Oriente Médio

EUA e Israel ameaçam o Irã com intervenção militar

EUA e Israel mais uma vez dizem que podem atacar o Irã caso esse país exerça seu legítimo direito de se armar

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Caça israelense de fabricação norte-americana despejando bombas sobre a população de Gaza em 2009 – Foto: Peter Mulligan

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, se reuniu com seu superior imediato na última quarta-feira em Washington D.C., EUA. A conversa foi com o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, e tinha como um dos temas a possibilidade do uso de força militar desses dois países contra o Irã, caso esse país prossiga com um suposto programa nuclear para uso militar.

Entre as declarações que só teriam alguma credibilidade para quem tem o cérebro entupido pelos filmes de Hollywood, temos esta do israelense Lapid:
Se um regime terrorista comprar uma arma nuclear, devemos agir. Devemos deixar claro que o mundo não o permitirá.
O chefe de Lapid e da diplomacia norte-americana, Blinken, foi mais arrogante ainda:
Estamos unidos na determinação de que o Irã não deve ser autorizado a ter uma arma nuclear. Acreditamos que a via diplomática é a forma mais eficaz para garantir que isso não aconteça. Estamos preparados para buscar novas opções se o Irã não mudar de rumo.
São vários os pontos curiosos dessas frases, como o fato de Israel, o estado mais terrorista do Oriente Médio, o único que ocupa áreas de outros países, que mata civis desarmados quase todos os dias, e que ofereceu armas nucleares para o regime de apartheid sul-africano como garantia contra os cubanos e angolanos que lutavam contra suas tropas e as da direita golpista angolana apoiada pelo imperialismo norte-americano, falar – em nome do mundo! – contra o Irã, que não está ocupando país algum.
Mas nada supera o absurdo de ainda termos que ouvir o governo dos EUA, que invade países ilegalmente, o único país que usou armas nucleares contra civis – duas vezes! – no Japão, cometendo um dos maiores crimes de guerra da história, se julgar no direito de desautorizar quem quer que seja a ter armas nucleares.
Uma das coisas que os EUA ensinaram ao mundo nos últimos vinte anos é que quem não tem armas de destruição em massa corre o sério risco de ser atacado por quem as tem, enquanto que quem de fato as tem fica mais seguro: Iraque e Afeganistão foram destruídos, mas falta “coragem” para atacar Coreia do Norte, Rússia e China.
Além da consideração de que do ponto de vista defensivo é uma boa estratégia para o Irã possuir armas nucleares, é necessário ressaltar que qualquer país do mundo que se declare independente e soberano tem o direito de desenvolver e possuir esse tipo de armamento se algum outro país o tiver, ainda mais se esse país é declaradamente hostil, como os EUA e seu pitbull no Oriente Médio.
Nos meses anteriores à invasão ilegal do Iraque pelos EUA e Reino Unido em 2003, foi feita uma tentativa por parte da Organização para Proibição de Armas Químicas das Nações Unidas (OPAQ), chefiada então pelo brasileiro José Maurício Bustani, de trazer o Iraque para a OPAQ, e de propor vistorias dos laboratórios e fábricas químicas em solo norte-americano. Tudo isso foi encerrado, depois de forte pressão norte-americana, com a demissão de Bustani e a destruição do Iraque.

Isso demonstra que não se deve confiar na ONU para nada, incluindo questões de segurança internacional. Se um país quer se defender adequadamente, deve se preparar, e o Irã tem todo o direito de ter armamento nuclear. Aliás, seria imprudente não ter…

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