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O truque do espantalho

Trump, a desculpa para o imperialismo impor uma ditadura nos EUA

O imperialismo está usando Trump como desculpa para impor uma ditadura ainda mais feroz contra a população americana, que se revolta contra a crise econômica.

WASHINGTON, DC - MARCH 27:  U.S. President Donald Trump listens while meeting with women small business owners in the Roosevelt Room of the White House on March 27, 2017 in Washington, D.C.  Investors on Monday further unwound trades initiated in November resting on the idea that the election of Trump and a Republican Congress meant smooth passage of an agenda that featured business-friendly tax cuts and regulatory changes. (Photo by  Andrew Harrer-Pool/Getty Images)

Trump – Reprodução

Na manhã dessa segunda-feira, 8 de agosto, o ex-presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu um comunicado em que denunciava que agentes do FBI invadiram sua residência em uma operação surpresa. A operação, que se iniciou logo pela manhã, durou o dia inteiro. Não ficou claro qual teria sido o motivo da invasão nem o FBI emitiu uma justificativa oficial. Vasculharam de cima a baixo a casa chegando até mesmo a arrombarem seu cofre.

Estão sendo utilizados lá também procedimentos que foram usados contra ex-presidentes aqui do lado de baixo do continente. Tal evento é algo inédito na história do imperialismo americano, como o próprio Trump afirmou em seu comunicado. A operação do FBI contra o ex-presidente vem se somar aos vários outros indícios de que a crise dentro do imperialismo está se intensificando. Se tal coisa pode ser feita até mesmo contra alguém que, além de bilionário, ocupou a cadeira de presidente da nação, imaginemos ao que está sujeito a população do país. Trump pode ser um direitista e neoliberal ferrenho, mas o que está acontecendo contra ele evidencia que o imperialismo está disposto a tudo para proteger seus interesses.

Nesse momento está cada vez mais claro que uma ditadura está gradualmente avançando sobre a população dos EUA e estão usando Trump como desculpa.  Tal coisa visa conter a revolta popular que vem se avolumando no país com a crise econômica. Crise essa que se agravou com a política beligerante e ultra neoliberal do “democrático” e identitário governo Biden.

Sob o pretexto de estarem combatendo a corrupção, o fascismo e os fascistas, como dizem ser o ex-presidente Trump, dão mais poder ao Judiciário e à polícia para ações cada vez mais truculentas. Isso enquanto pelo mundo o que os EUA tem feito é justamente patrocinar os grupos fascistas e os golpes de estado como fizeram na Ucrânia.

Ações como essa do poder governamental e imperialista dos EUA contra Trump vimos acontecer também contra Lula, contra Cristina Kirchner e Raphael Correa. Usam todos os meios, mesmo ilegais e arbitrários, para afastar do jogo eleitoral quem consideram como ameaça aos seus negócios. E os órgãos da justiça e as forças policiais são as principais ferramentas. Tais instituições, a história já nos mostrou, estão sempre ao lado da burguesia contra o povo e atuam até mesmo contra os seus próprios integrantes, como o ex-presidente norte-americano.

O pior é que boa parte da esquerda acredita mesmo que ações arbitrárias da espécie estão combatendo o fascismo. Acontecimentos dessa natureza, estes sim, são uma expressão de um estado fascista. Trump, apesar do seu discurso de extrema direita, não instaurou o fascismo no país. Nem promoveu guerras e golpes de estado em outros países durante o seu mandato. Quem está fazendo isso é o “democrático” Biden, aquele que foi apresentado como o “mal menor” na última eleição norte-americana.

Da mesma forma, aqui no Brasil, o “vale-tudo” contra Bolsonaro é tido como uma luta contra o fascismo. E a esquerda mergulha de cabeça nesse discurso que o imperialismo nos impõem aqui também a fim de manter o país mais importante da América Latina sob controle nas eleições. A esquerda parece não notar que o modus operandi do imperialismo se repete. Agora usam o disfarce do combate ao fascismo usando meios ditatoriais, o que poderá instaurar, isso sim, um estado verdadeiramente fascista. E o imperialismo sabe que precisa tomar tais medidas a fim de conter o povo e seus representantes, os quais não lhe interessa ver no poder.

A esquerda que ainda pode ser chamada de esquerda e que não está comprometida com o imperialismo precisa urgentemente olhar a situação do momento com olhos mais críticos. Ou, de outra forma, poderemos acordar em uma bela manhã com o fascismo real nos batendo a porta. O tamanho da crise que o imperialismo e o sistema capitalista enfrenta nesse período está fazendo com que a burguesia adote uma política cada vez mais autoritária. Os indícios estão cada vez mais claros.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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