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Daiello e Moro

Boulos trabalha com os algozes de Lula

Relações com figuras-chave do golpismo latino-americano são cada vez mais incontestáveis

Sérgio Moro, Guilherme Boulos e Leandro Daiello – Foto: Reprodução

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Imagine que um determinado país, muito rico e poderoso, decida roubar todas as riquezas de outro país, esmagar as empresas que concorrem com as suas e fazer dele um fantoche de sua política externa. E que, para evitar uma guerra aberta, que levaria a um gasto extraordinário e a um desgaste político muito grande, esse país estimulasse um grupo do país adversário a conspirar contra sua própria nação.

Não é preciso imaginar, isso aconteceu mil vezes na história e acontece hoje no Brasil. Em nome de uma operação de pirataria internacional, os Estados Unidos, agindo por meio da sua agência mundial de conspirações, a CIA, corromperam uma corja de brasileiros lesa-pátrias para que entregassem o país aos vampiros norte-americanos e europeus.

Os principais personagens dessa história são bastante conhecidos. Leandro Daiello, o mais longevo diretor da Polícia Federal, organizou um verdadeiro golpe de Estado dentro do próprio governo em que fazia parte. Treinada diretamente pela CIA, a PF lançou seus homens na missão de prender os dirigentes e empresários ligados ao partido governista, o PT. Nas Forças Armadas, o golpe era garantido pelas sombras. Sérgio Etchegoyen e Eduardo Villas-Bôas, principais comandantes do Exército brasileiro, certamente foram peças-chave na articulação por debaixo do pano. Futuramente, agiriam diretamente para garantir o golpe, tendo Etchegoyen tirado da gaveta o serviço de espionagem da ditadura militar (o GSI) e Villas-Bôas ameaçado o Supremo Tribunal Federal (STF).

Empresário de Boulos arrumou uma “mala” de R$ 750 mil a Moro

Mas quem mais deu a cara a tapa, quem mais apareceu como o militante número um do golpe de Estado, foi o ex-juiz federal Sérgio Moro. Tratado como herói pela imprensa burguesa, Moro assinou despachos que levariam à prisão do maior líder popular do País, o ex-presidente Lula, e à destruição de uma parcela imensa da indústria nacional.

Pedimos agora que o leitor imagine que, diante dessa conspiração, o país saqueador se depare com o seguinte problema: como Moro, Etchegoyen e Daiello são figuras abertamente direitistas e impopulares, o golpe pode chegar a um impasse e não ser “engolido” pelo povo. E que, portanto, esse país decidisse promover não só funcionários de carreira de instituições historicamente golpistas, mas também pessoas que, embora não tivessem uma raiz real no povo, tivesse alguma relação com as organizações do movimento operário e do movimento popular. Assim, a mesma política golpista poderia ser apresentada como uma política “de esquerda” ou até mesmo “revolucionária”.

Novamente, o leitor não será obrigado a ser muito criativo. A operação aconteceu milhares de vezes na história e acontece, hoje, no Brasil. Seja por meio de “bolsas de estudo” advindas de instituições diretamente ligadas ao Departamento de Estado norte-americano, seja por meio do salário na imprensa golpista, seja pela participação direta em canais de televisão, seja através do pagamento pela ministração de cursos, os Estados Unidos estão corrompendo um setor relacionado à esquerda brasileira para que faça propaganda do golpe de Estado.

Isto é, neste momento em que Moro está mais desmoralizado que a sua voz de Randolfe Rodrigues com sotaque de Joel Santana, que Daiello precisou ser removido da Polícia Federal e que os militares atuam mais pelos bastidores, há um setor que se apresenta como “progressista”, mas que trabalha com as mesmas “metas empresariais” que Etchegoyen, Moro e Daiello.

