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Guerra na Ucrânia?

OTAN envia navios para o leste europeu para ameaçar Rússia

Imperialismo é a grande ameaça para a região e Rússia busca apenas se defender da agressão iminente

joe biden

O imperialismo é o maior inimigo de todos os povos e, sua movimentação no leste europeu significa uma clara provocação à Rússia. Caso se inicie uma guerra, tratar-se-á de uma guerra entre um país atrasado (Rússia) contra seus opressores. – Foto: Reprodução

Em um cenário de crescente disputa na Ucrânia, a OTAN – isto é, um grupo militar dos países imperialistas – decidiu enviar navios para a região. O envio de navios de guerra significa uma forma de ameaçar a Rússia para que esta não dê prosseguimento à luta pela libertação regional do jugo imperialista. Além disso, Joe Biden ameaçou enviar milhares de tropas norte-americanas para a região.

A questão posta em relação à Ucrânia é a disputa entre o imperialismo, que visa manter a dominação sobre a região do leste europeu, e os países atrasados, simbolizados principalmente pela Rússia, que buscam expulsar os parasitas e combater o seu controle sobre a região.

A situação na Ucrânia ficou especialmente tensa depois que os países imperialistas derrubaram o então presidente do país em 2014; como forma de resposta à ingerência norte-americana e europeia, a Rússia anexou a Crimeia. Desde então, a situação foi ficando cada vez mais tensa, e um conflito militar cada vez mais iminente; no início deste ano, a Rússia mobilizou tropas para a fronteira com a Ucrânia, o que aumentou a crise.

A movimentação da Rússia, que é um país oprimido e uma potência regional, portanto ainda mais atacada e combatida pelo imperialismo, tratou-se de uma forma de combater as ingerências dos países da OTAN cada vez mais frequentes na região. Não se trata de uma “guerra ofensiva” da Rússia, mas, antes, de uma luta pela libertação nacional dos russos contra os sucessivos ataques promovidos pelo imperialismo.

Ao passo que, no contexto de fraqueza militar dos Estados Unidos e do restante do conjunto dos países espoliadores – como evidenciado, por exemplo, na expulsão destes do Afeganistão –, é importante, politicamente, para os EUA manterem a imagem de poderio bélico. Do contrário, caso ficasse à mostra sua fraqueza militar, poderia haver uma onda de revoluções nos países oprimidos contra o domínio exercido pelo imperialismo.

Nesse contexto, tentando responder ao movimento russo de mobilizar suas tropas às fronteiras, a OTAN decidiu enviar navios de guerra para a região, como uma forma de defender o governo fantoche da Ucrânia na possibilidade de uma guerra – além de tentar acuar a Rússia.

Para a OTAN, além da necessidade de manter a imagem de um poderio bélico impossível de ser enfrentado, manter a Ucrânia sob seu controle também é necessário para manter o resto do leste europeu sob sua influência. Do contrário, na hipótese de êxito russo, todo o leste europeu tenderia a sair das mãos dos americanos e europeus.

Com tais fatos dados, não parece ser provável que a OTAN recue, pondo na iminência um conflito contra a Rússia. O ato de armar a Ucrânia com navios de guerra é um claro indício disso, é uma forma de tentar ameaçar belicamente os russos – além disso, na esteira desses acontecimentos, o governo Biden orientou que os norte-americanos que moram na região a deixem, além de ter chamado de volta seus diplomatas e o Reino Unido tomou semelhante atitude.

Tudo isso indica que os Estados Unidos e seus aliados se preparam para uma guerra na região, com o intuito de defender sua espoliação. Se a Rússia atacar, estará apenas se defendendo das provocações imperialistas, que começaram a escalar com o golpe de Estado na região em 2014, que agora tomam forma no armamento do governo fantoche por parte da OTAN; além disso, cabe lembrar que toda guerra travada por um país atrasado contra um país imperialista é, antes de tudo, uma guerra por sua libertação nacional, contra a opressão perpetrada por estes.

Ou seja, uma possível guerra entre Rússia e OTAN em razão dos conflitos da região, ainda que a Rússia venha a iniciá-la, tem para a Rússia o papel de defesa de sua soberania; é o resultado dos incessantes ataques dos países imperialistas contra sua autodeterminação e contra a autodeterminação regional. 

Os Estados Unidos estão armando fortemente o governo de Kiev e tudo indica que seguirão usando a Ucrânia para atacar a Rússia; a importância da região para os EUA e para fortalecer a sua imagem de dominação perante os oprimidos é o principal fator pelo qual a guerra tem sido cada vez mais provável. As movimentações das tropas russas são uma forma do país de se defender e é cada vez mais provável que as tensões evoluam no próximo período.

Se a guerra de fato vier a ocorrer, apenas escancarará, com isto, a decadência do imperialismo, tanto do ponto de vista político, quanto do ponto de vista militar. Uma derrota do imperialismo nesta possível guerra representará para todos os oprimidos do mundo uma enorme vitória; representará para todos os países oprimidos, não só da região, um enorme avanço na luta por sua libertação. 

A situação dada é de uma crise, resultante do interesse do imperialismo em aprofundar sua dominação confrontada pelo interesse do povo russo e do povo do leste europeu de se livrarem da opressão de seus inimigos da OTAN; a forma pela qual esta crise se resolverá ainda não foi definida, mas envereda de maneira resoluta para um confronto militar armado. Se a crise resultar na guerra, será para a Rússia e para os outros países do leste europeu uma guerra de libertação contra a opressão imperialista; não será, nem pode ser, uma guerra ofensiva da Rússia (mesmo que seja ela que a inicie formalmente), mas sim uma guerra em defesa de si mesma e de seu povo contra a burguesia imperialista.

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