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Análise no DCM

Rui: “‘democráticos’ votaram contra pequena reforma democrática

PSOL, PDT, Rede, Cidadania e PSB, tidos como partidos "democráticos" pela esquerda frente-amplista, votaram majoritariamente contra maior controle dos procuradores golpistas do MP.

Análise Política no Café da Manhã no DCM – Toda sexta-feira às 9h30 no canal do DCM no Youtube.

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Nesta sexta-feira (22/10/2021), Leandro Fortes entrevistou o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta como ocorre toda sexta-feira às 9h30. Abaixo, um resumo dos principais assuntos discutidos. O programa pode ser visto na íntegra no endereço https://www.youtube.com/watch?v=GAOOI2K5yFQ.

A análise começou com o assunto da PEC 5/2021 que previa mudanças na composição do Conselho Nacional do Ministério Público, aumentando um pouco o controle do órgão pelo parlamento.

A direita bolsonarista propôs exercer um controle maior sobre os procuradores adicionando três pessoas que seriam indicadas pelo Congresso. Para Rui, a votação dizia respeito a um aspecto central da situação política dos últimos anos e parte da esquerda, incluindo o PSOL, votou contra essa mudança de viés democrático. 

Na esteira da Lava Jato, “um dos maiores escândalos judiciais que o Brasil já teve até hoje”, que levou ao golpe de estado de 2016, à prisão do Lula e à fraude da eleição de 2018, surgiu “uma proposta bem modesta, bem simplesinha, bem pouco radical em relação ao problema dos procuradores, mas uma proposta que se dirigia a enfrentar um problema gravíssimo que é o golpe de Estado, o controle do Judiciário brasileiro pelo imperialismo. Veio à tona o fato de que esse judiciário da Lava Jato estava controlado pela CIA, mancomunado  com o Departamento de Estado e o FBI. Uma coisa de uma gravidade extraordinária que diz respeito ao golpe, diz respeito a questões democráticas e, inclusive, à soberania nacional”, analisou Rui.

Diante da enormidade do que aconteceu, seria necessária uma reforma muito mais profunda, “mas colocaram essa daí e o correto seria votar a favor porque, se bem seja pouco, é alguma coisa”. “Um conjunto de partidos votou contra esse pequeno controle dos procuradores. Procuradores esses que estão enlouquecidos e fizeram coisa contra o país inacreditáveis, entre eles o PSOL, mas não só. Votou majoritariamente o PDT, o PSB, o PSOL, a Rede, o Cidadania, os partidos que o pessoal costuma colocar como democráticos votaram todos contra uma coisa que era uma pequena reforma democrática”.

Essa votação mostra um alinhamento desses partidos, incluindo o PSOL, com o imperialismo, em nome da suposta luta contra a corrupção. “Não sei como o pessoal leva à sério isso daí como desculpa”. Essa votação é “praticamente um novo golpe de estado. Porquê o que significa a ‘autonomia’ dessa gente? Significa que eles estarão atuando à serviço do capital financeiro e do capital internacional. Não existe independência de órgãos do estado. Isso é uma ficção”.

“O PSOL apoiou a Lava Jato, agora já deu tempo de perceber o erro. Isso é uma ameaça ao sistema político nacional (o que houve no Congresso). É uma ameaça clara, direta e incontornável, na minha opinião”.

Leandro questionou se essa votação contra a PEC não seria uma tentativa do PSOL se desvincular do PT se transformando num partido anti-petista de esquerda.

