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O fórum clandestino

Ninguém aprovou trazer a direita para os atos, isso é um golpe!

Frente clandestina de partidos da direita e da esquerda parlamentar quer organizar os atos Fora Bolsonaro

Um golpe em marcha contra os trabalhadores – Reprodução

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A luta da esquerda pequeno-burguesa defensora da frente ampla contra o movimento dos trabalhadores pelo Fora Bolsonaro ganhou mais um novo episódio. Após ser barrada pelos trabalhadores e ter sofrido dificuldades de se infiltrar na Frente Fora Bolsonaro, partidos da esquerda e da direita parlamentar decidiram dar um golpe em todo movimento e criar um fórum paralelo para a organização de supostos atos Fora Bolsonaro que incluam a presença do principal setor da burguesia golpista, como MBL e PSDB.

O fórum clandestino

A manobra criminosa deste fórum clandestino já foi anunciada de antemão por dirigentes do PCdoB e PSOL, que participaram ativamente na convocação dos atos coxinhas realizados no dia 12, que com a pretensão de estar realizando um ato Fora Bolsonaro, foi responsável por organizar em São Paulo um verdadeiro comício para o candidato da terceira via, João Doria, governador tucano de São Paulo. Dado ao fato que organizações como o MBL e Vem Pra Rua entre outras que participaram ativamente do golpe de estado jamais seriam aceitas nas manifestações populares, a manobra em torno da realização destes atos da frente ampla e terceira via consiste na realidade não em uma verdadeira campanha pelo Fora Bolsonaro, mas sim na manobra de criar uma popularidade artificial ao falido centrão e a candidatura de João Doria, anunciada de maneira não oficial no ato do dia 12 na Avenida Paulista.

O fórum paralelo reúne, além de PSDB e MBL, organizações como o PV, Rede, Cidadania, entre outros partidos que são base de sustentação do regime golpista e do próprio governo Bolsonaro. Sob a bandeira do Fora Bolsonaro, o fórum revela o seu claro caráter oportunista, dado ao fato que grande parte das organizações que o compõem sequer são apoiadoras desta campanha.

O PSDB, por exemplo, principal partido da burguesia brasileira e do imperialismo no país, é o partido chave para a candidatura da terceira via. João Doria, o governador tucano, chegou a anunciar que o partido estaria entrando de vez na campanha pelo impeachment de Bolsonaro, no entanto, foi rapidamente rebatido por expressiva parcela de seus deputados e dirigentes, que indicaram que o PSDB vai continuar apoiando o bolsonarismo, sendo base de sustentação do governo. O MBL, que atua de maneira “independente” decidiu lançar a campanha “nem Lula nem Bolsonaro”, que como pode ser vista em 2018, quando a organização apoiou o bolsonarismo contra a candidatura petista, é na realidade um “Lula jamais e Bolsonaro é segunda opção”. A organização fascista ainda foi uma das bases “militantes” de Bolsonaro até o último período, sendo forte defensora de sua candidatura e da política de liquidação com as empresas nacionais e os direitos dos trabalhadores.

PSOL e PCdoB dão golpe no movimento dos trabalhadores

Ligados a este fórum estão por parte da esquerda partidos como PSOL e PCdoB, defensores explícitos da política de aliança com a burguesia golpista. O presidente nacional do PSOL, antes do dia 12, havia recuado e afirmado que o partido não estaria presente na mobilização organizada por fora da Frente Fora Bolsonaro, e liderada pelos golpistas. Contudo, uma das suas principais representantes no estado de São Paulo, Isa Penna, foi de maneira decidida para o comício de Doria, posando ao lado de figuras da direita como Tabata Amaral, além de comemorar a organização do ato com o PSDB e MBL.

Agora, passados os atos do dia 12, o PSOL por meio de seu presidente nacional, Juliano Medeiros, afirmou que defende de maneira aberta a política de alianças com a burguesia, convidando para as manifestações governadores como João Doria, e atacando a ala esquerda do movimento e a base dos trabalhadores, afirmando que aqueles que se colocam contra a presença dos fascistas nos atos são “sectários”e “extremistas”. No mesmo sentido, Juliano Medeiros exigiu que não houvessem represálias por parte dos trabalhadores e da militância da esquerda caso os direitistas resolvessem aparecer na manifestação, para tomá-la de assalto, atacando a esquerda, os trabalhadores e sobretudo a candidatura de Lula.

Está claro que com toda a crise gerada em torno do ato do dia 12 no interior da esquerda, o MBL e demais organizações fascistas não terão coragem de falar no ato dos trabalhadores. Por isso, este fórum paralelo busca organizar atos por fora da Frente Fora Bolsonaro, a organização composta pelos partidos da esquerda e movimentos populares, que organiza os atos por Fora Bolsonaro desde o dia 29 de maio. Ao criar este fórum, partidos como PSOL e PCdoB promovem um grande ataque à organização dos atos dos trabalhadores. Sem consultar a Frente Fora Bolsonaro e muito menos a militância e a população que está em mobilização nos últimos quatro meses, o fórum com os golpistas tem como ideia raptar a tendência à mobilização por fora da frente oficial, que barrou a investida golpista, e impulsionar a candidatura da frente ampla.

Um golpe em marcha

Nesse sentido, as mobilizações tendem a ser cada vez mais atacadas. Ficou claro a impopularidade da direita nos atos do dia 12, que representaram um grande fracasso para a frente ampla. Caso o mesmo se intensifique, a mobilização pelo Fora Bolsonaro poderá ser sequestrada por estes setores que rapidamente destruíram todo movimento popular.

Para a terceira via, a mobilização popular corresponde em primeiro lugar ao fortalecimento da esquerda e sobretudo da candidatura de Lula. Com a destruição das verdadeiras mobilizações por Fora Bolsonaro, a manobra da burguesia fica facilitada ao mesmo tempo que a esquerda enfraquecida nas vésperas das eleições.

O papel que estes setores da esquerda pequeno-burguesa, também apoiados por partidos como PSTU, que em nota oficial afirmou estar disposto a se unir ao MBL contra Bolsonaro, é de destruição da mobilização popular e de ataque direto à candidatura do ex-presidente Lula, em favor de João Doria e sua corja do PSDB e de todo regime golpista. É isto que está por de trás da organização de um criminoso fórum paralelo dos atos, um ataque ainda maior à democracia do movimento pelo Fora Bolsonaro e aos trabalhadores.

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