Invasão imperialista

30 anos do genocídio da OTAN na Bósnia

Imperialismo faz demagogia com o conflito na Ucrânia e procura esconder seus próprios crimes

Ratko Mladic - O açougueiro da Bósnia condenado por atrocidades (1)

Ratko Mladicv – o açougueiro da Bósnia – Foto: Reprodução

A Bósnia fazia parte da República Federal da Iugoslávia, juntamente com Eslovênia, Croácia, Montenegro e Macedônia. Com a morte do Marechal Tito e o fim da URSS, os EUA não admitiam que ela pudesse ficar aliada do governo da Rússia.

A Sérvia era a maior em território e população e força política na região, e a Bósnia Herzegovina a segunda maior. Para que a situação fosse encaminhada de acordo com  os interesses norte-americanos, trataram de criar conflitos entre essas maiores potências.

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A tática foi criar uma falsa acusação de que a Sérvia estava atacando a população de origem albanesa no território do Kosovo, que fazia parte da Sérvia. Os EUA, no governo de Bill Clinton, alegaram que isso era inadmissível, que um governo atacasse outras etnias dentro de seu próprio território. Isso eles não iriam admitir. 

Então, chamaram os sérvios para a mesa de negociação e fizeram uma série de exigências humilhantes para eles. Apesar disso, em desvantagem militar e econômica para enfrentar a maior potência militar do planeta, aceitaram os termos. Ao fazer isso, os EUA fizeram outras exigências igualmente inaceitáveis, tendo, obviamente, como resposta um sim. Nada disso adiantou, novas exigências eram acrescidas às anteriores. Essa negociação farsesca foi noticiada em matéria do jornal Le Monde à época.

Com a evidente falta de acordo, os EUA, com as negociações conduzidas por nada menos que a Madeleine Albright, secretária de estado do governo, a OTAN bombardeou criminosamente a Sérvia, onde os alvos não eram as bases militares, mas a população civil. O bombardeio destruiu várias cidades, inclusive a capital, Belgrado, e promoveram a separação do Kosovo da Sérvia, que passou a ser uma espécie de protetorado dos EUA.

Isso desencadeou uma crise política, social, religiosa e de segurança na região, que acabou no envolvimento de outras nações, como a própria Bósnia. A maioria dos bósnios, croatas, políticos ocidentais e organizações de direitos humanos defenderam a causa da guerra como guerra de agressão, contrariando outros que afirmavam que se tratava de guerra civil. 

A interferência do imperialismo norte-americano deixa claro que se tratou de guerra de agressão aos direitos de autonomia dos povos. Afinal, era um problema interno da Sérvia. Sem contar que os supostos ataques contra os albaneses do Kosovo foram, mais tarde, provados como mentirosos, falsos, e tinham o objetivo de manter separadas as nações que se tornaram independentes com o fim da URSS.

Bombardeios em áreas residenciais pela Otan

A guerra teve origem em 1991 com os movimentos separatistas da Eslovênia e Croácia. Os sérvios tinham como objetivo manter no mesmo país todos os sérvios espalhados pelos outros países da antiga Iugoslávia.

Os ataques da Otan em 1995, na Sérvia, mudaram o resultado dos conflitos e a Sérvia acabou assinando o armistício, no Acordo de Dayton em Paris, na França, em 14 de dezembro de 1995.

Essa interferência dos EUA na guerra da Bósnia guarda similaridades com a ação militar que a Rússia desencadeou contra a Ucrânia, que na verdade é contra a política dos EUA, através da OTAN, que usa a Ucrânia como bucha de canhão para atingir os objetivos norte-americanos, de dominação de todas as nações, política e economicamente.

Trincheira na Bósnia

No caso da Bósnia, a OTAN jogou bombas em todas as cidades da Sérvia sob o pretexto de alegados ataques dos Sérvios contra populações albanesas. No caso da Rússia, por outro lado, haviam ataques factuais desde 2014 pela Ucrânia contra Donetsk e Lugansk no Donbass. Essa população é de origem e nacionalidade russa.

Resultado dos ataques da Otan

Como Putin não aceitou esses ataques contra seu próprio povo, usou de ação militar para libertá-los das bombas genocidas da Ucrânia, que esteve agindo a mando da OTAN, dos EUA e de seus aliados imperialistas. E por essa ação da Rússia, Putin e os russos estão sendo condenados pela imprensa imperialista como sendo genocidas, e sofrendo uma série de bloqueios econômicos que farão vítimas a população russa, não o governo russo. 

Refugiados depois dos ataques às residências

O plano do imperialismo é de deixar as nações de joelhos diante dele, para que possa se apropriar das riquezas como petróleo, gás, matérias-primas e alimentos que são produzidos nessas nações. Como a Rússia tem armamentos sofisticados e bomba nuclear, não sendo páreo para a OTAN enfrentar, fazem propaganda mentirosa contra a Rússia, tentando fazer a opinião popular ficar contra os russos e, assim, a favor do imperialismo. 

O alvo da Otan não eram alvos militares, mas a população civil

Ao que tudo indica, não estão tendo sucesso. A popularidade e aprovação da ação do Putin na Ucrânia está tendo quase total aprovação da maioria da população mundial, o que deixa a OTAN, os EUA, a Inglaterra e seus aliados em uma situação bastante difícil. Com isso o mundo fica na iminência de acontecer uma 3ª guerra mundial com consequências imprevisíveis para a humanidade. Ainda mais pelo fato de que o imperialismo está em completa fase de aniquilação, passando por uma crise sem precedentes. O momento exige ampla mobilização das bases trabalhistas do planeta inteiro.

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