Esquerda imperialista

Boric nomeia homem de Piñera para a economia

O identitarismo é uma política demagoga que busca encobrir os interesses do imperialismo

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Boric é um artifício do imperialismo para acabar com a mobilização popular no Chile – Foto: Reprodução

O novo presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, explorando a política identitária, nomeou mulheres para maior parte dos ministérios, serão 14 de um total de 24 pastas. Evidentemente que isso provocou um verdadeiro frenesi nas lideranças da esquerda pequeno-burguesa, principalmente do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, que é dominado pelo imperialismo. Mas isso não é nenhuma novidade, muito pelo contrário, vimos a mesma excitação na eleição de Joe Biden nos Estados Unidos, que depois de um mês na presidência, bombardeou a Somália que é um país africano. Isso demonstra que essa política em última instância se trata de uma isca para a esquerda defender os interesses do imperialismo. 

Em 2020, na disputa entre o presidente atual dos Estados Unidos e o candidato derrotado, Donald Trump, além da histeria provocada pela suposta luta contra o fascismo, outro aspecto dominou a esquerda naquele momento, o identitarismo. A escolha de Kamala Harris, uma de mulher negra, para compor como vice na chapa presidenciável causou grande agitação na esquerda, nem mesmo quando Dilma Rousseff era cabeça na chapa que concorreu à presidência no Brasil viu-se tamanha euforia da esquerda, muito pelo contrário, partidos como PSOL e PCB buscaram combater seu governo. 

Naquele momento, a esquerda orientada por uma política totalmente equivocada defendeu o que há de pior na política mundial, o governo Biden, representante legítimo dos interesses da burguesia imperialista, promoveu ataques contra os direitos da população de seu país com a lei “antiterrorista” nacional, bombardeou países oprimidos e busca desestabilizar o regime operário em Cuba. A esquerda sequer tinha conhecimento sobre o histórico de Harris, uma militante pelo endurecimento do sistema prisional que finalmente atinge a população negra. Escatologia maior foi a propaganda da imprensa burguesa na indicação de um negro para Secretaria da Defesa, Lloyd Austin havia sido comandante em guerras contra países do Oriente Médio como Iraque. 

O mesmo acontece agora com a eleição de Boric no Chile que acenou publicamente para o presidente Biden, ex-vice presidente no governo identitário de Barak Obama e responsável por diversos golpes na América Latina e no mundo incluso no Brasil, demonstrando assim seu alinhamento político com o imperialismo. Distante da realidade, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, comemorou as nomeações de mulheres e exaltou “Nenhum Liberal”. 

Mas entre tantas mulheres, o presidente do Chile nomeou Mario Marcel para o Ministério das Finanças por indicação do PS – Partido Socialista do Chile, sob a justificativa de ser um nome para dissipar as incertezas e acalmar o “mercado”. A imprensa golpista, O Globo, fez frisar que a nomeação fez o dólar cair ao nível mais baixo nos últimos dois meses como se tivesse algum significado frente a destruição das condições de vida da população chilena. A alegação para esta indicação demonstra o caráter absurdamente direitista deste partido, Marcel é membro do Conselho do Banco Central desde 2015 e presidente desde 2016, tendo sido nomeado para um novo mandato pelo presidente, Sebastián Piñera. A manutenção de Marcel por Boric aponta para continuidade da destruição neoliberal, uma vez que as mobilizações massivas no Chile foram resultado justamente do desastre da política econômica e tinha como uma das reivindicações centrais o fim do atual governo. 

O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, tem denunciando a política de “Frente Ampla” com golpistas cujo PSOL tem sido vanguarda sob a direção de Guilherme Boulos, o queridinho da imprensa burguesa. Esta é mesma política que Boric encampou no Chile, levando para o governo uma série de partidos direitistas conforme O Globo confirma. A nova esquerda denunciada pelo presidente do PCO atua em favor dos interesses do imperialismo, isto se confirma através da nomeação de Antonia Urrejola Nogueira para o Ministério das Relações Exteriores, a qual é ligada a instituição imperialista OEA – Organização dos Estados Americanos e inimiga dos governos nacionalistas de Cuba e da Venezuela.  

 A demagogia identitária defendida pela nova esquerda ou esquerda imperialista deve ser combatida de maneira intransigente. Tal política não representa de nenhuma forma os interesses destes setores (mulheres, dos negros, indígenas e LGBTs), muito pelo contrário, serve somente para confundir a luta geral dos oprimidos em favor dos interesses do imperialismo. Lutar contra o imperialismo é única forma de colocar fim à destruição dos direitos e das condições de vida que é imposta sobre população de todos os países atrasados.

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