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Golpe na praça

Quem “fiscaliza” e “garante” a “idoneidade” da urna são a PF e MP

Beatificado pela esquerda pequeno-burguesa, o sistema eletrônico de votação não é levado a sério por ninguém

Urna Eletrônica – Foto: Reprodução

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As urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de 2022 já se encontram, desde o dia 4 de outubro, disponíveis para inspeção. No entanto, segundo informações do jornal golpista Folha de S.Paulo, nenhum partido político apareceu no espaço reservado para analisar o código fonte da urna, “assim como os demais órgãos autorizados a auditar o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.

O que chama ainda mais a atenção é que o período aberto para a inspeção das urnas foi propositalmente antecipado pelo TSE. Antes, o código fonte era aberto apenas seis meses antes das eleições; agora, o código estará disponível aberto um ano antes. Tudo, como a própria Folha de S.Paulo deixa claro, como parte de uma jogada da Corte contra Bolsonaro, que passou meses contestando o sistema eleitoral.

O que os fatos apontam, no entanto, não é que a urna eletrônica seja idônea. Muito pelo contrário: há um acordo entre todos os partidos e agentes do regime para manter esse podre e fraudulento sistema que, por uma incrível “coincidência”, sempre favorece os inimigos do povo. E é por causa desse acordo que o TSE se sentiu à vontade para antecipar o período de inspeção.

Entenda o acordo

Um dos setores do regime que poderiam aproveitar o período para contestar a urna eletrônica é, obviamente, o bolsonarismo. Os apoiadores do presidente ilegítimo saíram às ruas em um das maiores manifestações de direita que o País viu nas últimas décadas para pedir o voto impresso e, agora, não exigem a inspeção da urna eletrônica. Por quê? Ora, porque Bolsonaro sabe que, na urna eletrônica, ele não pode pôr a mão. Tudo o que ele queria era demonstrar sua força para pressionar a burguesia contra a tentativa de fraudar as eleições em seu prejuízo.

No último período, em que a opção da “terceira via” parece cada vez mais inviável e que a burguesia cedeu na implementação do Auxílio Brasil, Bolsonaro entrou em um acordo em relação à urna eletrônica:

“Passamos a acreditar no voto eletrônico. Assunto encerrado”.

Uma vez que o acordo foi feito, e que Bolsonaro nunca foi a favor de ir até as últimas consequências no enfrentamento com o TSE, seus apoiadores não estão lhe pressionando para inspecionar as urnas.

Os partidos da direita, por sua vez, nem fazem menção em inspecionar as urnas. E o motivo é óbvio: se Bolsonaro, que dirige um movimento de massas, não é capaz de enfrentar o TSE, por que um partido puramente fisiológico como o PPS ou o PP teria condições de contestar o sistema eleitoral? Mesmo sendo vítimas de fraude — afinal, fraude e corrupção são o método tradicional da política burguesa —, o que poderiam fazer? Melhor não denunciar nada do que comprar uma briga que não terão como vencer.

O caso das prévias do PSDB só demonstra esse fato. Doria, quando queria se opor a Bolsonaro por motivos eleitorais, mostrou-se grande defensor da urna eletrônica. No entanto, dentro do próprio partido, quando achou que tinha condições de comprar uma briga, logo saiu apontando as falhas do voto eletrônico. Fraudar uma eleição com voto impresso é possível, embora trabalhoso; fraudar uma eleição com voto eletrônico é certeza.

O mais absurdo de tudo é a posição da esquerda pequeno-burguesa. Essa, que não deveria ter rabo preso com a burguesia, e é a maior perseguida no regime, deveria, já no primeiro dia, fazer uma grande investigação para denunciar todas as falcatruas da urna eletrônica. Mas não o fazem, e com uma desculpa desastrosa: a esquerda pequeno-burguesa é a única que acredita na idoneidade da urna, porque acha que já há quem faça a inspeção por ela.

Isto é, as Forças Armadas, o Ministério Público e a Polícia Federal.

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