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Republicanos avançam

Trump e inflação em ascensão: o que esperar das eleições nos EUA?

A crise econômica, provocado pela política neoliberal, levou a uma ampla rejeição do governo Biden e fortalecimento do trumpismo.

Biden vs Trump

O ‘fantasma’ de Trump ainda assombra o governo Biden – Montagem – DCO

O imperialismo, com antecedência de dois anos, está preocupado com a corrida presidencial em 2024 nos EUA. E não é para menos: nas eleições de meio de mandato (midterm elections), no final deste ano, tudo indica que os republicanos devem conquistar a maioria no Congresso. Os deputados são eleitos naquele país para um mandato de dois anos, por isso essas eleições sempre coincidem com a metade do mandato presidencial. O resultado acaba sendo uma espécie de termômetro da gestão que estiver em curso.

O mandato de senador é de seis anos e com a maioria no Senado, que se renova em 1/3 a cada dois anos, Biden não precisa se preocupar, isso já perdeu no ano passado. A preocupação da burguesia é que, dominando as cadeiras no Congresso, os republicanos tenham o poder de contestar a reeleição de Biden, caso isso aconteça.

Existe o perigo real de o atual presidente não se reeleger? Sim, pois sua popularidade é enorme. No início de março deste ano, a rejeição de Biden era de 54,4% dos americanos, superando sua aprovação de 40,6%. Péssima notícia para quem tem pouco mais de um ano de governo. Em janeiro de 2021, os números eram outros: sua aprovação eram em torno de 57% contra uma rejeição de 32%, mas bastou um ano de gestão para que a inversão ocorresse a inversão.

Fatores que influenciam a queda

Vários fatores influem no humor do cidadão americano. A retirada catastrófica do Afeganistão é um deles. Podem falar o que quiserem, mas é notório que os EUA saíram correndo da Ásia Central. Foram vinte anos de ocupação, com custos altíssimos para, no final, toda a imprensa reproduzir cenas que só foram vistas no Vietnã, na retirada de Saigon em 1975.

O exército mais poderoso do mundo sair correndo de um bando de pessoas com pouquíssimos recursos é muito humilhante, e o governo pegou a pecha de ser fraco. Simultaneamente, a derrota abriu espaço para China e Rússia tomarem conta de uma região importantíssima estrategicamente: o Afeganistão faz fronteira simultaneamente com Irã e China, podendo servir de rota comercial entre os dois países, tudo o que imperialismo não quer, por isso este vem investindo em um golpe Estado no Paquistão e tentando desestabilizar e separar a região de Xinjiang dos chineses.

A pandemia é um outro fator de crise. Os EUA resolvem tudo no cinema, mas na vida real a coisa é bastante diferente. O número de infecções diárias supera 86 mil e já contam mais de um milhão de mortes, oficialmente, desde o início da pandemia. Esse é um flanco para críticas e os chineses têm explorado essa fraqueza. Os americanos querem firmar parcerias com outros países para, dentre outras coisas, combater a COVID, e a China diz que o país não demonstrou competência na área. Matéria publicada no Global Times, por exemplo, dá conta de que nos EUA existem 200 mil crianças órfãs em virtude pandemia, número que poderia ser bem menor, houvesse um combate efetivo à doença.

A inflação nos EUA atingiu 8,3% em abril, o maior índice desde 1981. Os números são puxados para cima com a alta dos custos de energia e alimentos, mas atinge também habitação. A inflação deverá fazer o Banco Central a elevar a taxa de juros, o que provocará uma fuga de dólares de outros países para os Estados Unidos, provocando desvalorização das moedas locais em relação à moeda americana, desequilíbrios e crises. A inflação tem disparado no mundo todo.

Os EUA têm mais de seis milhões de desempregados e isso tem provocado uma enorme pressão social. É preciso lembrar que a remuneração tem caído e muitas pessoas precisam ter mais de um emprego para poderem pagar aluguel e demais contas.

Crise na Ucrânia

Em meio a isso tudo, o governo americano investe contra a Rússia. Conforme já havíamos alertado e por isso fomos acusados de sermos trumpistas, nem de longe Biden poderia ser considerado um “mal menor”, mas sim um representante do capital financeiro e da guerra.

Mal se sentou na cadeira de presidente e Biden já bombardeou a Somália. As provocações contra a China têm escalado gradualmente, mas o cenário de crise se estabeleceu com força no Leste da Europa. Após terem provocado uma revolução colorida na Ucrânia e colocado no poder um presidente fantoche, Volodimir Zelensky, começaram a forçar a entrada do país na OTAN, o que Moscou não poderia aceitar por razões de sobrevivência.

Após um período longo de tentativas de negociações fadadas ao fracasso, Vladimir Putin resolveu dar sua cartada e iniciou uma operação militar na Ucrância que liquidou as forças armadas do país vizinho. Libertou a região do Donbass varrendo os nazistas, caminhou para o sul tomando Mariupol e Kherson fechando a saída para o Mar de Azov. No momento está às portas de Odessa e ao concluir a operação a Ucrânia ficará sem saída também para o Mar Negro.

Diante desse quadro, vendo que uma vitória contra os russos no momento é praticamente impossível, o imperialismo está apostando em uma guerra de desgaste, quer envolver a Rússia em conflitos militares intermináveis e com isso estrangular sua economia. O problema é que Biden aprovou um orçamento para ‘ajuda’ militar à Ucrânia de US$ 40 bilhões. O eleitor americano, que está passando por enormes dificuldades, está vendo o Estado gastar montanhas de dinheiro em uma guerra que, no fundo, não lhes interessa, estão mais preocupados com os próprios problemas.

Trump e o ‘antibelicismo’

Se nos recordarmos, Trump tinha um discurso contra as guerras; ou, pelo menos, achava que havia guerras demais. Sua intenção era desviar parte do orçamento na economia doméstica, repatriar indústrias para os EUA e gerar empregos. Isso gerou a ira do grande capital que tratou de perseguí-lo em uma intensa campanha midiática. Seu governo esteve sob risco de impeachment desde o começo.

Apesar da perseguição da grande imprensa, o eleitor elegeu Trump e, apesar de este ter sido um governo muito reacionário e se apoiado na extrema-direita, aumentou sua base eleitoral mesmo tendo sido derrotado por Biden.

Donald Trump já havia alertado que haveria fraude nas eleições dos EUA, e ninguém duvida que tenha havido (nem seria a primeira vez). Agora, que pode os republicanos podem fazer a maioria no Congresso, a grande imprensa é que já começa uma campanha de que isso pode ocorrer nas próximas presidenciais.

A crise está instalada, há uma briga entre setores poderosos do imperialismo americano. O que está mais ligado ao setor armamentista e setor financeiro está no poder. A população, cada vez mais esmagada pelo neoliberalismo está sendo atraída para a política de Trump, mas a verdade é que este tem muito pouco a oferecer e podemos esperar períodos de grande mobilização popular.

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