Ingerência imperialista

Maduro dá exemplo de soberania nacional ao expulsar agente da UE

Após União Europeia atacar a Venezuela e suas instituições com várias sanções, Venezuela expulsa soberanamente a embaixadora do bloco europeu.

This photo released by Venezuelan presidential press office is seen President Nicolas Maduro during a rally in Caracas on September 1, 2016.
Venezuela's opposition and government head into a crucial test of strength Thursday with massive marches for and against a referendum to recall President Nicolas Maduro that have raised fears of a violent confrontation. / AFP PHOTO / Marcelo_Garcia

Nicolás Maduro, 57º Presidente da Venezuela, defende a soberania do país desde 2013. – Foto: Reprodução.

Nesta semana, a Venezuela declarou a embaixadora da União Europeia, Isabel Brilhante Pedrosa, “persona non grata”, com um prazo de 72 horas para ela deixar o país sul-americano. A lição de soberania nacional praticada por Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, se dar após a União Europeia anunciar várias sanções contra 19 autoridades venezuelanas, um claro ataque ao país e alinhamento com o imperialismo americano, que vem tentando derrubar Maduro e se apossar das riquezas naturais da Venezuela.
Jorge Arreaza, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, entregou pessoalmente à embaixadora a carta de sua expulsão. Arreaza foi quem informou à imprensa, após reunião na sede do Itamaraty, em Caracas, essa legítima reação Venezuela contra a União Europeia, a qual, segundo o ministro, já vem com 55 sanções contra o país. “ Fazemo- lo porque as circunstâncias o exigem”, disse o ministro.
A União Europeia atacou a Venezuela quando inseriu, cinicamente, em reunião do seu Conselho, 19 funcionários venezuelanos na lista de pessoas sujeitas a restrições, devido aos seus ataques à democracia, ao Estado de Direito da Venezuela e a violações aos direitos humanos. A União Europeia duvidou ainda das eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela, considerando-as pouco “críveis, inclusivas ou transparentes”. Nessas eleições para o Parlamento, o chavismo venceu legitimamente ao eleger 256 deputados, num total de 277.
A União Europeia, em suas sanções, atacou também autoridades do poder eleitoral, do Supremo Tribunal de Justiça e das Forças Armadas Bolivarianas. Em resposta a esses ataques, Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte da Venezuela, rejeitou as sanções e disse que a União Europeia “se colocou fora do Direito Internacional, reconhecido pelas nações civilizadas, por tentar direcionar e avaliar o desempenho de “Funcionários venezuelanos.”

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou o repúdio às medidas coercitivas da União Europeia e também considerou a embaixadora como persona non grata. A deputada Ilenia Medina, que apresentou a proposta de repúdio, disse que

“a ação da União Europeia neste momento responde a uma visão filosófica monárquica e desrespeitosa das nações livres do mundo”.

Para o ministro Jorge Arreaza, é inaceitável essas medidas da União Europeia. Nicolás Maduro foi até diplomático demais com os europeus quando estes o ignoraram e deram reconhecimento ao deputado golpista e bajulador do imperialismo Juan Guaidó. Segundo Arreaza, “(…)o Presidente (Nicolás) Maduro foi generoso ao permitir que os chefes de missão e missões, incluindo os da União Europeia, permanecessem na Venezuela, quando em fevereiro de 2019 o ignoraram”.
Essa ação intrometida dos europeus, sim, foi de encontro ao Estado de direito e democracia do país, um ataque à soberania venezuelana.
O ministro Arreaza criticou ainda o fato de a União Europeia querer ser o centro do mundo, mas na verdade é a velha Europa que cometeu vários crimes, desencadeou várias guerras, conflitos e genocídios na América e na África.
Depois da reação soberana do governo Maduro, Arreaza desafiou a União Europeia para refletir sobre suas arbitrariedades e “reconstruir as pontes de entendimento e diálogo”.
Enfim, diante de tanta arrogância da União Europeia, que sonha em recrudescer seu imperialismo, o governo Nicolás Maduro, dando aula de soberania, foi até muito diplomático ao convidar o bloco para refletir e restabelecer um diálogo. Certamente mais à frente a Venezuela verá que a saída para os povos oprimidos no mundo é continuar se organizando militarmente, educar seu povo e resistir a todo tipo de invasão e interferências.
É preciso continuar desmascarando todos os sabujos do imperialismo americano e europeu na América Latina: o deputado sabujo Juan Gauidó, que sempre procura desestabilizar o governo e seguidas vezes saiu derrotado; o golpista Jair Bolsonaro, que também está a serviço do imperialismo para golpear a Venezuela, como fez ao apoiar o fiasco da invasão da embaixada da Venezuela no Brasil; e toda a cúpula da União Europeia e o governo americano, os quais querem derrubar um governo legítimo e soberano como o de Maduro, a fim de oprimir sua população e roubar seu petróleo.

A América Latina está sob constante ataque imperialista, sobretudo agora em tempos de profunda crise capitalista e sanitária. As forças opressoras da América Latina lutarão para privatizar as riquezas do continente, como já estão fazendo no Brasil, exigindo que se respeite toda a cartilha neoliberal, as quais colocarão o povo para pagar a conta da crise, deixando-o sem saúde, sem educação, sem emprego e de cabeça baixa.
Nicolás Maduro, que vem resistindo há várias tentativas de golpe, tem bastante apoio popular e soube, ao assumir o poder, conter os reacionários das Forças Armadas e educá-los para defender a soberania do país, cujo juiz é a população, não o imperialismo europeu e americano.
A expulsão da Embaixadora da União Europeia é um acerto de Nicolás Maduro e do povo venezuelano.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.