pretende estabelecer, pois algumas de suas fronteiras são Mongólia, Quirguistão, Cazaquistão, Rússia, Afeganistão, Paquistão e Caxemira (área também disputada por Índia e Paquistão).

Xinijiang
Xinjiang, no noroeste da China.

A partir desse território, a China poderia escoar mercadorias para toda a Ásia Central e Rússia. Aqui, fica claro o desastre que foi para o imperialismo ter sido derrotado pelo Afeganistão, pois esse país faz fronteira também com o Irã, com quem os chineses já vêm firmando diversos acordos de cooperação. Se a região for estabilizada, a China poderá criar também um corredor para o Irã, passando pelo solo afegão, o que lhes daria acesso aos Golfos Pérsico e de Omã, que têm ao centro o Estreito de Ormuz, de onde facilmente alcançariam também o Chifre da África, estabelecendo uma rota marítima sólida.

Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, onde o Irã mantém portos

Tudo o que imperialismo não quer é que a China consiga viabilizar essas rotas e, por isso, vem tentando a todo custo desestabilizar a região. Além de Xinjiang, ultimamente, temos assistido as tentativas de golpe no Paquistão.

Direitos Humanos e ambientalismo

A desculpa que encontraram para atacar a China, de que em Xinjiang não seriam respeitados os direitos humanos, é uma grande hipocrisia, pois não existe nada mais lesivo aos direitos humanos que a ação do imperialismo. São inúmeras guerras, golpes de Estado, roubos de riquezas de países… Enfim, a lista de crimes praticados pelas grandes potências é enorme.

Além dos “direitos humanos”, o imperialismo está criando formas de intervir em outros países usando a desculpa de crimes ambientais, por isso se fala tanto em aquecimento global. Ademais, uma outra modalidade que já começa a dar sinais de que será usada, é a saúde. Países que forem responsabilizados por pandemias, ou má gestão de contágios, poderão sofrer intervenção.

Pressão interna

A Alemanha, embora seja um país imperialista, sofre a pressão da mão de ferro de Washington, o que mostra que, dentro do bloco, existe uma ditadura ferrenha dos EUA sobre os demais países, que os leva a contrariar os interesses das próprias empresas. Embora a não garantia de investimentos não afete diretamente os negócios da Volkswagen na China, isso é um mau sinal e aponta uma tendência.

Resta saber até que ponto empresas como a Tesla e Volkswagen poderão enfrentar essa força contrária. É certo que o domínio dos EUA ficou bastante abalado após a derrota para os Talibãs, o que tem provocado uma espécie de rebelião dos países em todo o mundo. Dentro do próprio imperialismo, já se notam enormes rachaduras, que ficaram mais evidentes desde o início da operação especial da Rússia na Ucrânia.

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