Economia

Evergrande e o colapso da econômia chinesa

Gigante da construção civil, Evergrande ameaça calote no setor bancário

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Evergrande movimenta de 25% a 30% do PIB da China – Foto: Reprodução

A crise da incorporadora imobiliária Evergrande, uma gigante da construção civil na China, está criando uma tensão no mercado financeiro mundial, sobretudo no setor bancário. Na avaliação de Leonardo Burlamaqui, economista e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(Uerj), a crise da empresa parece uma “implosão controlada” pelos chamados reguladores chineses, num contexto em que o país passa por mudanças estruturais na sua economia.

A economia chinesa vem passando por um momento de aumento do consumo, enquanto os investimentos não estão no mesmo ritmo, o que pode resultar em desaceleração do crescimento e, consequentemente, prejudicar a redução das desigualdades socioeconômicas.

A Evergrande é uma grande empresa de um importante setor da economia. Segundo o economista Burlamaqui:

“O setor de construção civil movimenta de 25% a 30% do PIB da China, é gigante. É um setor que se caracteriza por endividamento, tanto do ponto de vista das empresas, porque as obras são pesadas, quanto das famílias que estão comprando imóveis. É um jogo em que o crescimento e o endividamento vão paralelamente. O grande perigo é quando o endividamento começa a acelerar muito à frente do crescimento. Enquanto estamos nos endividando, mas estamos crescendo, realizando lucros, os salários estão subindo, com taxa de crescimento (econômico)de 10%, essas dívidas estão sendo pagas porque existe fluxo de caixa positivo, lucro, empregos e salário aumentando. Quando a taxa de crescimento começa a declinar, o que é o caso da China desde 2012 e 2013, surgem os problemas”.

Nesta semana a empresa iria dar um calote de milhões de dólares em uma empresa de crédito. Se o calote se efetivasse, poderíamos vivenciar uma crise efeito-dominó semelhante à crise financeira de 2008, cujos danos nunca foram sanados mundo afora. A crise de 2008 vem intensificando a decadência do caquético e parasita regime capitalista atual.

O governo chinês, para evitar esse tipo de crise, vem subsidiando a economia, mas a ameaça de colapso econômico continua. Nos Estados Unidos, também para superar essa crise econômica em contexto de pandemia, o governo montou um plano de recuperação financeira injetando dinheiro na economia. Mesmo com pequenos auxílios de U$1.000 para a população, o governo não está conseguindo controlar a inflação e diminuir o desemprego.

A situação da economia brasileira, com todos os ataques da burguesia ao povo e ao seu patrimônio, tendo como arma letal o modelo neoliberal, é a mais grave de todas, pois o colapso econômico e social está cada dia mais próximo.

Diante dessa crise chinesa provocada pelos próprios capitalistas que insistem nesse modelo parasita, que não gera emprego e concentra riquezas, as manifestações populares estão explodindo no mundo, o que pode criar uma situação pre-revolucionária diante de uma das piores crises do capitalismo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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