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Herdeira da extrema-direita

A neta de Mussolini e o fascismo que nunca foi embora

As eleições municipais em Roma tiveram como a vereadora mais votada Rachele Mussolini, uma fascista como seu avô; é um importante indício das tendências da burguesia italiana

Rachele Mussolini

Rachele Mussolini, neta do primeiro ditador fascista da história. – Foto: Reprodução.

Passadas as eleições municipais italianas, um resultado merece destaque: a neta do ditador fascista Benito Mussolini, Rachele Mussolini, obteve o maior número de votos na cidade de Roma. Ela concorreu pelo partido fascista Fratelli d’Italia (FDI) (Irmãos da Itália), seguindo os passos de seu avô. A extrema direita avança na Itália a passos largos com desagregação do regime político, o avanço do fascismo em locais importantes como a capital do país demonstra que um setor relevante da burguesia está se passando ao apoio dessa política em detrimento do apoio à direita tradicional.

Na realidade, desde o surgimento do fascismo na Itália, a burguesia nunca o abandonou completamente. Após 20 anos da ditadura brutal de Mussolini, a classe operária italiana conseguiu derrubar o governo e por pouco não realizou uma revolução socialista. Contudo, a política do Partido Comunista, principal organização dita revolucionária do país, que organizou o movimento guerrilheiro dos Partisans contra o fascismo e o nazismo, era oposta à tomada do poder. Os operários foram desarmados e se formou uma frente ampla com membros do próprio governo fascista, assim uma enorme parte do regime foi preservado até os dias de hoje.

Nas décadas de 1970-1980, conhecidas como anos de chumbo, a repressão à esquerda foi gigantesca, o movimento foi esmagado com base na força bruta. Já nos anos 90, a operação “mãos limpas”, que inspirou o fascista Sergio Moro, destruiu o que havia sobrado do Partido Comunista e também deu origem ao governo que tendia à extrema direita, o de Silvio Berlusconi e seu partido Força Itália. Com a crise de 2008 a desagregação do regime criou um novo partido de extrema-direita, a Liga Norte, que se transformou apenas em Liga, para agregar a extrema direita na totalidade do país. Matteo Salvini, o líder do partido, por muito pouco não se tornou o primeiro-ministro da Itália.

A Itália, nesse sentido, desde a década de 1920, dentre os países imperialistas, é onde a crise do capitalismo se expressa mais claramente. A própria ascensão do fascismo de forma pioneira do nazismo é um indício disso. Na década de 1940, a mobilização da classe operária foi gigantesca e nas décadas de 1970 e 1980 foi uma das maiores da Europa, nos países imperialistas só perde para Portugal onde houve uma revolução em 1974. Sendo essa a situação ,fica claro que a burguesia se utiliza da arma do fascismo sempre que possível, e agora a tendência se torna cada vez maior. A eleição de uma Mussolini mostra que de forma alguma os banqueiros Italianos abandonaram o fascismo como forma de se manter no controle do país.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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