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Direita "democrática"

Geraldo Alckmin, um criminoso e inimigo dos trabalhadores

A aliança com Alckmin servirá somente para desmoralizar a candidatura de Lula, vista pelas massas como uma alternativa à direita golpista e ao bolsonarismo

Alckmin possui um extenso histórico de arbitrariedades e violações de direitos em São Paulo – Reprodução

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Há rumores na imprensa sobre uma aliança Lula/Alckmin para as eleições presidenciais de 2022. Caso se confirme, um vice como Geraldo Alckmin – inimigo histórico da classe trabalhadora – será um duro golpe às bases do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e aos movimentos populares (MST, CMP) que são dirigidos pelo PT.

Convém recordar o histórico de arbitrariedades e violações de direitos cometidos por Geraldo Alckmin em suas seguidas administrações no estado de São Paulo. Seu histórico é digno de um criminoso, repressor e privatizador. Um vice desse tipo só serve para desmoralizar a candidatura de Lula diante de suas bases e do conjunto da população que o enxerga como uma alternativa eleitoral à direita golpista e ao bolsonarismo.

O ex-governador de São Paulo foi denunciado nacional e internacionalmente pela ação violenta da Polícia Militar na reintegração de posse na ocupação do Pinheirinho, localizada em São José dos Campos, interior de SP, no ano de 2012. Entre 6 mil a 9 mil moradores ocupavam uma área abandonada desde 2004. O terreno de 1,3 m² era de propriedade de uma empresa falida, Selecta SA, do empresário e Naji Nahas.

Um grande contingente da Tropa de Choque da Polícia Militar, sob as ordens de Alckmin, cumpriu o mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça estadual. Foram lançadas bombas de gás, tiros de balas de borracha sobre os moradores que se recusaram a abandonar suas casas e não tinham outro local para morar. Na sequência, tratores demoliram as casas com os pertences pessoais dos moradores dentro, numa verdadeira política de terra arrasada. Milhares de famílias foram atiradas às ruas, sem dó nem piedade. Quando questionado, o tucano disse que não tinha visto qualquer excesso na reintegração: “Acontece que não é uma tarefa simples, mas a polícia tem de cumprir a ordem judicial, que era a desapropriação”

A selvageria da PM de Geraldo Alckmin foi responsável pela eclosão dos protestos de 2013 em São Paulo e no Brasil. Naquele momento, o governador comandou uma dura repressão contra os protestos majoritariamente estudantis convocados pelo Movimento Passe Livre (MPL). A Polícia Militar investiu sobre os manifestantes com extrema violência, com carga de cassetetes, tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Até mesmo jornalistas da imprensa burguesa apanharam e acabaram sendo atingidos nos olhos pelos balas de borracha. Centenas de manifestantes foram presos, processados e até mesmo um jornalista que portava vinagre foi parar atrás das grades.

No ano de 2015, Alckmin se confrontou duramente com a greve dos trabalhadores da educação. No primeiro momento, o governo estadual mentiu de todas as formas para deslegitimar o movimento dos professores por salários e condições de trabalho. Chegou até a cortar salários e desobedecer decisões judiciais que proibiram esse tipo de prática anti-grevista. Neste mesmo ano, mais uma vez, a repressão da Polícia Militar foi feroz contra os estudantes secundaristas que protestaram contra as medidas de Reorganização Escolar anunciadas pelo ex-governador, que incluíam o fechamento de escolas e turnos. Circularam nas redes sociais diversas imagens dos PMs batendo em estudantes secundaristas e invadindo escolas amparados nas ordens de Alckmin.

Os professores, funcionários públicos e estudantes de São Paulo sabem por anos de experiência que a maneira de Alckmin tratá-los é por tiros, bombas e cassetetes da Polícia Militar.

No período do golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), entre os anos de 2015 e 2016, o tucano forneceu apoio político e material aos atos coxinhas, inclusive com a liberação do metrô de São Paulo. Geraldo Alckmin esteve presente nos atos verde e amarelos que se destacavam pelas faixas à favor da intervenção militar, marcados pelo viés de extrema-direita, anticomunistas e contra o PT.

Alckmin apoiou entusiasticamente o golpe de Estado de 2016. Quando a caravana de Lula foi atacada a tiros pela extrema-direita fascista, que procurava levantar a cabeça, o tucano justificou e disse que o PT “colheu o que plantou”. A prisão de Lula foi apoiada por Geraldo Alckmin e seu pupilo, João Doria, inclusive tentou transferi-lo para o presídio de Tremembé como um preso comum.

A política econômica de Alckmin à frente do governo foi marcada pelas privatizações, instalação de pedágios nas rodovias estaduais, arrocho salarial para o funcionalismo público, austeridade fiscal, parcerias público-privadas. Alckmin congelou o orçamento público em 2015, cerca de 2 anos antes de Michel Temer fazer o mesmo em nível federal. Em 2017, o tucano ganhou um prêmio em Nova Iorque (EUA) por ter obtido êxito na abertura do capital da Sabesp. O capital financeiro internacional reconheceu o papel de Alckmin na entrega do patrimônio público.

A Polícia Militar de Geraldo Alckmin foi denunciada inúmeras vezes por massacres, assassinatos e chacinas nas periferias urbanas do estado de São Paulo. Uma vez Alckmin justificou os assassinatos da Polícia Militar com a frase de “quem não reagiu está vivo”, embora sequer tenha feito uma investigação sobre o que havia ocorrido. Isto demonstra que em seus governos o aparelho repressivo tinha carta branca para assassinar negros e pobres, garantida total impunidade.

A lista de crimes de Alckmin é muito maior. Trata-se de um político neoliberal, criminoso, repressor e privatizador que não tem nenhuma relação com os interesses do povo. O Partido dos Trabalhadores, os sindicatos e movimentos populares não devem aceitar Alckmin como vice de Lula.

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