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A piada pronta

Fraudadores profissionais dizem defender a lisura das eleições

Milionários, golpistas e estelionatários assinam um manifesto cínico contrapondo Bolsonaro quanto ao voto impresso. Veja porque devemos ser contra essa política.

Pedro Malan – Foto: Reprodução

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Um manifesto divulgado na última quarta-feira (4) de “apoio” às eleições brasileiras é um exemplo do cinismo total da burguesia. Divulgado numa página de internet chamada “eleicaoserespeita.org”, o texto defende de maneira emocional o sistema eleitoral brasileiro e cita indiretamente o perigo representado por Bolsonaro à “respeitada” Justiça Eleitoral brasileira.

Os autores são de um tal CDPP (Centro de Debates de Políticas Públicas), um grupo de banqueiros, ex-banqueiros, milionários, empresários e especuladores, ou seja, uma turma de pilantras, ladrões e golpistas da pior espécie. Essa é daquelas organizações patrocinadas pelo imperialismo mundial que se diz, logicamente, apartidária (afinal, eles só querem o bem do país e os partidos políticos são um grande mal), sem fins lucrativos (para quê mais dinheiro?) e independente.

O tal manifesto é assinado por pessoas como Luiza Trajano (Magazine Luiza), Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal (Itaú), além de outros empresários milionários. Também assinam os tais economistas da burguesia que já dirigiram ou dirigem bancos, especuladores financeiros e “analistas” dos órgãos de imprensa da burguesia. Apoiadores do golpe de estado, anti-petistas e anti-povo. A lista de quase 300 nomes também inclui o famoso Pedro Malan, ministro da Fazenda dos governos FHC, responsável direto pela garantia de renda fácil aos especuladores internacionais em troca da população brasileira, literalmente, morrer de fome naquele fim de século.

O texto do manifesto diz: “O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados”, em claro contraponto às falas que Bolsonaro tem feito contra o sistema eleitoral atual de voto unicamente eletrônico. E continua, pregando pela “estabilidade democrática”, o que quer dizer, para eles, a continuidade do regime político que os beneficiou até agora. O texto segue uma linha sem lógica de defesa das eleições elogiando a Justiça Eleitoral como “uma das mais modernas e respeitadas do mundo”. Ora, estão aí os dois únicos argumentos do texto, porém, ser “moderno”, ou seja, eletrônico, não é garantia de lisura e transparência. Pelo contrário, as eleições unicamente eletrônicas impossibilitam uma recontagem manual dos votos. Já ser “respeitado” no mundo não diz nada sobre a qualidade desse respeito. Na verdade, o respeito vem do mesmo imperialismo que domina o país, o que não é algo positivo.

O respeito às eleições brasileiras deveria vir de um sistema de votação mais democrático que possibilitasse uma recontagem dos votos feitos nas máquinas com o bom e velho papelzinho que seria depositado numa urna após ter sido conferido pelo eleitor.

Este é, portanto, um manifesto de fachada para pressionar Bolsonaro a aceitar o atual sistema de votação vigente no país. Implantado em 1996, já houve diversas tentativas de incluir o voto impresso na eleição, inclusive do próprio PT. Todas as tentativas foram podadas pelo judiciário.

Os argumentos contrários ao voto impresso feitos desde sempre pela burguesia são de que custaria muito caro, uma completa balela. Outro é de que jamais foi comprovada qualquer fraude em urnas eletrônicas. Ora, ora, o próprio judiciário é o responsável por  investigar ou não e por julgar se há provas ou não. Nenhum dos dois argumentos é válido e servem como uma fraca desculpa para se manter um sistema fechado impossível de se saber como funciona no armazenamento e na contabilidade dos votos. E, o que é pior, sem a possibilidade de uma verdadeira recontagem paralela que possam confirmar os votos eletrônicos das urnas.

A esquerda brasileira tem medo de adotar uma política séria a favor da democratização do voto, com a impressão da cédula, simplesmente porque a burguesia tem uma política muito forte contrária a isso. Soma-se o fato de que a esquerda adotou uma política infantil de contrapor a tudo o que Bolsonaro fala, sem raciocinar, somente para se colocar ao lado da burguesia contra um inimigo político que julgam ser o pior, quando, os piores estão dentro da burguesia dita civilizada.

Essa ânsia de se contrapor a Bolsonaro leva a esquerda a se aliar a uma burguesia podre que pariu Bolsonaro para ganhar do PT e que agora tenta reconquistar o poder político através de um terceiro nome no cenário político. A tal “terceira via” seria alguém “civilizado” que atenderia melhor do que Bolsonaro aos interesses do imperialismo dentro do país, incluindo a questão de manter a votação uma caixa preta total.

Tal manifesto deve ser visto como parte da campanha da burguesia para manter a roubalheira eleitoral responsável pela eleição do PSDB numa dinastia que já dura três décadas no estado mais rico do país, São Paulo. Também responsável pela eleição de tantos parlamentares impopulares, pela não eleição da ex-presidenta Dilma como senadora, pela eleição do governador Witzel no segundo estado mais rico do país. São essas as conquistas da urna eletrônica e de um sistema de votação antidemocrático que privilegia currais eleitorais e o dinheiro acima de qualquer vontade popular.

As pessoas que assinam o manifesto são a favor da continuidade da fraude, não o contrário. São golpistas que querem manter o controle das eleições país afora e, com isso, facilitar a dominação dos seus patrões imperialistas. São anti-povo, são anti-comunistas, anti-petistas e estarão ao lado de Bolsonaro quando a situação exigir uma posição final entre o fascismo e o lulismo. São uma escória e deles deve ser mantida a maior distância possível tanto ideologicamente quanto na luta prática. Esses são os maiores apoiadores de Bolsonaro quando o assunto é roubar do povo, apenas se contrapõem a Bolsonaro quando este adota uma política ansiada por sua base que tem um fim democrático, por mais contraditório que isso pareça. A esquerda e o povo não deve ter medo de ter uma posição diferente da tal “opinião pública” burguesa. Somos sim favoráveis ao voto impresso, não por apoio a Bolsonaro, mas por uma democratização maior das eleições.

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