46% das urnas apuradas

Xiomara Castro tem 53,5% dos votos até agora em Honduras

Com mais da metade dos votos e pode levar esquerda de volta ao poder

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Esquerda vira o jogo – Reprodução 247

 247 – Com 46% das urnas apuradas, Honduras pode eleger a candidata de esquerda Xiomara Castro presidente do país, após eleições que ocorreram neste domingo (28). Ela é esposa do presidente Manuel Zelaya, afastado do poder em 2009 após um golpe de Estado.

Na apuração Xiomara, que é membro do partido Liberdade e Refundação (Libre), encontra-se com 53,5% dos votos. Já Nasry Asfura, do partido Nacional e prefeito de Tegucigalpa, a capital do país, encontra-se em segundo lugar, com 33,9% dos votos. 

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A população de Honduras escolheu neste domingo (28) seu próximo presidente, 28 deputados ao Congresso Nacional, 298 prefeitos e 20 deputados ao Parlamento Centro-Americano. O pleito, todavia, tem sua legitimidade questionada por organizações de direitos humanos e pela oposição por conta de violações de direitos humanos e dúvidas sobre a lisura do processo, informa reportagem do Brasil de Fato. 

Em 2017, o atual presidente Juan Orlando Hernández conseguiu sua reeleição. O resultado, contudo, é questionado pela oposição, que afirma ter ocorrido uma fraude. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu nota criticando o “uso excessivo da força” contra manifestantes que tomaram as ruas em protesto contra o resultado do pleito. A repressão contra essas manifestações deixou ao menos 22 mortos.

Após a saída de Zelaya, o país passou por processos de privatizações promovidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em setores como água, energia, mineração e saúde.

Honduras tem cerca de 9,5 milhões de habitantes e faz fronteira com Guatemala, El Salvador e Nicarágua. A agricultura é o setor mais importante da economia de Honduras, com destaque para o cultivo de café, banana e azeite de dendê.

De acordo com pesquisa da Universidade Nacional, 73% da população do país está abaixo da linha da pobreza, 52% da população está na pobreza extrema, 72% da população está na economia informal e o número de pessoas que migram para fora do país disparou.

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