40.000 trabalhadores

Crise: Reino Unido vê maior greve ferroviária em 30 anos

Enquanto Boris ataca a mobilização dos trabalhadores, a categoria promete trazer uma nova onda de paralisações e greves no Reino Unido

Empty platforms at King's Cross station, in London, Tuesday, June 21, 2022. Britain's biggest rail strike in decades went ahead Tuesday after last-minute talks between a union and train companies failed to reach a settlement over pay and job security. Up to 40,000 cleaners, signalers, maintenance workers and station staff are due to walk out for three days this week, on Tuesday, Thursday and Saturday. (AP Photo/Alberto Pezzali)

Ao redor de todo o mundo, o movimento operário dá sinais de ascensão frente à crise imperialista – Foto: Reprodução

O Reino Unido amanheceu, nesta quarta-feira (21), com mais de 40.000 trabalhadores ferroviários em greve. Em Londres, capital da Inglaterra, quase todas as linhas deixaram de funcionar no centro da cidade. Dentre as reivindicações dos trabalhadores estão, principalmente, o aumento salarial e a melhoria das condições de trabalho.

A paralisação, que ocorreu depois de dezoito meses de negociações entre os principais sindicatos do Reino Unido e a empresa que gerencia a rede ferroviária, promete durar inicialmente três dias (quarta-feira, quinta-feira e sábado) e já é a maior greve do setor ferroviário que aconteceu nos últimos trinta anos.

Em reação à movimentação dos trabalhadores, o Primeiro-Ministro do Reino Unido e linha de frente do imperialismo, Boris Johnson, atacou a paralisação, afirmando que atrapalhará as empresas que tentam se recuperar após terem aumentado seus gastos no período pandêmico. 

Em seu discurso, o líder do Partido Conservador disse que as greves “estão afastando os passageiros que apoiam os empregos dos trabalhadores ferroviários, ao mesmo tempo em que impactam empresas e comunidades em todo o país”.

O claro posicionamento de Boris Johnson, contrário aos trabalhadores, se apresenta transvestido de preocupação com os passageiros, como se estes também não fossem trabalhadores insatisfeitos com suas condições de trabalho em um sistema decadente. De acordo com os próprios sindicatos ferroviários, essa greve marca o começo de um “verão de paralisações e descontentamentos”, podendo envolver de ferroviários a professores, médicos, advogados e trabalhadores de coleta de lixo em todo o país.

O Reino Unido se tornar o berço de greves e outras mobilizações populares sinaliza de forma evidente o tamanho da crise do imperialismo. Como vimos no Donbass, os operários promoveram uma verdadeira revolução contra os nazistas, resistindo por anos ao golpe promovido na Ucrânia pelo imperialismo e resultando na maior derrota recente da OTAN, UE e EUA, sendo que os sindicatos agiram como se fossem quartéis para os revolucionários de Lugansk. O caso do Donbass ilustra o ressurgimento das organizações pelo mundo; seja na Europa ou na América Latina.

A greve dos ferroviários no Reino Unido acontece de forma simultânea à intensificação das bravatas imperialistas contra os russos, à medida que o novo chefe militar britânico defendeu “derrotar a Rússia em combate”. Quanto maior a crise, mais agressivas e desesperadas serão as medidas tomadas pelas potências imperialistas. A imprensa burguesa defender as reformas neoliberais no Brasil justificando serem “um remédio amargo, mas necessário” e uso de civis como escudo pelos nazistas e mercenários da Ucrânia são duas faces da mesma moeda: a crise desenfreada enfrentada pelo imperialismo.

Em uma analogia feita pelo companheiro Rui Costa Pimenta, o capitalismo age como um automóvel fabricado há quarenta anos. Ainda funciona, mas quebra o tempo inteiro, dando cada vez mais prejuízo em todos os aspectos e não apresenta nenhuma perspectiva de futuro. Uma sociedade sem classes é não só viável, como inevitável, e o avanço das greves promovidas pelos sindicatos no Reino Unido com a promessa de um verão repleto de paralisações demonstra a importância do movimento operário e escancara, ainda mais, as crises e dificuldades crescentes encontradas pelo imperialismo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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