Decadência da humanidade

Imperialismo: a maior máquina de fazer loucos da história

O problema das chacinas nas escolas americanas não são as armas, mas sim o imperialismo que empurra a juventude à beira da loucura

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Barracas de camping bloqueiam as calçadas em Skid Row, no centro de Los Angeles. Esse é o retrato social de um grande país capitalista e a revolta é uma consequência da pressão sob a população. – Foto: APU GOMES

Na última terça-feira (24), na escola na Robb Elementary na cidade de Uvalde, estado do Texas, deixou 21 mortos, sendo 19 crianças e 2 adultos, e mais 10 pessoas feridas. Entre as centenas de casos semelhantes na história dos EUA, esse foi tido pela imprensa como um dos mais violentos dos últimos anos, comparado ao ocorrido em 2012, na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, quando foram assassinadas 26 pessoas.

Enquanto falamos aqui deste “último” massacre, outro poderia já ter ocorrido no país já que, de acordo com um relatório de jornalistas que participaram da Education Week, houve 27 tiroteios em escolas nos EUA apenas no ano de 2022. Isto é, a cada cinco dias mais ou menos nós tivemos notícias de atentados em escolas nos país, e ainda estamos no mês de maio. Esses números não são reflexo de alguma causa específica, ainda de acordo com o relatório, já são 119 massacres como esse no total, desde 2018, quando começaram os jornalistas começaram a rastrear o tipo de incidente.

Os Estados Unidos são um país onde encontramos aquilo que podemos chamar de capitalismo puro e, com o aprofundamento recente da crise desse sistema no mundo, esses massacres são o reflexo do sofrimento e das pressões que a população sofre. É absolutamente animalesco o que vive a população norte-americana com a política imperialista imposta a sua própria população. A propaganda capitalista não é destinada apenas para a venda de produtos, mas também para que as pessoas adotem o estilo de vida capitalista, que se fundamenta na ideia de que a vida só faz sentido quando se enriquece, quando se tem dinheiro, quando se consome aos montes.

Essas ideias são projeto de governo e, como exemplos históricos disso, temos o American way of life, ou melhor, “modo de vida americano”, que recebeu muito incentivo durante a década de 1920 no pós-guerra, e durante a chamada Guerra Fria. Em ambas as situações, as quais são de pós-guerras mundiais, a crise econômica estava anunciada com a desigualdade, o desemprego, a fome e a pobreza latentes na sociedade norte-americana. Não é diferente nos dias de hoje.

Diante desses contextos, os capitalistas nunca buscaram resolver de uma vez por todas os problemas da população, pensando apenas em como salvar o sistema capitalista e seus grandes investimentos. Os problemas apenas se aprofundam, tomando novas formas nos dias atuais. Para os capitalistas, o próprio problema vira um produto para explorar um novo golpe contra a população. Isso se prova quando, diante de mais este massacre, o presidente imperialista Joe Biden lança a culpa de mais um massacre em cima das armas, como se armas invadissem escolas sozinhas, como se armas atirassem sozinhas. Isso é uma grande hipocrisia da direita imperialista.

Nos EUA, o debate sobre armamentos está em outro patamar histórico, visto que grupos negros, por exemplo, reivindicam seu direito de defesa, isso desde a atuação do Partido dos Panteras Negras, muito importante durante a década de 60. Recentemente, depois do assassinato de George Floyd, a população negra norte-americana mostrou seu nível de revolta atacando e queimando empresas capitalistas, grupos negros mostraram sua força mostrando estarem devidamente armados para enfrentar a polícia. A questão central da tentativa de Joe Biden de desarmar a população é enfraquecer esses grupos revoltosos para controlá-los mais facilmente.

Podemos refletir o caso dos massacres nas escolas tomando como referência o estado do Rio de Janeiro que, sendo um dos mais violentos do Brasil e, além disso, onde o problema de tráfico de armas é mais presente, não há massacres dentro de escolas. A violência no RJ está ao lado das escolas, ela atravessa os muros com balas que atingem os estudantes, deixando claro que é um dos lugares mais violentos do país. Lá, há de maneira considerável uma população civil armada, no entanto, não há massacres em escolas. Dessa situação, concluímos que o problema não é a arma, em si.

É preciso ter a consciência de que a violência contida nessas chacinas, nos massacres, no aparecimento dos famosos serial killers, tão retratados em filmes norte-americanos, não são resultado de questões extraordinárias, ou até mesmo fruto de mistérios do universo. O que se percebe é que a violência extrema é consequência direta da pressão social de um imperialismo decadente, exercida sobre a população, que se revolta das mais diversas maneiras. O massacre no Texas é reflexo disso.

Em decadência desde finais do séc. XIX, o imperialismo tortura a população impondo as mais absurdas e improváveis condições de vida, onde não há suporte básico nenhum para uma vida minimamente digna da classe trabalhadora. Esta que, para obter uma vida minimamente razoável, precisa pagar por absolutamente tudo. Quando não isso, o imperialismo impõe ao mundo guerras mundiais matando milhões, resultado direto da disputa de influências em mercados internacionais. É preciso estar atento, pois, este projeto de nação é fortemente financiado pela direita no Brasil, que tem os EUA como grande referência.

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