O empresário (e seus sócios imperialistas) por trás de Boulos

Um dos parceiros dos golpistas no Brasil é o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos. Embora seja uma figura de “esquerda”, Boulos apoiou a política oficial do imperialismo em cada etapa do golpe: liderou a campanha “Não vai ter Copa” — que poderia ser traduzida como “Fora Dilma” —, sabotou a frente única da esquerda contra o golpe — a Frente Brasil Popular —, organizou atos contra o “ajuste fiscal” do PT — que bem poderiam ter como palavra de ordem “Dilma, cai de uma vez!” —, lançou sua candidatura presidencial quando Lula estava na cadeia, defendeu com unhas e dentes o “verde e amarelo” nas manifestações pelo “Fora Temer”, assinou manifestos com delinquentes políticos como Fernando Henrique Cardoso, pouco após a direita toda se unificar em torno da candidatura de Bolsonaro, sabotou os atos Fora Bolsonaro e, mais recentemente, anunciou sua ambição de concorrer ao governo de São Paulo em uma disputa que não tem como ganhar, mas que tem como impedir que o PT chegue ao segundo turno. Com um fraseado esquerdista e muita demagogia, Boulos segue fielmente a bússola da CIA: combate ao PT, combate ao nacionalismo, combate à luta contra o golpe e nenhum combate à direita pró-imperialista.

Exclusivo: o NED financia a frente ampla no Brasil

O que já era óbvio, no entanto, tornou-se ainda mais óbvio. Tornou-se podre, de tão óbvio.

Boulos, Moro, Daiello e Etchegoyen, além de guardarem em seus sobretudos a bússola da CIA, são todos colegas de trabalho. Estão unidos sob uma mesma folha de pagamento — seus nomes constam todos no mesmo departamento de Recursos Humanos.

Já foi denunciado, por este mesmo Diário, que Boulos possui uma íntima relação — política e pessoal — com o empresário Walfrido Warde. O próprio Boulos confirmou isso — e não teria como negar. Boulos é funcionário do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), do qual Warde é dono, e Warde foi o principal articulador de sua campanha para a prefeitura de São Paulo em 2020. Esse mesmo instituto é dirigido por Sérgio Etchegoyen e Leandro Daiello, dentre outras figuras sinistras.

A quarta reportagem da série de denúncias deste Diário contra as relações entre Boulos e o imperialismo, no entanto, mostrou que os laços entre Boulos e a Lava Jato não param por aí. Sergio Moro, o Mussolini de Maringá, o militante número um do golpe no Brasil, também trabalhou com Walfrido Warde! Em novembro de 2020, quando Boulos e Warde já tinham um longo histórico de “parceria”, Warde garantiu a Moro um “contrato” de nada menos que R$750 mil. Para quê? Para que o ex-juiz defendesse um bilionário israelense contra uma das mais importantes empresas brasileiras, a Vale.

Daiello, Etchegoyen e Moro são notáveis golpistas e Boulos, ao trabalhar nesse covil, está colaborando com o projeto da CIA para o Brasil. Mas não é só isso: o IREE possui uma parceria com o think thank Global Americans, que é diretamente patrocinado pelo National Endowment for Democracy (NED), um organismo responsável por distribuir os financiamentos da CIA. Daiello, Etchegoyen, Moro e Boulos estão trabalhando para os interesses da CIA em um instituto parceiro de uma organização financiada pela CIA.

Instituto que paga Boulos é ligado ao governo dos EUA e golpes na América Latina

Ligando-se os pontos, as coincidências vão se tornando cada vez menos coincidências e cada vez mais um quadro de relações de causa e efeito muito bem definidas. Boulos, conforme descrito, foi o homem que esteve a todo momento propondo, no interior da esquerda, que a luta contra o golpe fosse abandonada e que Lula mofasse na cadeia. Daiello foi quem montou a Operação Lava Jato e o responsável pela condução coercitiva — leia-se sequestro — e quase-prisão do ex-presidente Lula. Moro foi o agente que mandou prender Lula e que levou a indústria brasileira à bancarrota. E a Polícia Federal, o escritório onde se processaram todas as operações, é uma filial da CIA e do FBI no Brasil.

Boulos, portanto, trabalha com e para os algozes de Lula. Fica, portanto, a pergunta: será coincidência que a função dele é justamente dividir os votos do PT, como foi em 2018 e 2020, e como será em 2022, para facilitar a direita vencer as eleições?

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