A qualidade do médico que se forma em Cuba é inquestionável

HAVANA - DECEMBER 04:  Jamar Williams (C) from Brooklyn, New York looks through a microscope during a class while attending the Latin American School of Medical Sciences December 4, 2006 in Havana, Cuba. Students study at the LASMS campus for the first two years, and then go to another of Cuba's 22 medical schools, which are connected to hospitals and policlinics. The Cuban medical training model combines theory and practice and is oriented toward primary care, community medicine and hands-on internships. LASMS currently has more than 8,000 students enrolled from 24 countries in Latin America, the Caribbean, Africa, and the United States.  (Photo by Joe Raedle/Getty Images)

Redação do DCO

Por Yeilén Delgado Calvo, no Granma:

«As mulheres e homens que estudam Medicina em Cuba não o fazem, como é usual no resto do mundo, focalizados em curar doenças, mas sim em preservar a saúde da pessoa, a família, a comunidade e até do meio ambiente; e por isso onde quer que eles chegarem, ganham o respeito das pessoas, devido ao seu humanismo».

Assim foi enfatizado pelo doutor Jorge González Pérez, diretor nacional de Docência do Ministério da Saúde Pública (Minsap), durante a primeira emissão do programa especial Mais do que Médicos, da televisão cubana, transmitido na noite da quarta-feira, 21 de novembro.

O reconhecido especialista acrescentou que o impacto das missões médicas no exterior é devido, precisamente, a essa visão diferente do atendimento que tem como centro a prevenção e não ancorado no hospitalar; que permite descobrir problemas mais gerais dos locais, como, por exemplo, que seja a qualidade da água a que esteja afetando os habitantes.

González Pérez lembrou que essa perspectiva responde à concepção de Fidel sobre a Medicina; a mesma que garantiu a existência de uma rede de universidades acessíveis aos jovens de toda a geografia nacional, com o mesmo programa de ensino, iguais exames finais e rigor.

TRADIÇÃO DE QUASE TRÊS SÉCULOS

«Os estudantes aqui obtêm durante seis anos, além da preparação teórica, uma forte ligação prática», explicou nesse espaço televisivo, o doutor Luis Alberto Pichs García, reitor da Universidade das Ciências Médicas de Havana.

O trabalho em condições reais desde o início da carreira é para o doutor Pichs uma garantia, sobre a base de 290 anos de tradição de ensino médico. «Todo o Sistema Nacional de Saúde é um âmbito de formação. Somente na capital estão associados ao trabalho educativo 54 hospitais, 82 policlínicas, 17 centros de pesquisas e todas as unidades do atendimento primário; e há mais de 12.600 estudantes», comentou o reitor.

Disse também que o aumento da matrícula está relacionado com o desenvolvimento dos centros de estudo – não um só como existia ao triunfo da Revolução – mas ainda que todos tenham o direito e a oportunidade de optar por Medicina, solo 70% daqueles que aspira consegue ficar. Devem aprovar os exames de ingresso, e os territórios estabelecem sua demanda de recursos humanos. E depois requer de muito sacrifício manter-se. A maioria solicita a carreira como sua primeira e segunda opção.

Que se faz no mundo e não em Cuba, é uma pergunta que, referiu o doutor González Pérez, fazem frequentemente no Minsap, para garantir os altos padrões da saúde doméstica. De tal forma, nos últimos anos foram introduzidas 44 tecnologias que antes deviam ser utilizadas no exterior, como algumas associadas a padecimentos cardiovasculares ou ao procedimento de fecundação in vitro; e são convocados os melhores peritos internacionais para capacitar o pessoal quando resulta necessário.

Esse modo de agir, onde se combinam pesquisa e sacrifício, em um cenário de cruento bloqueio econômico, tal e como descreveu o perito, constitui outro dos pilares pelos que Cuba tem médicos do primeiro mundo vestidos de sensibilidade.

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