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Entrevista exclusiva

Cônsul de Cuba explica o que está acontecendo na ilha

"Não há nada em Cuba que não seja ou esteja afetado pelo bloqueio" comenta Cônsul cubano, após tentativa de golpe, com protestos fictícios, financiados pelos EUA

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Pedro Mozón, Cônsul cubano em São Paulo – Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (13) em entrevista exclusiva para o programa Conexão América Latina, da Causa Operária TV (COTV),  o Cônsul de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón, explica a situação em Cuba após grande repercussão distorcida e manipulada da imprensa imperialista em torno de protestos manipulados e orquestrados pelo governo norte-americano, que aconteceram no último domingo (11) contra o governo de Diaz-Canel e a revolução. A clara tentativa de golpe à ilha caribenha foi rapidamente sufocada pela população, que saiu às ruas cubanas para defender o regime revolucionário.  

“A revolução tem profundas raízes no povo cubano e vai continuar” – Monzón.

A princípio, Monzón chama a atenção para que as pessoas se preparem para uma chuva forte de informações falsas sobre o regime e a situação do povo cubano. É claro que tudo que acontece em Cuba é destaque na imprensa venal, ainda mais se tiver algum ponto onde se pode atacar o governo e a revolução. De acordo com o Cônsul os “protestos espontâneos” – como os meios de comunicação ligados ao imperialismo classificam – não foram nada mais que pequenos grupos de pessoas, insuflados pelas redes sociais claramente financiados por agências norte americanas, que tentaram provocar e desestabilizar o governo de Diaz-Canel.

“O povo cubano é revolucionário e anti-imperialista, a população pensa assim” – Monzón

O meio utilizado por esses setores direitistas são sempre os mesmos. Como na tentativa de invasão da Venezuela no ano passado, são campanhas na internet fora da realidade local, tetando emplacar de que a população estaria pedindo socorro, ou estariam desesperados contra seus governos. Essa manipulação deságuam em ações de supostas “ajudas humanitárias” e a partir daí a tentativa de invadir o país. Em Cuba, por exemplo, em poucas horas criaram a tag #SOSCUBA, e por ali a disseminação de notícias falsas sobre o que está acontecendo na ilha caribenha, circulou sem parar. De acordo com Monzón, essa hastag está sendo investigada, mas afirma que esse tipo de atividade “corresponde aos manuais da CIA”.

A imprensa golpista aposta claramente na desinformação e mentiras sobre as pequenas “manifestações”. Há uma série de denúncias fraudulentas de que os protestos são legítimos e apoiado pela população nas manchetes dos jornais venais em todo mundo, o que não é verdade. Horas depois que essas pessoas em locais isolados fizeram seus teatros – todos ao mesmo tempo. O presidente de Cuba Miguel Diaz-Canel, foi aos canais de TV e rádio públicos convocar a população do país caribenho, a sair às ruas para defender a revolução, o que foi prontamente atendido. Em pouco tempo praticamente todas as cidades cubanas tinham verdadeiras manifestações, legitimas em defesa do governo e da revolução. Inclusive Diaz-Canel, esteve pessoalmente em uma cidade onde esses falsos protestos aconteceram para conversar com a população do local. 

Para reforçar que se trata de uma manobra do governo dos Estados Unidos contra Cuba, a Casa Branca, soltou nota um dia após os “protestos” dizendo ao governo cubano – que o presidente “maravilhoso” o grande “democrata” Joe Biden chama de “ditadura” – deveria escutar as manifestações fictícias, e se colocou ao lado desses párias traidores da revolução se solidarizando e declarando apoio aos insurgentes, que os EUA mesmo financia. Monzón deixa claro que a ofensiva e as provocações ao povo cubano parte diretamente do imperialismo, e define as declarações de Biden como “hipócritas, enquanto são eles que estão gerando os conflitos em Cuba”.

Cuba sofre imensa dificuldade para conseguir insumos básicos de alimentação, saúde, construção e etc. Isso se dá por conta do embargo econômico que a ilha sofre dos Estados Unidos desde 1962, por não aceitar ser um país submisso, ou como dizem, um “quintal dos americanos”. Pois antes da revolução de 1959, os americanos tratavam a população da ilha como lixos, roubavam as riquezas, literalmente saqueavam o país, estupravam as mulheres e tudo mais de pior que se possa imaginar. Atualmente tem acontecido apagões em Cuba, segundo o Cônsul cubano no Brasil, o bloqueio econômico dificulta de forma intensa a compra de maquinários ou mesmo peças e ferramentas para que a população não fique sem energia.

“Não há nada em Cuba que não seja ou esteja afetado pelo bloqueio” – Monzón

Monzón explica, e o que caracterizamos como crime hediondo em tempos de pandemia, um verdadeiro genocídio contra os cubanos, é a não suspensão do bloqueio econômico. De acordo com o Cônsul, respiradores pulmonares, insumos para produção e aplicação de medicamentos, entres outras coisas que poderiam estar ajudando a salvar vidas na ilha, são literalmente barrados e impedidos de chegar ao país pelo bloqueio. Cuba não pode fazer negócios para compra desses itens, inclusive com países terceiros. Apesar de receber doações de outros países, como seringa por exemplo, o presidente cubano afirma que o país não precisaria disso caso fosse suspenso o embargo americano. “Não precismos de “ajuda humanitária, precisamos que suspendam o bloqueio” afirmou Diaz-Canal em rede nacional na segunda-feira (12).

Sobre os manifestantes fajutos, Monzón fala que não passam de “gente de baixo nível intelectual e cultural, escória, traidores e não são legítimos”. Segundo o Cônsul cubano, eles literalmente apoiam o bloqueio econômico americano contra o povo cubano, recebem dinheiro de agências dos Estados Unidos para ficarem provocando e tentando conflitos para destabilizar o governo. “Não tem interesse no povo cubano, tem apenas interesses individuais (financeiros) contra a revolução cubana”. 

Outra questão que intriga, mas não espanta, pois parte dos órgãos de comunicação mais reacionários do imperialismo, são informações de que essas “manifestações” de supostos insurgentes contra o regime teriam sido reprimidas. O que não passa de um monte de mentira. Durante sua fala na entrevista, Monzón, assegura categoricamente que isso não existe em Cuba. E que não existem jatos d´água, nem bomba de gás lacrimogêneo e nem bala de borracha. “A população cubana não conhecem o que são blindados e só viram repressão policial através de canais de televisão hollywoodianos”.

É possível notar que a tentativa de desestabilização do governo cubano, aparece logo após 184 países rejeitarem e votar contra o embargo econômico sofrido por Cuba pelos EUA desde 1962 em assembleia na ONU – Organização das Nações Unidas – no final do mês passado. Apenas dois países votaram a favor do bloqueio, EUA e Israel. Essa é 29ª vez em que a maioria dos países vota contra o embargo econômico. A guerra contra Cuba não apenas econômica e politica é também cultural. Os EUA impendem esportistas cubanos de participarem de jogos e campeonatos internacionais, dificultam e até mesmo proíbem visitas de familiares amigos, tanto de pessoas que estão em Cuba como os que estão nos EUA e querem voltar para a ilha caribenha.

“O bloqueio em qualquer lugar do mundo havia derrotado o regime de um país. Mas Cuba subsiste, e resiste, porque a revolução tem o apoio do povo”. Conclui Pedro Monzón.

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