01/09/1939

A invasão da Polônia e a confiança de Stálin em Hitler

Posteriormente, Hitler invadiria a própria União Soviética

Pacto Molotov-Ribbentrop – Foto: Reprodução

Redação do DCO

Neste 1º de setembro, completam-se 82 anos da Invasão da Polônia por parte da Alemanha Nazista. O episódio é o marco para o início da Segunda Guerra Mundial e também registra as consequências desastrosas do colaboracionismo de Stálin, então governante da União Soviética, com o imperialismo.

A invasão alemã à Polônia se deu apenas uma semana após a assinatura, em 23 de agosto de 1939, do Tratado de Não Agressão entre a Alemanha e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pelos então ministros dos Negócios Estrangeiros Joachim von Ribbentrop (Alemnha) e Viatcheslav Molotov (URSS), motivo pelo qual o acordo também é chamado de Pacto Molotov–Ribbentrop.

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Para Stálin, cuja inteligência não era seu forte, tanto que tentou aliar-se com o imperialismo norte-americano, francês e inglês no inicio dos anos 30, sem sucesso, o acordo com Hitler seria o próximo passo. Sendo que os stalinistas, quando estavam em sua política de terceiro período, nada fizeram contra a ascensão do nazismo ao poder.

Para a burocracia soviética, comandada por Stálin, o acordo com os nazistas representaria uma grande vitória pessoal, com ares de genialidade. A realidade, no entanto demonstrou o quanto Stálin era um era um equivocado nas suas posições políticas.

O acordo serviu majoritariamente para a Alemanha reforçar rapidamente sua política armamentista e expansionista, que culminou finalmente com os nazistas invadindo a Polônia numa clara intenção de ganhar mais terreno em direção à própria URSS.

Para evitar que Hitler avançasse ainda mais e ficasse às portas de casa os soviéticos também tiveram de invadir a Polônia, o que seu deu em 17 de Setembro de 1939. Dentro do acordo de não agressão, o tratado incluía ainda a pretensão de divisão dos territórios da Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia e Romênia, em esferas de influência alemãs e soviéticas, antecipando uma “reorganização territorial e política” destes países.

Esse episódio foi extremamente negativo pra URSS, uma vez que o povo polonês passou a alimentar uma antipatia pela Rússia Soviética por ter ocupado seu país à força, assim como os nazistas, estigma que perdura até os dias de hoje.

Posteriormente, e de forma inevitável, com a Polônia já neutralizada, pouco depois a Alemanha conseguiu a força militar necessária para finalmente invadir a URSS no episódio conhecido como Operação Barbarossa ocorrido em 22 de junho de 1941, quando do ataque às posições soviéticas na Polônia ocupada.

Inicialmente nenhum país imperialista ajudou Stálin e a URSS. A maior liderança soviética numa demonstração de cegueira política inaceitável inclusive não acreditava que Hitler faria de fato isso, mesmo quando os nazistas já estavam às portas de Moscou.

Foi necessária então uma ação decidida dos oficiais do Exército Vermelho e de todo o povo soviético, para impedir que o primeiro Estado Operário do mundo tivesse sido destruído menos de 25 anos depois da Revolução de Outubro de 1917.

O custo humano e político desta capitulação stalinista são hoje de conhecimento de todos. Foram mais de 23 milhões de soviéticos mortos durante toda a Segunda Guerra Mundial e a própria União Soviética já não existe mais. Eis o legado da burocracia stalinista para a luta proletária internacional.

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