Política imperialista

Biden, o pior inimigo dos imigrantes

Seguindo a política de seus antecessores, Biden se prova mais uma vez aquilo que aparentava ser: um agente da burguesia imperialista

biden

Joe Biden – Foto: Reprodução

Redação do DCO

Para a esquerda pequeno-burguesa, a eleição de Joe Biden foi como uma espécie de sonho realizado: o grande herói da democracia salvou os Estados Unidos do terror trumpista, levando o país novamente para seus anos de glória — mas a ocasião não foi bem assim.

Desde sua aparição, o Partido da Causa Operária (PCO) vem avisando por diversos meios dos perigos de Joe Biden. O democrata já havia se mostrado um verdadeiro representante da burguesia norte-americana que, usando de pesadas doses de demagogia, sobretudo com a questão identitária, tentou disfarçar o caráter imperialista de suas ações.

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Assim como subiu ao poder “chutando a porta” — Biden mal assumiu o cargo e já fez questão de bombardear a Somália e, após alguns dias, a Síria —, Biden continua a repressão característica do imperialismo norte-americano, a qual é tão bem conhecida pelos países oprimidos, contrariando tudo o que ele supostamente defende, ou, em suma, seguindo a política da burguesia.

Em mais uma de suas cartadas que, apesar de surpreenderem setores da esquerda pequeno-burguesa, são quase previsíveis para olhos mais atentos à realidade, Biden demonstra em qual lado está e, em vez de seguir em sua demagogia, continua exatamente (ou até de forma piorada) a política de Donald Trump, seu antecessor.

O chamado Título 42 é parte do Código Sanitário americano e permite que o governo norte-americano proíba a entrada de pessoas no país caso o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) afirme a existência de “um sério perigo de uma nova doença ser introduzida”. Essa medida foi herdada do governo Trump e inicialmente tinha oposição do atual governo. Entretanto, Biden mudou de posição e busca manter a medida em vigor. Sua máscara cai e a política imperialista de Biden fica cada vez mais exposta, revelando algo muito pior do que Donald Trump.

Segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), apenas em junho de 2021 foram registrados, em números oficiais, 188 mil imigrantes detidos na fronteira entre EUA e México, sendo este o maior número desde o ano 2000. Ilustrando um pouco melhor a situação, em junho de 2021 foram 6.563 brasileiros detidos na fronteira — em junho de 2020 esse número era de 61 pessoas.

Esse é apenas um dos exemplos da situação dos EUA. É importante lembrar que Biden manteve os campos de concentração para crianças no Texas, onde imigrantes menores de idade se amontoam praticamente em gaiolas esperando uma decisão do governo sobre seu destino. Essas crianças foram separadas de suas famílias ou encontradas sozinhas na fronteira e, apesar da pandemia (motivo que Biden usa para justificar o mantimento do Título 42), vivem presas em locais fechados e são constantemente monitoradas.

É a política de um representante da burguesia imperialista. Essa é apenas a prova dos nove do que Biden é capaz — o governo de Obama, do qual Biden era vice-presidente, em seus oito anos de mandato deportou cerca de 2,7 milhões de pessoas. Além disso, a política de enjaular crianças começou nessa época. Obama foi o presidente que mais deportou imigrantes na história dos EUA.

Assim como Obama, Biden contou com uma intensa campanha imperialista e demagógica, apelando para questões identitárias e tentando formular uma imagem de progressista. Mais uma vez, sua máscara (que é praticamente transparente) cai com tudo, revelando um servente da burguesia que nada tem de “mal menor”.

Biden continua a política de seus antecessores com toda sua força, passando por cima de qualquer mínima oposição e de toda população estadunidense. Enquanto bombardeia um país pobre com uma mão, o democrata massacra imigrantes com a outra, fazendo jus a quem o colocou no governo e cumprindo seu papel de assolador do povo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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