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A morte do "olavismo"?

Obituário de Olavo de Carvalho, por Rui Costa Pimenta

"Olavo de Carvalho foi muito mais importante para a burguesia e o imperialismo do que Bolsonaro antes de ser eleito", diz Rui Costa Pimenta

Olavo de Carvalho e Bolsonaro – Reprodução

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A imprensa repercutiu no dia de ontem (25) a morte do guru bolsonarista Olavo de Carvalho, aos 74 anos. O anúncio da morte foi comunicada pela família nas redes sociais de Olavo. Segundo uma publicação no Twitter, o mentor da família Bolsonaro estava hospitalizado na região de Richmond, no estado da Virgínia (EUA).

Olavo de Carvalho havia tido o diagnóstico positivo para COVID-19 em 16 de janeiro. À época, a notícia foi compartilhada em seu grupo oficial na plataforma Telegram. Porém, a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada. Seu médico particular negou que a morte do escritor tenha se dado em decorrência do coronavírus. Segundo o clínico geral, a morte se deu em virtude de uma insuficiência respiratória aguda causada por um quadro de enfisema pulmonar associado à insuficiência cardíaca congestiva, à pneumonia bacteriana e a uma infecção generalizada. Olavo de Carvalho, que era cardiopata e portador da Doença de Lyme, já vinha enfrentando vários problemas de saúde.

A respeito do guru da extrema-direita e do chamado “olavismo”, Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, teceu varias considerações em sua costumeira Análise Política. O programa, que é comandado pelo jornalista Leonardo Attuch, vai ao ar no YouTube semanalmente todas as terças-feiras, às 16h. A “live” é também transmitida simultaneamente na COTV para os que preferem acompanhar no canal do partido. Lá os ouvintes, seguidores e apoiadores puderam acompanhar a opinião de Rui quanto à pessoa de Olavo de Carvalho enquanto escritor e influenciador de uma legião de seguidores de direita assim como também desse fenômeno chamado de “olavismo”.

Questionado por Attuch a respeito do “olavismo” como tendo sido algo que haveria capturado muitos eleitores que poderiam ter sido, em tese, da esquerda, Rui iniciou a abordagem dizendo: “Temos um fenômeno que a gente deve avaliar com bastante seriedade. Olavo de Carvalho, impulsionado pela grande imprensa, pelos aparatos que fizeram a campanha do golpe contra o PT, adquiriu aí uma liderança sobre um setor da direita. E esse setor pode conter muita gente aí que não seria necessariamente de direita”.

Na continuidade, apontando que Olavo, apesar da trajetória intelectual confusa, teria se tornado porta-voz de um setor descontente, Rui disse: “Eu tenho sempre enfatizado esse problema: A direita não é uma direita conformista, ela é uma direita revoltada, essa extrema-direita. O pessoal do PSDB é conformista, mas o pessoal da extrema-direita, bolsonarista, olavista, etc, eles são revoltados, eles tão canalizando um sentimento de revolta que é muito despolitizado e que a esquerda não conseguiu canalizar, pelo contrário, a esquerda inclusive deu motivo pra esse pessoal crescer ”.

Eu acho que o “olavismo”, enquanto tal, não vai sobreviver à morte do líder, é minha avaliação assim de bate-pronto”, acrescentou Rui Costa Pimenta. Quanto a essa afirmação, questionado por Attuch, Rui ponderou acreditar nisso por que: “O pensamento olavista é muito incoerente, muito sem substância. Eu acho que quem alimentava o “olavismo” era o próprio Olavo de Carvalho, que era uma personalidade. A tendência que ele expressa, na minha opinião, vai arrumar um novo porta-voz, com modificações”, disse. “E é importante prestar atenção a esse fenômeno aí. É um fenômeno que foi criado na época do golpe, provavelmente ligado até ao imperialismo e tudo o mais”, acrescentou.

Uma vez que a questão é bem interessante, Attuch quis saber quem poderia ser o substituto de Olavo como líder desse movimento, se poderia ser um dos Bolsonaros ou mesmo, talvez, Ernesto Araujo.

Precisaria ser alguém que tivesse uma certa presença intelectual. Os Bolsonaros aparecem como políticos populistas, com aquele jeito de direita, eles não tem autoridade e não têm também conteúdo para cumprir esse papel que o Olavo de Carvalho cumpria”, respondeu Rui. “Existe uma parcela da população que não leva a sério o político em si, eles levam a sério os intelectuais. É uma questão que tem no mundo todo, mas no Brasil isso é muito acentuado isso, é um viés de classe média. Eu acho que Olavo de Carvalho cumpria esse papel. Quer dizer, a direita tinha o Bolsonaro e tinha o Olavo de Carvalho, tinha o pensador e o homem prático”, acrescentou.

A seguir, foi perguntado a Rui Costa Pimenta como ele acreditava que o bolsonarismo se manteria sem o “olavismo”. “O Bolsonaro vai depender muito do desfecho que vai ter seu governo. Também é uma corrente política muito frágil. O Bolsonaro tá indo para o quarto ano de governo e não conseguiu construir um partido político próprio. É uma deficiência muito grande. Por exemplo, o Trump, que seria o Bolsonaro norte americano, tomou conta do Partido Republicano e por tudo que a gente tem visto ele tá depurando o Partido Republicano para ser um partido mais claramente “trumpista”. O que dá a entender que Bolsonaro é um político de muito pouca envergadura. Um homem que chegou ao poder sem condições de exercer o poder, sem pessoal político, sem partido político, um improvisador, que foi se adaptando às circunstâncias. Isso daí pode acabar com ele como corrente política também, não vai acabar com a extrema-direita, mas pode acabar com ele”, acrescentou em sua análise a respeito do tema.

Por fim, outro ponto interessante que foi discutido no programa é a questão da origem do “olavismo”, algo que talvez mereça uma análise mais aprofundada. Attuch apontou que uma matéria publicada no site Brasil247, e repercutida no DCO, deixa entrever que o fenômeno do “olavismo” poderia ter sido uma investida ideológica impulsionada pelo imperialismo muito antes do próprio golpe de estado.

Se a cronologia é essa mesma, significa que o imperialismo tem um plano de muito maior voo do que simplesmente derrubar o PT, que havia mais coisa nisso daí de levar o país inteiro para a direita e tudo o mais”, refletiu Rui a respeito. Diante dessa perspectiva, Rui acrescentou ainda: “Um detalhe importante, o Bolsonaro, antes de ser eleito, nunca foi tão importante quanto Olavo de Carvalho”.

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