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07/07/1839

John Davison Rockefeller e os monopólios que controlam o mundo

A história da formação do imperialismo não nos deixa dúvidas quanto ao seu caráter traiçoeiro.

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Rockefeller é considerado, até hoje, o homem mais rico do mundo. – Foto: Reprodução.

Há exatos 182 anos, nasceu quem se tornaria um dos homens mais poderosos de todos os tempos e, consequentemente, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento acelerado do imperialismo norte-americano no século XIX: John Davison Rockefeller. Em decorrência de sua fortuna, é raro encontrarmos alguém que não o conheça. Entretanto, poucos sabem como Rockefeller enriqueceu e, acima de tudo, o poder que tem até os dias de hoje.

Após a Guerra Civil, a atividade econômica mais lucrativa de todas era a extração e o refinamento do petróleo. Iniciou-se uma corrida global pelo chamado “ouro preto”, principalmente por ser utilizado em quase todas as áreas, desde a indústria até o transporte. Com isso, Rockefeller fundou a Standard Oil Company, mais uma companhia de extração de petróleo que logo mostraria seu diferencial.

Ao chegar ao patamar de competição com demais companhias de petróleo, Rockefeller iniciou uma suja campanha que visava o controle do monopólio do petróleo nos Estados Unidos e, consequentemente, no mundo. Para tal, fez um acordo secreto com o transporte ferroviário, pagando menos pelo transporte de suas mercadorias e boicotando a carga de seus concorrentes, algo – diga-se de passagem – tímido frente ao que faria mais tarde.

Depois disso, Rockefeller começou a boicotar as empresas de petróleo de seus concorrentes. Por meio de acordos secretos tanto com o setor ferroviário quanto com seus adversários, pressionou demais companhias a desistirem do ramo. Finalmente, comprou-as por preço de banana em leilão, culminando na absorção de 22 dos 26 de seus principais concorrentes.

Com todas essas manobras, Rockefeller garantiu total controle da indústria de petróleo mundial, tornando-se, por conseguinte, o homem mais rico do mundo. A título de comparação, em 1937, sua fortuna foi avaliada em US $1,4 bilhão, o que, ajustando à inflação, equivale a US $25,2 bilhões de dólares atuais. Ademais, quando comparado ao PIB dos Estados Unidos da época, Rockefeller é considerado o homem mais rico da história, uma vez que possuía 1,96% do valor total do Produto Interno Bruto do país.

Mais tarde, em 1911, houve uma tentativa fajuta por parte do governo dos Estados Unidos de dissolver o monopólio de Rockefeller. A Standard Oil Company foi obrigada a desmembrar-se em outras empresas. Atualmente, estas empresas são conhecidas como Exxon, Saudi Aramco, BP, Continental Oil, Chevron, Mobil, entre outras. O que prova o caráter ensaiado desta reversão do monopólio de Rockefeller, já que estas empresas fazem parte, atualmente, do conglomerado imperialista de monopólios que dominam o mundo. 

Até os dias de hoje, a família Rockefeller possui uma das maiores fortunas de todos os tempos. Continuaram as atividades traiçoeiras do fundador da Standard Oil Company visando aumentar, cada vez mais, suas riquezas. Chegaram, por exemplo, a comercializar com o nazismo alemão na época da segunda guerra.

O fato é que vivemos sob a sombra do imperialismo, e uma das principais características deste sistema decadente são os monopólios, algo que estabeleceu-se com a ajuda da família Rockefeller. Nesse sentido, estes monopólios, por possuírem boa parte do capital existente, são responsáveis por controlar a economia mundial e, consequentemente, Estados nacionais. É desta forma que o imperialismo garante sua hegemonia global e, como vimos, está disposto a realizar qualquer tipo de atrocidade necessária para assegurar os interesses destas famílias, mesmo às custas da morte de centenas de milhares de trabalhadores ao redor de todo o mundo.

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