Menu da Rede

Putin:Ações da Europa no setor de energia é “suicídio econômico”

  • Capa
  • Política
  • Rui Costa Pimenta detona Olavo de Carvalho: “oportunista”

Quem defende o povo?

Rui Costa Pimenta detona Olavo de Carvalho: “oportunista”

"Guru" dos bolsonaristas, escritor faleceu na madrugada desta terça-feira (25)

Presidente do PCO polemiza com ideológico da extrema-direita – Foto: Reprodução

Receba o DCO no Email

Leia coluna do companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, de março de 2021, polemizando com as posições de Olavo de Carvalho, “filósofo” de extrema-direita morto na madrugada desta terça-feira (25).

A esquerda, a direita e os direitos democráticos

O expoente intelectual da extrema-direita brasileira, Olavo de Carvalho, publicou recentemente um artigo no qual afirma que seria esta corrente política a grande defensora natural das liberdades democráticas.

A afirmação é tão extraordinária que é necessário discuti-la.

A contradição das palavras com a realidade é flagrante uma vez que a extrema-direita defende a ditadura militar de 1964 até os dias de hoje.

O que então serve de base para a ousada alegação?

O imperialismo dito democrático, após a derrota da Alemanha na II guerra lançou-se à reconquista das posições imperiais perdidas durante a guerra em nome da democracia. Em nome da democracia estabeleceram mais regimes fascistas e ditaduras do que Hitler ou Mussolini jamais sonharam. O próprio golpe militar brasileiro foi realizado em nome da democracia. A democracia somada a um anticomunismo rasteiro tornou-se uma cobertura para uma política fascista.

O ideólogo direitista, em seu artigo, afirma que a defesa que o PCO faz das liberdades democráticas é uma defesa de conveniência. A fundamentação para esta afirmação é a de que o PCO sendo  um partido comunista seria contra a democracia. Nosso Partido seria oportunista ao defender a democracia, porque no fundo queremos transformar o Brasil em uma espécie de Gulag stalinista.

A verdade é o exato oposto. A defesa que os revolucionários marxistas fazem das liberdades democráticas não é uma política de ocasião. 

A democracia burguesa na época imperialista abriu falência e deu lugar ao fascismo. Na situação absolutamente excepcional criada após a II Guerra Mundial, a democracia retorna, já agora como uma expressão de uma política contrarrevolucionária do imperialismo tanto contra a classe operária quanto contra a luta anti-imperialista e anticolonial. O golpe de 1964 foi uma operação contrarrevolucionária contra o nacionalismo burguês de um país atrasado, ou seja, contra um governo apoiado, ainda que limitadamente, na democracia popular.

Quando a burguesia defendia a democracia contra o absolutismo, ela era revolucionária e buscava se apoiar sobre as amplas massas populares. O absolutismo, com sua sociedade política, ou seja, onde as posições sociais são um fato jurídico e parte do regime político, colocava-se como um obstáculo ao desenvolvimento capitalista. Quando há uma lei que diz que certas pessoas, unicamente pelo seu nascimento, têm privilégios que não podem ser alterados, isso impede até mesmo o funcionamento do próprio mercado. Isso quer dizer que a burguesia era uma partidária da democracia burguesa: sim, enquanto servisse à sua luta contra a aristocracia. Uma vez no poder, a burguesia busca limitar a democracia, criando efetivamente o que conhecemos como democracia burguesa.

Na sociedade moderna, imperialista, a burguesia abandonou a democracia, que se tornou uma casca vazia. A democracia que a burguesia defende é, em grande medida, uma  fachada. Assim, a luta pelos direitos democráticos corresponde não à luta da burguesia, mas da classe trabalhadora – a única classe social que é capaz de, efetivamente, defender os direitos democráticos.

Se a sociedade fosse realmente democrática, se a voz da maioria se impusesse – se o Estado não fosse dominado por uma gigantesca burocracia, se as eleições não fossem, em grande medida, uma farsa, etc. -, a classe operária poderia tomar o poder até mesmo pela via pacífica. Porque ela expressa o desejo de libertação da maioria da população.

As reivindicações da democracia  burguesa como os direitos de pensamento, de expressão, de associação, de manifestação etc. e outras coisas ainda mais significativas como a independência das nações, a reforma agrária etc. passaram definitiva e irrevogavelmente às mãos do povo explorado e oprimido e, em primeiro lugar, às mão das classe operária mundial. A defesa dos interesses de todos os oprimidos (mulheres, negros etc.) também subordinou-se exclusivamente à luta pelo poder político da classe operária e, portanto, à luta pelo socialismo.

O regime de democracia burguesa enquanto tal é uma coisa do passado. O socialismo oferecerá outro tipo de organização política, mais ampla, social e mais livre do que qualquer coisa que a burguesia possa ter realizado em seus melhores momentos.

Nesse sentido, quando um partido operário revolucionário levanta a questão das reivindicações democráticas, elas correspondem à própria natureza da classe que ele representa.

Quando se fala em regime democrático, quando se fala em defesa da democracia, na verdade isso significa a defesa do regime atual, que é antidemocrático. Por isso falamos em defesa das liberdades democráticas, não de um regime. Os direitos e as liberdades democráticas correspondem perfeitamente ao movimento de todos os explorados e oprimidos, dos quais a classe operária é o setor fundamental.

Ao contrário do que pensa o autor da crítica, aqui não há nenhum oportunismo, nenhuma política de conveniência da parte do PCO. Na verdade, o oportunismo vem justamente da política que ele representa. A extrema-direita que é a favor de uma ditadura. Os bolsonaristas falam o tempo todo de ditadura. Nesse caso, a democracia é apenas um disfarce ideológico.

O marxismo, por sua vez, não tem absolutamente nada a ver com o esmagamento do povo, como pensam aqueles que confundem o stalinismo com o socialismo. O comunismo não é uma máquina de opressão, isso é o stalinismo. E stalinismo não é marxismo. Não é sequer uma representação da classe operária. Para os marxistas, o objetivo é a libertação do ser humano, não a criação de um regime de campos de concentração, de perseguição de pessoas por pensarem diferente. A luta pelas reivindicações democráticas é uma das alavancas para a revolução social. 

O stalinismo conseguiu a proeza de confundir a cabeça de muitas pessoas. A política revolucionária seria, na realidade, uma política de opressão, de gente cruel e inescrupulosa – isso não tem nada a ver com a política revolucionária.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores

DCO

O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Outros

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.