Para Rui essa seria a intenção imediata dessa votação. “Porque, contra quem que esse Ministério Público vai agir de maneira decisiva? Contra o PT. Não há dúvida nenhuma disso. Mas eu não sei o que seria o ‘jogo sujo do petismo’ que o Juliano Medeiros [presidente do PSOL] está falando. Não sei, mas é muito significativo. Nós continuamos no processo de golpe de estado e a esquerda deveria se posicionar francamente contra o golpe de estado, [que é] dirigido contra o PT do ponto de vista mais imediato. Contra toda a esquerda que não seja uma esquerda pró-imperialista também, mas imediatamente contra o PT. É bem evidente que o PSOL está se alinhando naquele time que vai fazer, aí sim, um jogo sujíssimo na eleição contra o Lula. Porquê como que vão ganhar a eleição do Lula sem jogo sujo? É impossível nessa altura dos acontecimentos. O PT já foi vítima do jogo sujo quando estava no governo, derrubaram o governo, o Lula foi vítima disso daí, foi preso. A eleição de 2018 foi fraudada por esse pessoal. Eu acho que o PDT já deixou claro que está completamente embarcado na campanha golpista com discurso pseudo-esquerdista que é esse discurso de que o Lula é neoliberal e o Ciro Gomes seria nacional-desenvolvimentista. Aí vale o famoso dito: ‘quem não te conhece que te compre’. Não dá para o Ciro Gomes que é super-neoliberal aparecer agora como desenvolvimentista. É uma farsa total, ele é um farsante político”, analisou Rui.

Rui comparou a situação política atual com a dos anos 40 traçando um paralelo do PT com o PTB de Getúlio Vargas e João Goulart: “A burguesia associada com o capital estrangeiro não queria saber do Getúlio Vargas de jeito nenhum, nem de qualquer pessoa liga a ele, João Goulart também não. O anti-varguismo daquela época que se disfarçava de uma posição democrática era na realidade uma política pró-imperialista, a favor do capital estrangeiro. Levaram Vargas ao suicídio em 1954 e depois derrubaram o governo João Goulart em 64 e o que essa esquerda, o PSOL, está fazendo, é repetir esse panorama. E não é estranho que isso se repita, porque na época o que seria o PSOL? O PSOL estaria entre o velho PSB e a Democracia Cristã que eram os partidos moralistas. Atacavam o Getúlio Vargas, por um lado pela ditadura anterior, e segundo pela corrupção. O golpe de 54 foi dado em nome da corrupção, o famoso “mar de lama”, não era o Getúlio envolvido diretamente, mas o irmão dele estava envolvido em coisas de corrupção. Usaram isto para derrubar um governo que era nacionalista. Eu acho que nós estamos vendo a repetição do mesmo filme agora”.

Quanto à recente ação do STF de decretar a prisão do bolsonarista Allan dos Santos por espalhar notícias falsas e atacar as instituições, Rui opinou: “Esse crime que o STF usa de ‘incitação ao crime’ é fictício do ponto de vista da doutrina jurídica geral. Incitação ao crime, primeiro é uma coisa muito vaga. Quando é que você está incitando o crime ao falar alguma coisa? A arbitrariedade do conceito de incitação pode levar a uma supressão total do direito da pessoa de expressar porque, por exemplo, se você é contrário a uma determinada lei que existe no país ou a um determinado homem público e você critica agressivamente, porque não vai ser interpretado como ‘incitação ao crime’? Não pode ser. Eu acho que é um crime fictício, isso é característica de um regime autoritário. O pessoal da esquerda apoio tudo que é contra o Bolsonaro sem pensar no conteúdo da coisa. Não pode se fazer isso daí. Até porque o tiro vai sair pela culatra”.

Sobre o voto impresso, Rui lembrou o posicionamento do partido diante da questão das urnas eletrônicas e comentou a recente recusa do governador de São Paulo, João Doria, em usar urnas eletrônicas nas eleições prévias do PSDB: “Muita gente aqui vem polemizar, em alguns programas o pessoal falou ‘ele é infiltrado’ e tal. Mas tem que prestar atenção no andar da carruagem, porque eu falei aqui que o negócio do voto impresso o Bolsonaro não estava errado, pelo contrário, a urna eletrônica é um perigo. E veja o que aconteceu, ninguém dá a mão à palmatória depois, mas na convenção do PSDB, que foi quem mais foi contra o voto impresso, o que aconteceu? Quando falaram para o Doria que a votação das prévias do PSDB iria ser por urna eletrônica ele falou ‘de jeito nenhum’. Para os trouxas do País tudo bem, mas ele, Doria, que defendeu a urna eletrônica, não quer a urna eletrônica para ele”.

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