Estado operário

As mulheres em Cuba

Somente com a revolução as mulheres poderão ter a possibilidade de se emancipar

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Mulheres cubanas estão na vanguarda da sociedade caribenha – Foto: Reprodução

(*) Márcia Choueri, correspondente da COTV em Havana

Não, o machismo não acabou em Cuba. E, sim, existe feminismo em Cuba. Daqui a pouco volto a estas afirmações.

Antes, quero dar um panorama objetivo da situação da mulher na Ilha.

Começo por alguns números interessantes: as mulheres cubanas são 44% da força de trabalho do país, e 49% da força de trabalho estatal. Que elas predominem no emprego estatal é comum, já que aí estão os professores e pessoal de saúde. O mais importante é que as mulheres são 66% dos trabalhadores técnicos qualificados e ocupam 58% das matrículas universitárias. Isso, numa população que se distribui bastante equitativamente entre homens e mulheres.

As mulheres também predominam (53%) num setor importante da economia cubana, que é o da Ciência, Tecnologia e Inovação e, no final de 2019, elas compunham 68% dos cientistas.

Sua participação em órgãos de poder também vem crescendo. Na atual legislatura, elas são 53% da Assembleia Nacional. Entretanto os homens ainda predominam nos órgãos executivos (cerca de 70%), embora a evolução no tempo mostre um crescimento da participação feminina.

Mas o mais importante é que, em Cuba, a luta pela igualdade de direitos, oportunidades e possibilidades entre homens e mulheres é uma política de Estado, com a participação das organizações sociais, especialmente a FMC – Federação das Mulheres Cubanas.

Por isso, acaba de ser aprovado o Programa Nacional para o Avanço das Mulheres, cujo princípio geral é promover essa igualdade. Justamente por reconhecer que o machismo ainda não foi erradicado, o programa viabilizará uma extensa gama de ações educativas em todos os níveis de ensino e para promover o debate nas famílias, comunidades e através dos meios de comunicação e organizações de massa.

E aí é que entra a grande diferença entre Cuba e a maior parte dos países latino-americanos: o Programa não vai ficar no papel, ele já é resultado de uma política de Estado. Vai se concretizar nas escolas, nas grades curriculares, materiais didáticos e em projetos transversais, mas também – muito importante! – nos meios de comunicação, que aqui têm uma função social (e não comercial). Ou seja, vai ter programa de televisão (já tem, chama-se Rompendo o Silêncio), mesa-redonda, telenovela, entrevistas com especialistas…

Pra fechar, volto às afirmações do início… O machismo não acabou, além das diferenças sociais que ainda subsistem, ele está muito presente nas relações interpessoais e na cultura familiar. Muitas mulheres têm dupla jornada, muitas meninas são educadas para serem bonitinhas e submissas. Cultura de um povo não se muda por decreto, precisa de ação e tempo. Esse programa vem justamente para incrementar as ações de conscientização e mudança.

Existe feminismo em Cuba, um feminismo revolucionário, que sabe que há muito por fazer, mas que reconhece que as conquistas só foram possíveis graças à mudança do sistema socioeconômico realizada pela Revolução e as suas consequências.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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