AUKUS

EUA, Austrália e Reino Unido firmam acordo contra a China

Política externa segue em crise após fracasso no Afeganistão

CHICAGO, IL - NOVEMBER 01:  Former vice president  Joe Biden speaks to the Chicago Council on Global Affairs on November 1, 2017 in Chicago, Illinois.  Biden addressed the consequences of U.S. disengagement from world leadership at the event.  (Photo by Scott Olson/Getty Images)

Joe Biden – Foto: Reprodução

Os Estados Unidos desafiaram a China e anunciaram uma nova parceria com a Austrália e o Reino Unido para reforçar as capacidades navais no Pacífico diante da crescente influência da China na região, equipando a nova frota australiana com submarinos nucleares. A aliança foi batizada de AUKUS.

Hugh White, professor na Universidade Nacional Australiana e antigo funcionário da defesa australiana disse : “É uma decisão de aprofundar e consolidar o nosso alinhamento estratégico com os Estados Unidos contra a China”, declarando com todas as letras a disputa pelo pacífico ao sul da China. Se o plano se tornar uma realidade presente,  a Austrália provavelmente poderá realizar patrulhas de rotina em áreas do mar do sul da China, região que Pequim reivindica como sua zona exclusiva, e que se estenderão até o Taiwan.

O comunicado anunciado pelo presidente americano, Joe Biden, na noite de quarta-feira, 15, numa videoconferência que contou ainda com os primeiros-ministros australiano, Scott Morrison, e britânico, Boris Johnson. Da mesma forma, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, disse nesta quinta-feira, 16, que o acordo irá “prejudicar seriamente a paz e a estabilidade regionais, exacerbar uma corrida armamentista e dificultar os acordos internacionais de não-proliferação nuclear”, informou o Global Times, um jornal chinês controlado pelo Partido Comunista, completando ainda : Esta é uma conduta totalmente irresponsável”,

“Os submarinos de ataque são um grande negócio, e enviam uma grande mensagem”, disse Vipin Narang, um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que estuda o uso de armas nucleares e sistemas de lançamento entre as grandes potências. “Isto seria difícil de imaginar a cinco anos atrás, e teria sido impossível a 10 anos atrás. E isso diz muito sobre o comportamento da China na região”.

Já preparando o terreno da crise instaurada, a vice-presidente norte-americano Kamala Harris, acusou Pequim de “ações que (…) ameaçam a ordem internacional baseada em regras”, em particular suas reivindicações agressivas no mar do sul da China, onde as disputas territoriais entre o país e seus vizinhos têm sido frequentes nos últimos anos.

Grave ainda é a escancarada declaração de Hugh White, professor na Universidade Nacional Australiana e antigo funcionário da defesa australiana. “É uma decisão de aprofundar e consolidar o nosso alinhamento estratégico com os Estados Unidos contra a China”, onde acrescenta: “Isto aprofunda ainda mais a sensação de que temos uma nova Guerra Fria na Ásia e que a Austrália aposta que, nessa nova Guerra Fria, os Estados Unidos vão sair vitoriosos”.

Outra menção tensa foi o resultado do posicionamento da OTAN frente ao desenvolvimento armamentista chinês  o que foi prontamente rebatido novamente por Zhao: “Os EUA estão doentes e, de fato, muito, muito doentes. É melhor que o G7 meça o seu pulso e prescreva alguma medicação”, disse nesta terça-feira o porta-voz da Chancelaria, Zhao Lijian, em seu primeiro briefing à imprensa desde o encontro de ambos os grupos que reúnem os EUA e seus aliados.

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